Thursday, January 29, 2009

FSM discute alternativas ao PL do Senador Azeredo


Ocorreu aqui no Fórum Social Mundial uma oficina sobre as alternativas ao PL do Senador Azeredo que trata dos crimes na Internet. A mesa, mediada por Pablo Ortellado, foi integrada pelo Secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Pedro Abramovay, pelo Deputado Paulo Teixeira, pelo representante da FGV-RJ, Luiz Moncau e por mim.

Depois de uma explanação mais descritiva e histórica do projeto de Lei, realizada por Luiz Moncau e por mim, o Deputado Paulo Teixeira fez um importante alerta. Para ele, aumentará a pressão pela votação do projeto. Por isso, sugeriu que a sociedade civil amplie sua ações contra a aprovação do projeto. A contrapressão é vital para suprimir os artigos nefastos da proposição.

O Secretário Pedro Abramovay, afirmou que a ação do Ministério da Justiça segue três premissas básicas: primeiro, o projeto de Lei não deve tratar de assuntos relacionados a propriedade intelectual; segundo, o projeto não pode prejudicar a inclusão digital e as redes abertas; terceiro, o direito penal deve ser usado somente em último caso. Além disso, afirmou que “a Internet é um meio. Um crime não pode ser considerado mais grave porque foi praticado pela rede.”

Várias entidades estavam presentes, entre elas, o Intervozes e a ASL (Associação de Software Livre). Henrique Parra, do CMI, falou sobre a necessidade de construir um marco civil regulatório da Internet. Afirmei que talvez fosse mais interessante trabalharmos uma Carta de Direitos nas redes digitais. Ao definirmos quais os direitos que os cidadãos devem ter no ciberespaço, teremos melhores coindições de precisar quais violações desses direitos devem ser consideradas criminosas. João Brant, propôs a realização de um seminário sobre o marco regulatório / carta de direitos da cidadania digital. Pablo Ortellado sugeriu organizarmos um blog somente para acompanhar o PL Azeredo e para organizarmos esse seminário.

Foi unânime a idéia de que o PL Substitutivo do Senador Azeredo é extremamentee perigoso para a liberdade e para a privacidade na rede. Por isso, devemos aumentar a pressão para suprimirmos os artigos 285-A, 285-B, 171 e 22.

DEFESA DA LIBERDADE NA INTERNET

Amanhã, ocorrerá no FSM, a oficina Internet sob ataque que discutirá as tentativas de controlar a rede, entre elas, a Lei Sarkozi contra o P2P, as tentativas das operadoras de quebrar o princípio da neutralidade na rede, entre outras.

24 comments:

CopyFree said...

O projeto como um todo é um grande erro. É ruim do começo ao fim. Um engodo passional para aprisionar corações distorcendo a realidade. Uma benevolência às empresas privadas. São sujos, “querendo dar exemplos”, falando de mal lavados.

Não existe crime virtual. Independente do meio, roubo é roubo e é comandado por uma ou mais pessoas. Se uma máquina é infectada, não é culpa da infecção ou de outro computador infectado que enviou, é unicamente de quem criou o vírus e de quem distribuiu, ou ajudou, intencionalmente. O problema que na maioria das vezes quem criou ou distribuiu intencionalmente está do outro lado do mundo (quando não são encomendados pelos os próprios programas que deveriam somente proteger) e isso é uma guerra que, acreditem, nunca terá fim, assim como o tráfico de drogas. As drogas perduram porque tem quem as consuma. Os problemas de segurança existem por causa da inc(s)ipiência.

O que devemos fazer para proteger o carinha que acabou de comprar o seu PC, e que foi indevidamente culpado, é ensiná-lo (educá-lo) a se defender e não prendê-lo.

Todos sabem, porém alguns preferem esconder, como as coisas funcionam no Brasil. As leis só funcionam para quem não pode se defender. É inadmissível, não justificando o erro do furto, que uma pessoa que roube 1 Real vá para cadeia, enquanto quem desvia 10 milhões, constrói sua defesa com os melhores advogados, e nas falhas de todas as outras leis, transforma o roubo em herança de família, doação, prêmio de loteria... e, com uma mãozinha a mais do corporativismo, ainda debocham de nossa cara tupiniquim.

