
Uma nova lei, apelidada de "PRO-IP ACT", foi sansionada pelo presidente George W. Bush na segunda-feira última. Aplaudida pela indústria do copyright, a lei cria um super funcionário que terá acesso direto ao presidente para definir ações de proteção do copyright, seja dento ou fora dos Estados Unidos. Além disso, os usuários de redes que compartilham arquivos digitais poderão ter seus IPs identificados. Uma vez comprovado que um determinado IP recebeu ou enviou alguma música ou vídeo protegido por copyright será acionado pelas autoridades norte-americanas.
Uma das medidas mais absurdas da lei é a que permite os vigilantes do copyright confiscarem computadores, i-pods, celulares e aparelhos eletrônicos que contenham arquivos digitais sem a devida licença de uso.
Os defensores da lei, Recording Industry Association of America and Motion Picture Association of America dizem que ela é indispensável para proteger a inovação. Obviamente, sabemos que isso não passa de um discurso vazio. Querem evitar o uso justo, ou seja, pessoal, sem finalidade comercial, de obras culturais. Querem evitar a remixagem e que as pessoas que pagaram pelo CD ou pela música a portem para seus computadores ou para pen drivers. No final, tentam manter os fluxos bilionários que a indústria da intermediação obtinha no mundo industrial e que estão sendo afetados pela comunicação interativa e digitalizada.
O Washinghton Post publicou uma matéria sobre a nova lei:
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2008/10/13/AR2008101301551.html





