Monday, May 19, 2008

ODF É NORMA BRASILEIRA DE ACORDO COM ABNT


O padrão de documentos abertos ODF já está internalizado no Brasil. Isto quer dizer que a partir de agora, podemos exigir que a CAPES, o CNPq e todas as instituições públicas que trabalham com documentos utilizem o padrão da ABNT, ou seja, o padrão ODF.

Assim, ficará assegurada a interoperabilidade e a comunicabilidade, independente do software que as pessoas utilizarem. Além disso, a Lei de Defesa do Consumidor assegura que na existência de uma norma da ABNT ela deve ser incorporada pelos produtos.

Segundo o site do Cassino, metalpolítica: A ABNT NBR ISO/IEC 26300 - Tecnologia da informação - Formato aberto de documento para aplicações de escritório (OpenDocument) v1.0, foi publicada no dia 12/05/2008 e se encontra disponibilizada para aquisição no site da ABNT.

A norma podem ser encontrados no site da ABNT.

54 comments:

Gabriel said...

Já é um bom incentivo.

Recentemente eu tenho observado cada vez mais pessoas (usuários comuns) adotando o ODF e utilizando programas como o Open/BrOffice, até mesmo em sistemas operacionais proprietários, muitas vezes (infelizmente, talvez) sem nem perceber e (felizmente, talvez) sem sentir diferença alguma. Aos poucos as pessoas vão abrindo a mente, conhecendo coisas novas e melhores.

Felipe S. Gomes said...

Uma vitória da comunidade do software livre, sem dúvida. E uma vitória dos consumidores (pois tende a diminuir os custos com licenças de suítes proprietárias).

Espero que o contribuinte também se beneficie disso, com os órgãos do governo trocando o MS Office pelo OpenOffice ou BrOffice e economizando o erário, certo?

Anonymous said...

Qual interoperabilidade? Quantas aplicações suportam fidelidade total na representação dos documentos ODF?

Se eu quiser fidelidade total na representação de um documento tenho de utilizar a aplicação "standard" o Oo? É para isto que serve um standard? E este já vai para dois anos é bom não esquecer.

Economizar só se usar a mesma aplicação porque se usar aplicações diferentes tenho de andar a reformatar os documentos, penso que isso não se traduz em nenhuma poupança.

Anonymous said...

Ainda por cima na versão 1.0, aquela cuja folha de calculo sabe o que são formulas, grande interoperabilidade vai ser conseguida com estes documentos. Na realidade isso nem interessa para nada porque a ideia é criar um novo standard o Oo, e ai esses problemas desaparecem, mas não foi isto que as pessoas "compraram" quando aprovaram estes formatos como standards ISO.

Felipe S. Gomes said...

Lá vou eu discutir com outro anônimo... Mas vamos lá:

Os problemas de formatação ocorrem mesmo entre versões diferentes de arquivos proprietários, seja no Office da Microsoft, seja em outros aplicativos.

No órgão público onde trabalho tive uma experiência que ilustra isso: a Assembléia Legislativa compra todos os seus computadores com licenças do Windows e do Office, ambos da Miscrosoft. Às vésperas de um trabalho muito grande, fui incumbido de fazer uma planilha para agilizar o serviço. As horas demandadas cairiam para um quarto do tempo demandado sem o auxílio do computador.

Como minha tarefa era "nobre", recebi um computador novo e com versão mais recente do Office também. Resultado: fiz minha planilha e no dia em que cerca de 15 outros colegas me ajudariam a realizar o trabalho excepcional, o programa não funcionou. Porquê? Porque uma planilha feita em uma versão do excel não é compatível com a outra. No final eu e mais um funcionário tivemos de fazer o serviço que uns 15 fariam juntos.

Então esse não é um problema de software aberto ou software pago. Isso tem a ver com controle de versões de programas e documentos.

E para terminar, minha experiência pessoal é a de que os textos e planilhas abrem bem no open office, mesmo quando feitas no M$ Office. Mudar para o OO quase sempre é tão difícil quanto mudar de versão de M$ Office.

Portanto, eu contesto a sua histórico, ilustre anônimo.