Também será inadmissível que peguem para Cristo uma ou duas dúzias de pessoas para dar exemplos. Se for para mandar prender ou processar, então vão preparando vaga para pelo menos 30 milhões de brasileiros (inclusive seus filhos, netos, irmãos, amigos...), pois eu duvido muito, por exemplo, alguém que nunca tenha baixado uma música. Façam ainda melhor, comecem pelo Presidente, que já declarou que fez download de MP3 para presentear amigos.

Quem são os sujos? Quem são os mal lavados?

Gostaria de informar que todo o texto abaixo e cada trecho tem pelo menos um link como referência. Não tem absolutamente nada inventado ou que não tenha sido exposto pela Mídia.


Salvem as crianças:

Pelé, “o rei do futebol”, já dizia esta célebre frase tomado completamente pela emoção e cercado de holofotes. Agora, entre palavras ditas pelo coração e ação, o rei foi incapaz de reconhecer sua própria filha, Sandra, que teve que lutar na justiça por longos anos. Nem mesmo em seu leito de morte, Sandra, mesmo não sendo mais uma criança, porém sendo um exemplo único de vida, pôde contar com um abraço de seu Pai. O que exatamente é salvar uma vida? É ser dissimulado o suficiente apenas para defender os próprios interesses? Não, nenhum esforço deve ser medido, até mesmo antes que se precise ouvir o apelo (como daqueles dois meninos que foram devolvidos para os “pais” e mortos após ter implorado ajuda no conselho tutelar).

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Perigo eminente à vida:

As operadoras garantem que havendo perigo à vida de crianças e adolescentes, elas estarão abraçando “esta causa”. Que bom! Antes, já podem começar a exercitar deixando de cortar os telefones de assinantes que tenham crianças e adolescentes em casa. Sabe como são as emergências, não tem hora para acontecer e com esta “crise”, importada, o dinheiro anda curto. Se os pais precisam do telefone para ligar para o médico ou para pedir ajuda e a linha está cortada, já que até telefones de conselhos tutelares são cortados, como fica?

Não é bem a internet que precisa de mais mediadores, mais moderadores, super-heróis ou demagogos que usam subterfúgios para interesses recônditos. Um bom e “verdadeiro cristão” ou quem se acha acima do bem e do mal, por exemplo, pode começar a agir por aqui: http://www.uruknet.de/?s1=1&p=50118&s2=30


São menos importantes?

Mas só orar ou rezar não adianta. Oração não carrega mosquito da Dengue para o mar aberto, nem tão pouco desativa bombas ou armas.

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Como fica o perigo das crianças que brincam em esgoto a céu aberto e das que morrem afogadas em represas por não terem alternativas durante as férias?

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E as crianças que comem palmas no nordeste e resto de comida em lixões para sobreviver?

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São menos importantes?


Quem não deve, não teme:

A frase: “Quem não deve, não teme” é muito interessante, mas se vivêssemos num ambiente de honestidade. Muita gente também não se importaria em dizer: “Podem invadir a minha casa, já que eu não tenho nada para roubar e eu confio em todos vocês”.

O caseiro Francenildo dos Santos também não devia, nem por isso deixou de ter a sua privacidade violada ao bel prazer da máquina do Estado. Se já existe a libertinagem para quebras de sigilos, o que ‘poderosos e influentes’ não fariam para tentar descaracterizar uma denúncia da imprensa (ou de um jornalista em particular) ou por vingança torpe.

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Quando não se precisa de provas (apenas “suspeita” de um “anônimo”) para se acusar qualquer um de ‘pedofilia’, mesmo que obviamente não seja verdade e que saibam disso, tudo será registrado pelas operadoras e qualquer coisa (não necessariamente pornografia de “Gatas Selvagens Precisam”) poderá ser usada contra qualquer um. E se hoje Francenildo tivesse um computador? E como conhecemos bem os abutres brasileiros, logo teremos pessoas processadas por pesquisar sobre certos assuntos com finalidade de conhecimento não aprovados pelo governo e até por acessar conteúdo impróprio, mesmo que sem querer, como foi o caso daquela professora americana que teve o computador infectado:

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O Benefício da Dúvida: coisa do passado.