Anonymous said...

"Porque uma planilha feita em uma versão do excel não é compatível com a outra. No final eu e mais um funcionário tivemos de fazer o serviço que uns 15 fariam juntos."

Filipe vamos tornar o exercicio menos abstracto, que versões eram? E em que sentido se deu a conversão?

"E para terminar, minha experiência pessoal é a de que os textos e planilhas abrem bem no open office, mesmo quando feitas no M$ Office. Mudar para o OO quase sempre é tão difícil quanto mudar de versão de M$ Office."

Pois mas aqui já estamos a falar da aplicação e não dos formatos... Até agora o ODF como standard não provou ser melhor que os formatos que existiam, e apenas falo na fidelidade da representação, mas que no fundo tem que ser um objectivo de um standard, permitir a utilizaçõ de aplicações distintas para a leitura e edição dos documentos sem que depois tenha de ter trabalho adicional a reformatar.

As vantagens da especificação ser publica, essa esta comprada, mas se nao se conseguir o resto isto não serve para nada...

Gabriel said...

Eu acredito que só pelo fato de adotar um "padrão" que não prenda o usuário a determinado software de uma empresa X e seu formato Y já é um grande avanço, principalmente pelo fato desse software não ser facilmente acessível, é pago e é muito caro. Se é esse tipo de vantagem que está esperando, isso responde sua pergunta.

Anonymous said...

"Eu acredito que só pelo fato de adotar um "padrão" que não prenda o usuário a determinado software de uma empresa X e seu formato Y já é um grande avanço, principalmente pelo fato desse software não ser facilmente acessível, é pago e é muito caro."

Deixa de prender o utilizador a um conjunto de aplicações e passa a prende-lo a outras... é por isso que é um grande avanço?

Para isso não era necessário ter-se feito um esforço tão grande nos processos de standardização, publicava-se as especificações e quem quizesse que implementasse. Para mim fazia mais sentido.

É como digo passados praticamente dois anos não se vêm as vantagens de ter o ODF como um standard ISO.

Gabriel Pnordico said...

"Deixa de prender o utilizador a um conjunto de aplicações e passa a prende-lo a outras... é por isso que é um grande avanço?"

Bingo. Essa é a grande questão. Ao estabelecer um padrão livre você não está prendendo o usuário a programa algum, já que qualquer programa pode oferecer suporte ao formato livre, desde que respeite a licensa utilizada pelo formato.


Eu vejo muita gente atacando as opiniões do Sérgio e sua defesa do Software Livre, alegando que ele está querendo "forçar um monopólio do SL". Como é possivel criar um monopólio de coisas livres, que qualquer um pode dar suporte e adotar, desde que respeite os termos da licensa?

É notável que quem faz esse tipo de acusação não tem o menor conhecimento sobre o modelo de desenvolvimento do software livre e acha que é ruim, que é um retrocesso e que não produz nada de qualidade.
É uma pena que pensem assim e ainda queiram defender os "vendedores de caixinhas fechadas".

Anonymous said...

Bingo. Essa é a grande questão. Ao estabelecer um padrão livre você não está prendendo o usuário a programa algum, já que qualquer programa pode oferecer suporte ao formato livre, desde que respeite a licensa utilizada pelo formato.

Gabriel, não percebeu o sentido das minhas palavras, o que eu disse e repito é que com ODF se eu quiser fidelidade na representação dos documentos, tenho de utilizar a mesma aplicação para criar(/ler os documentos. O que na prática não me permite mudar de aplicação com essa facilidade... no fundo vou utilizar outra aplicação e reformatar o documento para ele ficar como quando o criei? Não faz sentido...

É notável que quem faz esse tipo de acusação não tem o menor conhecimento sobre o modelo de desenvolvimento do software livre e acha que é ruim, que é um retrocesso e que não produz nada de qualidade.

Eu não tenho problemas em perceber os diferentes modelos, mas no meu caso prefiro que o sw faça o máximo, para eu pagar o minimo pelos serviços das pessoas, porque para mim como cliente esse tempo é incomparavelmente mais caro... para não falar na tendência que o modelo de serviços promove na constante reinvenção da roda, muitas vezes para resolver problemas de utilização... e isto é tão claro...