Que coisa mais antiquada, não? Uma raríssima peça de museu. É, pelo menos parece que é nisso que os “desgovernantes” querem transformá-la. A carta da Declaração dos Direitos Humanos, no Artigo XIX, diz: “Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras”. Já o Artigo XI, diz: “1- Todo ser humano acusado de um ato delituoso tem o direito de ser presumido inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa. 2- Ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou omissão que, no momento, não constituíam delito perante o direito nacional ou internacional. Também não será imposta pena mais forte do que aquela que, no momento da prática, era aplicável ao ato delituoso.”.

Nem sempre será assim e ainda teremos bons momentos vívidos em nossas memórias para que possamos contar para as novas gerações. Excluindo-se os miseráveis, é claro que se for necessária, ela (a frase) será resgatada, principalmente se for para uso e fruto (ou furto) das maracutaias do poder, e ainda quem sabe poderemos contar com citações literárias como fez, o relator do processo contra Magno Malta no caso da máfia dos Sanguessugas, Demóstenes Torres.

Do romance de Machado de Assis, Dom Casmurro, o senador citou o personagem Bentinho que é atormentado por uma dúvida: se sua esposa Capitu o trai com o amigo Escobar. "Como Bentinho, tenho acompanhado um caso intrigante, que, postumamente, a Machado rendeu diversas versões. Muitas são convincentes, mas não posso afirmar com 100% de certeza que Capitu fraquejou e foi nadar em praias escobarianas". A mesma opinião tiveram os demais parlamentares.

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Caro(s) senador(es), este mesmo benefício da dúvida não deveria ser dado ao povo brasileiro? Se uma investigação da polícia federal pode ser simplesmente descartada e em nome da imunidade (ou “imundidade”) ser exaurida com o passar dos anos, mais importante seria uma acusação “anônima”? Quando se diz ao mundo que no Brasil passaremos a ser todos culpados até que se prove o contrário, mesmo indo contra a Constituição Federal, “Artigo 5°, LVII”, que imagem o(s) senhor (es) faz(em) de todos os brasileiros quando um número muito inferior a 1% cometem crimes (não piores do que na vida ao vivo) pela internet? Sendo que 60%, dos 1%, não sabem que cometem, já que o computador é controlado remotamente. Procurem por: Redes Zumbis.

Assaltos tem todos os dias, nem por isso existe o aumento de policiais nas ruas. Estupros tem ou devem ter todos os dias, nem por isso as mulheres recebem um cartão blindagem de vaginas ou, como sempre, não existe o aumento de policiais nas ruas. Fome não se resolve com cartão esmola. Falta de educação não se resolve com repressão. Progresso não se consegue com arbitrariedade.


Pizza de Sanguessuga com Mensalaminho:

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Comendo na mão do governo: Brasil Telecom + Oi = Somente se: Assinar acordos

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Foto de cabeceira:

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Legislando o inlegislável

Até alguns juízes que não entendem bulhufas de internet já andaram navegando por estas águas. Chegaram a ponto de tentar bloquear todo o WordPress para os brasileiros por causa de um mísero blog. Sem mencionar o caso Cicarelli que quis culpar toda a internet por ela mesma ter extrapolado em lugar público.

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Lei pra quê? Quanto será que vale uma super-senha?

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Descendentes de piratas:

Digam-me: quem é que pode pagar e investir em um SO no valor de R$ 600,00? Agora, empresas, experimentem cobrar 10% ou 15% deste valor.

Você baixa músicas, filmes e outras porcarias, com ©, da internet? Sim? Seu pirata! Mas, calma... isso está no sangue. Será que os nossos vereadores, deputados, senadores e demais membros do clã nunca emprestaram ou pegaram emprestado um LP (daquela banda paulera da década de 60, 70 ou 80) e copiaram para a fita K7 para ouvir em seus Fuscões e Opalões?


Não tenho a menor dúvida que o Brasil é o melhor país do mundo, Seu maior problema sempre foi o cultural. Logo agora, quando estamos tentando conseguir dar a volta por cima, com um legítimo direto de expressão, sem precisar que emissoras de TV nos digam o que fazer, para onde ir, lá vem os senhores feudais dizendo que não. Povo estúpido precisa é comer na mão E PONTO FINAL!

Leis que remendam os remendos das leis, que remediam a constituição na UTI. Ah, vão procurar algo decente pra fazer! Experimentem trabalhar de segunda à sexta ganhando um salário mínimo. Com este 1 mês de salário: paguem passagem de ônibus, se alimentem, comprem roupas, sapatos, tentem comprar um carro usado (na prestação), paguem contas (luz, gás, água, condomínio, telefone, internet, TV à cabo, prestação do computador), vão ao cinema no final de semana, supermercado, comprem CDs, programem passeios com os filhos, comprem material escolar, paguem o colégio dos filhos, tratamento dentário e adquiram planos de saúde para a família inteira.

Para quem ganha 20 mil por mês (lícito) e ainda dá um jeitinho de conseguir benefícios extras (ilícitos) do dinheiro público, não pode achar que o povo reclama demais e sem razão, não é?


Definam: Quem são os sujos? Quem são os mal lavados?

Noise said...

Oi, Sérgio, tudo bem?

Queria muito colocar o banner contra o PLC do Azeredo no meu blog (http://www.phodasetudo.blogspot.com/), pode me mandar o código?

Abraço!

Em tempo, excelente blog, botei nos favoritos.

teste said...

Teste

Fernando Claro said...

Caríssimo Sergio, tudo bem?

Acabo de vir do Bodega da Cultura e me deparei com este tema do Cibercrimes em seu ótimo blog.
Consultei o blog do Senador Cristovam e apeas encontrei referências ao projeto Azeredo. Nenhum comentário do Cristovam, nem a favor ou contra.
Sem dúvida alguma qualquer lesão oo cerceamento de direitos devem ser rechaçados por nós cidadãos, blogueiros ou não.
Qaunto mais aumentarmos o debate e aprofundá-lo, melhor.
A idéia de um blogue para tratar do assunto me parece interessante.
Tal como Noise gostaria de colocar o 'banner" no http://oclaro.blogspot.com/ onde promo um debate atual e de suma relevancia que é a questão dos Exilados no Brasil, ensejado pela questão Cesare Battisti.
Ficaria imensamente satisfeito se de qualquer forma você contribuisse com o debate, sugerindo, criticando, mas sempre divulgando-o, claro.
CopyFree disse, mas como argumentar com ele?
Saudações socialistas, com liberdades.
Fernando, O Claro

Anonymous said...

Aqui tem o código fonte de um banner contra o projeto Azeredo, que atualiza o n° de assinaturas a cada 15 minuots
no link
http://snipt.org/227

Anonymous said...

Se o outro falhar http://www.shorttext.com/fw0h084

Anonymous said...

Concordo em gênero, número e grau com td o q o "CopyFree" disse.

Falou bonito!!!

Anonymous said...

Sérgio, cai na real: não existe liberdade na Internet! Eu acabo de ter o meu IP bloqueado por um blogueiro só porque eu critiquei um post sobre o aquecimento global, dizendo que já era, que as sociedades não tem interesse em resolver esse problema e dizendo que o problema só vai se agravar. Que PORRA de liberdade é essa se um blogueiro que se diz liberal, que se diz desintermediado não aceita um comentário anônimo e não consegue sustentar uma crítica? E você, também vai rastrear o meu IP e me bloquear? Que MERDA de liberdade é essa se uns ficam controlando os outros? O que adianta ficar defendendo anonimato na rede se quem tem um pouco mais de conhecimento de seus protocolos consegue ficar rastreando e bloqueando os outros? Desculpa, mas eu mudei de lado, agora eu tô com o Elton John: "o mundo era melhor quando não existia Internet", ela só serviu para aumentar o controle dos poderosos sobre os cidadãos comuns, pior, ainda faz alguns cidadãos comuns tomarem as mesmas atitudes que os poderosos.

Anonymous said...