Mariel said...

Por que você não se identifica?

Anonymous said...

Porque você não me conhece e é irrelevante para a conversa.

Anonymous said...

Ou responderia de forma diferente se soubesse a minha identidade? Sinceramente não percebo a pergunta...

Gabriel Pnordico said...

Anônimo,

Mas, como o Felipe disse e eu reafirmo, isso ocorre com qualquer formato de qualquer programa de qualquer plataforma (não tenho certeza, mas creio que pode acontecer até com a mesma versão de programas utilizadas em máquinas diferentes), valendo a regra de "mudou de máquina, tem de reformatar".

E isso independe do software ser proprietário ou livre.

Baboo said...

Gabriel, o uso da palavra "livre" em "software livre" é bastante enganadora. Entenda que o monopólio não é em relação à leitura do código-fonte (algo irrelevante na maioria dos casos), mas sim à proibição de uso de padrões fechados. Se o uso de programas "livres" é obrigatório, acabou-se a "liberdade" para quem não os usa - e o monopólio se estabeleceu.

O curioso é que mesmo a Microsoft adotando padrões abertos, vcs continuarão criticando ela, certo ?

E depois falam que quem usa qquer coisa que não seja SL é que tem "mente fechada" ;)

Gabriel Pnordico said...

Agora sim você me fez rir, Babão.


O nível de suas piadas está melhorando. Continue praticando que você pode até ir trabalhar no Zorra Total.

Anonymous said...

"E isso independe do software ser proprietário ou livre."

Gabriel o que disse do meu ponto de vista não faz sentido, não foi para isso que se partiu para o processo de standardização, porque para isso bastava-me exportar o conteúdo em formatos já existentes e conhecidos e lê-lo em qualquer outra aplicação.

Mais uma vez desculpe discordar, o que você acha normal é o standard funcionar bem no codebase Oo, e assim sendo já é um sucesso... humm curiosissimo ;o)

Gabriel Pnordico said...

Mas o que isso tem a ver com ser padrão ou não? O que isso impede o formato de ser padrão (já que é uma falha comum a formatos abertos e proprietários)?

Sinceramenete, acho que você está confundindo as coisas.

Baboo said...

Anonymous, não espere muito do Gabril, pois ele não tem maturidade nem interesse para manter uma discussão séria. Basta ver o nível da resposta dele acima, aonde ele tenta me ridicularizar ao invés de postar algo produtivo sobre o tema em questão..

Esse é o lado negativo da "democratização da internet", aonde a quantidade substituiu a qualidade ;)

Felipe S. Gomes said...

Existe um formato que é padrão para documentos na internet: o HTML. Ele pode não ser renderizado sempre de maneira idêntica, mas quanto mais os autores das páginas seguem o padrão e os sw se preocupam em renderizar segundo o padrão, mais liberdade o consumidor da informação adquire.

Hoje com celulares com acesso a www fica claro o que significa um documento da internet feito segundo o padrão w3c.

O html é um exemplo razoável para devolver aos nossos colegas anonimo e Baboo, pois é impossível pensar em uma internet limitada ao ie. Hoje se navega muito com o safari do iPhone, o navegador dos celulares Nokia e a versão portátil do Opera, que roda em várias plataformas.

Não é demais lembrar que a Microsoft passou muito tempo ignorando boa parte dos padrões w3c ao fazer suas versões de ie, dificultando um pouco a portabilidade dos documentos.

É a sanha de criar monopólios que desagrada aos defensores do software livre como o Sergio Amadeu e a defensores de uma economia livre, como eu defendo.

Anonymous said...

Baboo que vc só diz baboseiras, como diz o Sergio Amadeu todos nós já sabíamos. Que vc é baba-ovo da microsoft e recebe bem para isto, também não é novidade, mas reclamar da democratização da Internet já é demais...

Baboo vc é um babão obscuro! Vai trabalhar e para de viver das migalhas do monopólio.

Baboo said...

Felipe, eu concordo com vc quanto ao HTML, pois na prática uma versão compactada dele (somente para economizar banda) resolveria boa parte dos problemas. O único problema é que isso deixaria de lado o uso de features mais completas, uma vez que o HTML é bastante limitado.

A questão do monopólio é relativo, pois a Microsoft investiu bilhões para ter um produto excelente que se tornasse padrão do mercado, como é o caso do Word, Excel, PowerPoint e Outlook. Se ela liberasse o formato dos arquivos desde o início, como ela recuperaria todo o dinheiro investido ? E isso não está restrito à Microsoft, pois muitas outras empresas desenvolveram produtos que utilizam formatos de arquivos fechados.

Eu acho que o mundo consegue comportar o modelo fechado e o aberto sem que um exija a extinção do outro...

Anonymous, vc é a prova do que eu escrevi :)

Felipe S. Gomes said...

Baboo,

Particularmente não sou contra formatos proprietários, nem software proprietário. Qualquer um deveria ter a liberdade de criação e de definir uma propriedade intelectual com um prazo razoável, como ocorre com livros.

O que sou contrário é o monopólio, que cria valores artificiais, onera o consumidor, torna a caia produtiva mais cara e pesa sobre os custos do Estado, prejudicando serviços sociais.

Acredito que quando o Estado compra software proprietário sem considerar os custos de uma alternativa livre em curto e médio prazo, o erário está sendo seriamente lesado.

Ah, e eu acredito que a sanha por lucros da Microsoft foi um pouco além da honestidade que um sistema capitalista exige, e por isso apoio as ações anti truste que ocorrem em vários países ao redor do globo.

Ah, seu nick é o mesmo nome do fórum da Microsoft ou coisa do gênero, certo? Estou trocando idéias com um interessado em tecnologia ou com alguém que recebe algum benefício direto da Microsoft para defendê-la?

Baboo said...

Oi Felipe.

Sem dúvida alguma eu também sou contra qquer monopólio e também de decisões que são um retrocesso para todos (como o caso dos canais nacionais nas TVs à cabo em www.liberdadenatv.com.br), pois ninguém ganha com isso.

Eu apoio qualquer solução desde que o custo/benefício (e não somente o custo) seja o melhor possível. Usualmente o Windows tem o melhor custo/benefício, mas cada caso é um caso e nem sempre dá para generalizar..

A Europa exagerou em açoes contra a Microsoft. Exemplo: a obrigação de lançar um Windows XP sem o Windows Media Player foi idiotice total, e essa versão do Windows (Windows XP "N") não vendeu NADA, pois os montadores de computadores da Europa preferiam pagar um pouco mais e instalar o Windows XP normal nos micros. No final, ninguém ganhou e todos perderam. Foi uma decisão sem sentido prático, já que a Microsoft já havia pago US$ 450 milhões para a Real.

Eu sou o responsável pelo site BABOO e Fórum do BABOO e não ganho um centavo para defender o Windows ou a Microsoft quando me convém. Me veja aqui apenas como um profissional do Windows: eu trabalho com esse SO há 21 anos (desde a versão 2.01 em 1987), conheço muito bem a Microsoft e estou acostumado a participar de discussões Windows x Mac, Windows x Linux, Microsoft x Apple e SL/Linux x Windows/Microsoft, sem jamais baixar o nível delas.

Eu vivenciei a época em que todos diziam que o MacOS ia acabar com o DOS depois a época em que o OS/2 ia acabar com o Windows NT, depois a época em que o Netware ia acabar com o Windows 3.x, e agora a fase em que o Linux ou a Apple vão acabar com o Windows Vista. Se vc notar, a MS sempre saiu vencedora por se adaptar ao mercado e dar ao usuário o que ele achava interessante nos concorrentes. Agora não está sendo diferente ;)

Felipe S. Gomes said...

Baboo,

Obrigado por se identificar.

Eu também me lembro da discussão entre OS/2 e Windows NT. Ao meu ver a M$ realmente teve vantagens relacionadas a monopólio. No final das contas ambos sistemas tinham o mesmo kernel, foram desenvolvidos juntos por uma equipe composta pela IBM e M$ em parceria, e a briga que se fez posteriormente tinha mais a ver com estabilidade vs. compatibilidade. Acho que o consumidor saiu ganhado com a história.