Discordo do COPY FREE. A necessidade de consumir música, de trocar filmes etc é, antes de mais nada, algo que foi imposto pela indústria cultural. A verdade é que ninguém tem necessidade de trocar músicas ou filmes pela Internet. O que é necessário é que todos tenham dignidade para viver com saúde, abrigo e a barriga cheia. Essa discussão não tem a mínima relevância social.
E não adianta botar Deus e orações no meio dessa jogada. A maior de todas as mentiras começa justamente nessa baboseira de Deus e na Igreja. A séculos os caras da igreja vêm usurpando o povo e nada se faz, porque fazer agora em relação a outras usurpações? Será que vocêsnão percebem que as coisas só mudam na base da FORÇA? Sempre foi assim e sempre será. O problema maior que vivemos é a GUERRA, enquanto não se acabar com as guerras (o que inclui a violência diária de nosso país), todos os outros problemas são menores. Ficar discutindo direito a uma necessidade que nós não temos, é tudo o que os poderosos querem, assim ninguém desperta para o problema maior do mundo que é o imperialismo contínuo e a imposição do poder pela força.

Anonymous said...

Anônimo disse: "Discordo do COPY FREE. A necessidade de consumir música, de trocar filmes etc é, antes de mais nada, algo que foi imposto pela indústria cultural. A verdade é que ninguém tem necessidade de trocar músicas ou filmes pela Internet. O que é necessário é que todos tenham dignidade para viver com saúde, abrigo e a barriga cheia. Essa discussão não tem a mínima relevância social."
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1º Discordo completamente do q vc disse!!!

2º A vida sem música e sem cultura Ñ tem sentido.

3º Se o q vc falou sobre "saúde, abrigo e barriga cheia" fosse verdade eu e boa parte da internet brasileira ñ estaríamos lutando pelos nossos direitos.

e pra finalizar...

4º Se direito a cultura ñ fosse importante e tb ñ tivesse a "mínima relevância social", pq ele estaria na nossa constituição e principalmente na declaração dos direitos humanos?

Sem mais...

Anonymous said...

E por isso eu continuo concordando com o "CopyFree"

Agora sim, sem mais...

Anonymous said...

Demóstenes Torres foi o relator do processo contra Magno Malta no caso dos Sanguessugas e agora eles estão repetindo a parceria na cpi da pedofilia para tentor impor a censura disfarçada de combate a pedofilia, lembrando que já existe um projeto de lei no senado igual ao termo da cpi da pedofilia e talvez já tramitando em regime de urgência.

Anonymous said...

A cpi da pedofilia mostrou como o estado de direito no Brasil é vulnerável e maleável, logo duvidoso.

Foi lamentável ver uma bando de parlamentares de carreiras duvidosas distribuirem um monte de sentenças morais e atendidas pelo ministério publico.

O caso do medico Chipkevitch, "mandaram" buscar ele na cadeia, foi uma vergonha e uma afronta ao estado de direito, ele ja foi julgado e cumpre pena perpetua, vai apodrecer na cadeia, é obvio que trouxeram ele apenas para "fazer bonito" para a sociedade, ainda mais, passou ao vivo no programa do datena.

Tirem suas proprias conclusoes.

Leandro said...

Urge a geração de novas tecnologias do anonimato, como o Tor e outras iniciativas, para se fazer frente às modificações grotescas que objetivam o controle da informação, do "conhecimento", da privacidade por empresas e governos.
Haja visto o exemplo da imprensa moderna, dita "livre" e imparcial, que já segue contaminada há algum tempo por "mandos e desmandos" de todas as ordens de poder. Agora também pretendem amordaçar e imobilizar as frentes de conversações virtuais, que geram inovações e criatividade desabrochadas no mundo.
Acredito que a regulamentação de um processo social não se dá por normatizações e regulamentações; esse mecanismo de controle tão conhecido dos behavioristas, só é eficaz e serve apenas aos propósitos individuais de poucos... a organização, ao contrário, se dá naturalmente num ciclo de coexistência entre pessoas, mesmo que isso se dê a partir de um processo aparentemente caótico de existência.
A internet é um ferramental novo que ainda está se construíndo, se integrando às vidas individuais e sociais, e amadurecendo seus fins e motivações de haver.
É precipitada a atitude desses políticos, que se utilizam de receitas antigas para lidar com processos e conhecimentos totalmente novos...

Pedroom Lanne said...