Em relação a defender software livre ou M$ por gosto acho legítimo. Minha ideologia não é essa, mas a de economia dos gastos públicos e o barateamento dos produtos ao consumidor final. E isso nem o software livre nem o monopólio de grandes empresas oferecem.

Baboo said...

A Microsoft venceu a batalha contra o OS/2 por três motivos:

1) Desde o lançamento do VB 1.0 (em 1991) ela incentivou o desenvolvimento de aplicações para o Windows, algo que a IBM nunca fez com o OS/2.

2) O OS/2 era caro, não vinha pré-instalado em computadores e era inicialmente destinado a computadores fabricados pela IBM

3) O OS/2 tinha poucos drivers em comparação com o Windows

Com isso, aos poucos o mercado começou a ter muito mais aplicações para o Windows do que para qquer outro SO, gerando um ecossistema imenso, e hoje, quase 30 anos depois, essa continua sendo a maior vantagem do Windows em relação a qquer outro SO.

Quando a IBM lançou um OS/2 mais usável (o OS/2 Warp em 1994), já era tarde demais pois o Windows já havia se consolidado no mercado. Eu não vejo nada monopolista nessa disputa, pois a IBM só não teve mais sucesso com o OS/2 por erro dela mesma..

Eu concordo que quanto mais barato melhor (independentemente da ideologia), mas nem sempre a análise de adoção leva em conta o benefício, preferindo se focar somente no custo.

Além disso, há muito marketing e meias-verdades...

Gabriel said...

Claro, claro...

Agora a Microsoft é uma empresa santa, que sempre agiu de maneira ética e leal.

Anonymous said...

Baboo

"...sem o Windows Media Player foi idiotice total, e essa versão do Windows (Windows XP "N") não vendeu NADA, pois os montadores de computadores da Europa preferiam pagar um pouco mais e instalar o Windows XP normal nos micros."

E o mais ridiculo é que nem existia diferenciação no preço, o preço era o mesmo, esse caso foi um absurdo.

Filipe:

Percebo a sua posição, e sobre ela nada tenho a dizer naturalmente e sobre ela podemos discordar à vontade tal como concordamos de que por principio o monopolio é mau.

Nos principios até podemos concordar, quando o Filipe fala nos standards, eu concordo que a sua utilização facilita muita coisa, agora o meu ponto era de que se tem assistido a muita campanha à volta deste processo de normalização destes formatos como se apenas devesse existir um.

E eu sei que me vai dizer que isso reduz o investimento de muita gente, é verdade, mas na minha opinião não é uniformizando a funcionalidade que vamos continuar a inovar e a evoluir.

Basta ver o tempo que é necessário para preparar alterações, submeter ao ISO e passar por todo o processo de discussão e melhoria do standard.

O que quero eu dizer com isto? Na minha opinião para este tipo de formatos (que definem funcionalidade aplicacional) nem se sequer teria sido necessário entrar neste esforço de normalizaçao desde que as especificações fossem públicas e livres.

Porque neste caso cada fabricante aplicacional pode continuar a inovar ao seu próprio ritmo e a interoperabilidade pode ser garantida e todas as vantagens associadas ao facto de serem abertas e públicas.

Mas já agora o meu ponto inicial era de que para além das campanhas negativas a tentar demonstrar que o OOXML é um mau standard e a ter de ser quase uma especificação perfeita, o ODF nunca revelou ser melhor, e na sua primeira versão existiam muitas lacunas, e nas versões mais recentes ainda existem muitas omissões (coisas não especificadas), e que deixam ao critério da aplicação a decisão, ora É ESTE O PROBLEMA pelo qual você não consegue ter fidelidade total MESMO implementando 100% o que está na especificação e isto sim é uma diferença em relação aos outros standards que conhece, foi isto que eu quis realçar.

Anónimo II:

Agora percebo a pergunta da Mariel... mas como vê somos anónimos mas muito diferentes ;o) até pela forma como des/respeitamos os outros.

Anonymous said...

Apenas um ultimo comentário em relação a uma coisa que o Baboo disse:

Esse é o lado negativo da "democratização da internet", aonde a quantidade substituiu a qualidade ;)

E eu entendo-o perfeitamente, se por um lado é bom cada um de nós opinar sobre o que lhe apetecer, por outro assiste-se a imensas pessoas sem o minimo de conhecimento e esperiência falar com propriedade sobre o que não conhece e como se fosse o maior especialista, tipo, de manhã é advogado e à tarde administrador de sistemas/programador ou jornalista especializado em TI. O padrão é que normalmente discute em abstrato e sobre generalidades e rapidamente as conversas parecem conversas entre surdos, do meu ponto de vista isso não ajuda ninguém, principalmente quem quer aprender alguma coisa ou ser esclarecido.

Desculpem o desabafo, não foi para ninguém desta conversa em particular. Mas às vezes não existe a humildade suficiente para não sabendo, investigar e aprender um pouco mais e hoje fala-se demais pela boca dos outros.

Bem já vai ficando tarde deste lado do atlântico. Fiquem bem.

Gabriel said...

Anon,
Mas essa é uma das maravilhas fundamentais da internet. Nessa "terra" não existe aquele velho "você sabe com quem está falando?" Pq na maioria dos casos você nunca sabe com quem está falando.

Eu acho até você estranho você criticar isso quando se utiliza dessa ferramenta (tá postando anônimo).

Mas vamos voltar ao assunto. Eu li alguém falando sobre o OOXML. Eu tenho algo contra a Microsoft querer ter seu formato como padrão? Não sei, não conheço os aspectos técnicos. Mas é justa a maneira que a empresa fez para "empurrar" o formato como padrão ISO?
Infelizmente só tenho notícias para embasar minha pergunta. Mas acho que o Baboo não se importa :P

Felipe S. Gomes said...

Em relação a falta de ética da Microsoft em lançar um padrão de documentos xml open.

Me disseram que este formato permite embutir conteúdo com referência à arquitetura Windows. Sinceramente não sei se é verdade, mas seria super típico da Microsoft fazer algo do gênero.

Então eu me imagino recebendo uma apresentação open xml no meu computador, que é um linux ubuntu. Quando vou abrir a apresentação alguns quadros, com videos embutidos, simplesmente não funcionam. Daí eu ouço de um candando: está vendo? Essa droga de linux não funciona adequadamente. Seria melhor gastar algum dinheiro com um sistema operacional que simplemente funcione.

Esse problema realmente pode acontecer, ou me passaram uma informação incorreta?

Anonymous said...

Anon,
Mas essa é uma das maravilhas fundamentais da internet. Nessa "terra" não existe aquele velho "você sabe com quem está falando?" Pq na maioria dos casos você nunca sabe com quem está falando.


Para mim esse ponto é irrelevante, o que eu quis dizer que era mau, não era o facto de ser um ambiente propicio ao anonimato, mas sim o facto de qualquer um achar que já é um especialista basicamente sobre tudo, e em que o rigor, a experiência, o conhecimento e a qualidade são pouco importantes, e isso sim é mau, muito mau, desta forma tudo é posto em causa, e isso não faz sentido.

Eu acho até você estranho você criticar isso quando se utiliza dessa ferramenta (tá postando anônimo).

Não foi isso que critiquei, e se reparar fala com conhecimento sobre o tema...

Eu tenho algo contra a Microsoft querer ter seu formato como padrão? Não sei, não conheço os aspectos técnicos.

Os méritos técnicos interessam aos developers e não ao utilizador final.

Mas é justa a maneira que a empresa fez para "empurrar" o formato como padrão ISO?

Nada disto teria acontecido se não houvesse uma reação contrária de igual proporção. Não se esqueça que os principais interesses contra o OOXML eram económicos e até politicos, o processo de normalização estava a ser utilizado como forma de exclusão, acha isso também normal, ou justo?

Me disseram que este formato permite embutir conteúdo com referência à arquitetura Windows. Sinceramente não sei se é verdade, mas seria super típico da Microsoft fazer algo do gênero.