Vejam bem: eu digo que não temos necessidade de consumir produtos culturais acima de outras necessidades. Eu tb sou a favor da liberdade de cópia, da comunicação desintermediada e até aplaudo o fato de existir uma constituição que contemple esse direito. Mas acho que esse direito, essa necessidade, deve vir depois de outras necessidades + básicas. O que adianta agente ficar discutindo a liberdade de cópia quando sequer a maioria da população tem acesso à cultura? Pior: não tem capacidade intelectual para absorver um certo de nível de cultura que se discute aqui, principalmente dentro do âmbito das novas mídias (O povo escolheu a Globo e isso é globalização. Errado: o povo não tem escolha, só tem a Globo). Enquanto agente discute isso, o governo aumenta o preço do metrô e outros coisas que afetam muito mais o povo.
Essa é uma boa discussão para a Suécia a Noruega, no Brasil, creio, 1º deveriamos pensar em criar um país que garantisse dignidade para o povo, depois, esse tipo de problemática acabaria sendo resolvida dentro de um outro patamar.
Desculpa, mas para mim falar em inclusão digital no Brasil é demagogia. Se pensar em inclusão digital e problemas dessa esfera enquanto não existe inclusão social, é algo que só serve para mantér as coisas do jeito que estão. Estamos falando de liberdade apenas dentro de âmbito de uma minoria que tem acesso à mídia digital e que tá desgostosa pq o governo tá tirando a graça do novo brinquedinho dessa minoria. É claro que esses projetos são babaquices totais e só vão ao encontro dos interesses da indústrias que se beneficiam do copyright e da distribuição de mídia, mas isto tudo é café pequeno perto de outros problemas da nossa pobre sociedade.

Master of Universe said...

"A imposição da liberdade é a pior de todas as ditaduras"

"Inclusão digital deveria ser fruto do livre-arbítrio de quem está incluso socialmente"

Master of Universe said...

A Internet é a mídia do controle, do "Grande Irmão", tenham consciência disso. Só se teria 100% (ou talvez nem isso) se tivessemos acesso direto aos backbones, os nossos próprios provedores. Nesse sentido, como já afirmei, a peer production é um dos poucos ganhos que a Internet trouxe, e por isso que "eles" querem acabar com isso, querem controlar tudo.
Anonimato total está + próximo de vc esticar uma antena e receber uma informação sem que ninguém saiba. Se vc quer transmitir uma informação, vc tá automaticamente abrindo mão do anonimato. Pensa: como os japoneses fizeram para atacar Pearl Harbur? Se mantendo no anonimato. Em suma, como disse, eu mudei de lado: deveriamos deixar a Internet para "eles" e tentarmos nos apoderar dos velhos meios. Não adianta agente brigar pela liberdade na web, a mensagem + forte vai ser sempre da TV e do rádio, não tem simultaineidade na Internet dentro da mesma abrangência que a radio-transmissão. Deixa os caras ficarem com esse mundo digital e vamos nos apoderar da rádio-transmissão...

Pedroom Lanne said...

Vou dar só 1 pequeno exemplo da inutilidade desta discussão. Enquanto agente tá se esgoelando aqui a respeito de uma lei que nem saiu ainda, existe há muito tempo uma lei que regulamenta a ética e outras questões relativas a rádio-transmissão que são totalmente desrespeitada pelas empresas de mídia, Globo, Record, TVs, rádios e jornais de um modo geral. Seria muito mais útil agente brigar para que as essas leis fossem respeitadas do que ficar discutindo uma lei que, mesmo se passar, não vai dar em nada.
Essa lei é que nem fumar no elevador, pode-se até proibir cópias digitais etc, mas todo mundo vai continuar copiando e ninguém vai para a cadeia, podem ter certeza disso...

Pedroom Lanne said...

Outro exemplo prático: é muito pior o monopólio que a Globo vem exercendo sobre a transmissão do futebol nacional (que é paixão nacional) do que as questões sobre copiar conteúdos multimídia via net. E quem discute isso? Ninguém.

Porque não pode passar o jogo do Flamengo na Globo e do Vasco na Band? Isso é um dos maiores absurdos que existe, muito pior do que essas questões da Internet pq aqui agente tá falando de algo que deveria ser de direito do povo brasileiro. o futebol deveria ser "tombado", ser declarado "patrimonio do povo", aí sim agente começaria a falar em liberdade...