AMBOS os formatos utilizam formas de embutir conteúdo nos documentos, tipicamente na forma binária, OLE2 Compound files é algo que pode ser implementado em qualquer plataforma (existem porjectos que o demonstram).

Então eu me imagino recebendo uma apresentação open xml no meu computador, que é um linux ubuntu. Quando vou abrir a apresentação alguns quadros, com videos embutidos, simplesmente não funcionam. Daí eu ouço de um candando: está vendo? Essa droga de linux não funciona adequadamente. Seria melhor gastar algum dinheiro com um sistema operacional que simplemente funcione.

Esse exemplo poderia perfeitamente acontecer ao contrário, apenas demonstra o cuidado que o gerador do conteúdo deve ter em utilizar formatos standard e existentes noutras plataformas, para que o consumidor dessa informação não venha a ter problemas semelhantes ao que descreve.

Nunca será garantido que as pessoas (porque descobriram mais uma excelente aplicação mas pouco conhecida), não criem documentos com objectos embebidos em formatos existentes em todas as plataformas.

É mais uma questão de formação e informação se quiser, e demora o seu tempo a ter as pessoas à vontade com estes temas.

No caso do Windows se um determinado formato não estiver registado no sistema, este propõe ir à Internet (se disponivel) para tentar identificar aplicações que manipulem esse formato, o que é uma ajuda interessante do ponto de vista da experiência do utilizador.

Enfim esta conversa poderia levar-nos muito longe porque de facto o tema pode ser muito mais complexo, mas é fascinante sem dúvida.

Gabriel said...

Calma, cara.

Pq tanto ódio em seu nobre coração?
Eu fiz apenas um comentário amistoso, não precisa vir com pedradas.



Me diga aí, o que você está querendo defender? Eu não estou enxergando isso direito. Que o ODF é um mal padrão? Que padrões são coisas ruins? Que a microsoft é uma empresa boazinha que só quer fazer bem para o mundo? Que é certo fazer o que ela fez para forçar a aceitação lá na ISO?

Anonymous said...

"Calma, cara.

Pq tanto ódio em seu nobre coração?
Eu fiz apenas um comentário amistoso, não precisa vir com pedradas."

Gabriel acredite que não foi essa a minha intenção, e o ódio definitivamente não é um sentimento que eu tenha em relaçáo a o que quer que seja, e por isso nestes temas também não o tenho.

"Me diga aí, o que você está querendo defender?"

Quero apenas apresentar a minha opinião e os meus pontos de vista.

"Que o ODF é um mal padrão?"

Eu não disse que é um mau padrão, simplesmente tem problemas e não é também perfeito.

"Que padrões são coisas ruins?"

Não, os padrões são importantes e algo de bom. Na minha opinião neste tipo de documentos não são necessários.

"Que a microsoft é uma empresa boazinha que só quer fazer bem para o mundo?"

É tão boa ou tão má como todas as outras. É feita por pessoas como eu e você.

"Que é certo fazer o que ela fez para forçar a aceitação lá na ISO?"

Não estou a dizer que a trapalhada toda foi bonita, mas o que se fez para evitar que o OOXML fosse aprovado não foi igualmente bonito, só isso.

Felipe S. Gomes said...

Boa explicação do Anon sobre os documentos. Se fizermos um documento com mídia embutida que siga padrões interoperáveis o documento roda em qualquer plataforma. Em tese é por aí mesmo.

Em relação aos interesses da M$ enquanto empresa: no Brasil aceitamos que o propósito primordial da empresa privada é o lucro. Cabe à empresa buscar esse lucro da melhor maneira, assim como cabe à sociedade criar mecanismos sociais, como a proteção ao consumidor, para pôr limites às ações das empresas.

O Gabriel tocou em um ponto interessante que eu tenho dúvidas: o odf é um mau formato? Porque a Micro$oft simplesmente não preferiu aderir ao odf? Porque foi mais interessante do ponto de vista da Micro$oft dispender tantos recursos criando um formato similar? Como a M$ pode ganhar mais com um OpenXML ao invés de utilizar o odf?

Anonymous said...