Eu mesmo tenho uma idéia aqui que poderia quebrar esse monopólio da Globo, mas quem vai querer ouvir, quem vai querer "comprar" (e olha que é copyleft, CC que eu tô falando aqui)? E seria algo que nós poderíamos fazer em conjunto... Pena que não vai rolar...

Agente tá brigando por migalhas...

Anonymous said...

Caro Leandro,

NUNCA existiu imprensa livre. A imprensa sempre foi um mecanismo para atender os ideais de quem tá na disputa pelo poder.
Nunca existiu imparcialidade e objetividade, isso é só uma falsa ideologia que tem como base mantér a venda de jornais e a audiência da TV (e os pageviews dos sites de jornalismo também), pode crer que os blogs também tão nessa, embora neles exista um espaço para quem quer "mudar o mundo", mesmo que seja uma minoria, como nós aqui talvez... Mas eu tô desistindo, a partir de agora eu só quero pegar as minhas ondas e deixo vcs com batata quente na mão. Eu sempre quis ajudar e me acham louco, babaca, persona non grata, então fazê o que, né?

Anonymous said...

O pessoal acha que eu "pego muito pesado", que "eu jogo na cara", que eu "passo dos limites". Mas se esse tipo de causa não precisa de quem tem "sangue nos olhos" para ajudar, alguém afim de "escancarar o problema" ou "tocar a fundo o dedo na ferida", então desculpa, vcs já perderam... É por isso que eu lavo minhas mãos... Eu quis ajudar MESMO, e cortaram minhas pernas, então que se foda!

Anonymous said...

Concordo q existe coisas + importantes para serem discutidas, mas ñ podemos deixar q nos tirem o pouco q temos!!!

Depois de ter a garantia de poder continuar com q a gente tem, aí sim poderemos brigar pelo q ainda ñ temos.

Pq senão vamos entrar num "círculo vicioso" do perde uma coisa e ganha outra...

Anonymous said...

Agora falando sobre liberdade...

Na constituição diz q temos liberdade de expressão, de opinião, de escolha, de crença, cultura e etc... Ñ só na nossa costituição mas na declaração dos direitos humanos tb, mas essa liberdade só existe em teoria, pq na prática ela nunca existiu, pq a partir da hr em q temos leis, nos somos abrigados a seguir, mesmo ñ concordando com elas, pq senão seguirmos, poderemos sofrer punições.
Ou seja: Cadê a liberdade de opinião?
Somos obrigados a seguir algo q achamos errado para ñ sofrer punição.

Agora sobre liberdade de expressão.
Se nos formos fazer uma passeata contra essa lei q achamos errada, nos estaremos correndo o risco de sermos presos por "apologia ao crime".
A partir da hr em q existe a lei de "apologia ao crime" a liberdade de expressão está ameaçada...

Concluindo...

Só vaí existir liberdade realmente no dia em q ñ existirem tantas leis como tem hj, por exemplo: Tinham q fazer uma espécie de 10 mandamentos, ñ matar, ñ roubar, ñ enganar e etc...
Ou seja: O direito de um só começa quando o do outro acaba e vice-versa.

Por hj é só, se alguem quiser debater + sobre esse assunto, Tamus aí...

Vlw!!!

Dk said...

Eu concordo com o fato que existem, não só no nosso país, mas em muitos lugares do mundo, problemas maiores e mais sérios que a lei do senador Azeredo. Mesmo assim, estamos lutando por nossos direitos. Se você acha que ninguém irá apoiar sua idéia de quebrar o monopólio da Globo, sua causa já é um fracasso pois nem ao menos você tentou. Apesar de conhecer como o Brasil funciona, estamos tomando uma atitude aqui que todos dizem que anda fazendo falta na nossa atual sociedade: o povo se unir para lutar por algo que acredita ser melhor. Pode ser uma causa muito pequena e sem muita importância, mas ao menos estamos fazendo alguma coisa. Tendo uma visão bem otimista e talvez utópica, isso poderia ser o começo para que toda a população acorde acordem para ver que quando o povo se une, as coisas acontecem.
Critiquem essa atitude de tentar evitar que essa lei entre em vigor o quanto quiserem. Vamos lutar pela causa até o fim, seja ele feliz ou não.