Em relação aos interesses da M$ enquanto empresa: no Brasil aceitamos que o propósito primordial da empresa privada é o lucro. Cabe à empresa buscar esse lucro da melhor maneira, assim como cabe à sociedade criar mecanismos sociais, como a proteção ao consumidor, para pôr limites às ações das empresas.

Estamos de acordo.

O Gabriel tocou em um ponto interessante que eu tenho dúvidas: o odf é um mau formato? Porque a Micro$oft simplesmente não preferiu aderir ao odf? Porque foi mais interessante do ponto de vista da Micro$oft dispender tantos recursos criando um formato similar? Como a M$ pode ganhar mais com um OpenXML ao invés de utilizar o odf?

Ora aqui está uma excelente questão.

Não digo que o ODF seja um mau formato, é um formato incompleto disso não tenho duvidas, mas isso também se resolve porque terá a sua manutenção e evolução.

Agora a questão mais interessante, a diferença entre estes padrões é, ambos reflectem de certa forma a funcionalidade das aplicações que lhes serviram de base. E agora repare, o Oo é substancialmente diferente do Office, o Office possui muito mais funcionalidade qual era o problema para ambos? Porque é que a MS não escolheu o ODF? Porque a obrigava a utilizar um formato que não permitia expressar naqueles formatos toda a funcionalidade das suas aplicações, a alternativa extender o ODF, trabalho herculeo até para uma Microsoft o office 2007 sairia muito mais tarde. Por isso do ponto de vista até de negócio não seria uma boa decisão. Para o Oo o problemas era semelhante adoptar um OOXML seria mais simples no plano da funcionalidade, mas o trabalho que dai resultaria não seria também negligenciável, correspondendo também a uma decisão de negócio péssima, SUN e IBM principais contribuintes não teriam também interesse em seguir esse caminho.

Por isso o mais natural é existirem os dois.

Repare que esta situação é diferente em relação a outros standards porquê? Repara no caso do HTML, sempre houve apenas um, e apareceram aplicações que passsaram a implementar esse padrão e todas as que apareceram depois, neste caso já existiam aplicações com uma percentagem de adopção significativa seria sempre dificil conseguir uma armonização entre ambos porque resultaria sempre em demasiado trabalho para cada um deles e disso cada um tentou sempre fugir a todo o custo.

Eu acho que temos de aceitar que cada um fez o que era mais razoável para si.

Para já o utilizador beneficia por ter especificaçóes publicas e abertas e isso é uma evolução em relação ao passado.

A Microsoft beneficia por conseguir com os seus formatos dar mais valor aos seus clientes, quer pela retrocompatibilidade quer pela funcionalidade que os seus formatos procuram assegurar.

A implementação do ODF por parte da MS nesta fase surge como resposta à pressão de muita gente não tenho dúvida, e como forma de evitar ser excluída por não suportar os formatos nativamente.

Agora o ODF nesta fase, não é uma boa opção para representar os documentos e toda a funcionalidade do Office, e isso é um facto.

Anonymous said...

Ao anônimo anterior :)

Gostaria saber qual é o argumento técnico que vc se basea para dizer que o ODF é incompleto (achismo não vale, OK)?

Por acaso vc sabia que a Microsoft já fez parte do esforço de desenvolvimento do ODF ?

O ODF comoditiza o mercado de suite de escritório e isso detona o modelo de negócios deles.

Dizer que dois padrões dá escolha é um grave equívoco.

A história nos mostra (tensões elétricas, bitolas de trem e plugues de tomadas, entre outras centenas) que dois ou mais produtos com base em um mesmo padrão, reduzem os custos (pela competição) e dão escolha aos usuários. Dois padrões obrigam todos a pagam mais caro sempre, além de causar problemas desnecessários a todo momento.

A Microsodt ainda não implementou nada, e de promessas, o inferno está cheio :)

Felipe S. Gomes said...

"de promessas o inferno está cheio"...

realmente. se a microsoft tivesse um interesse real em fazer a implementação do odf começaria por uma implementação básica para os próximos três meses. Ao contrário eles prometeram para daqui a uns 12 ou 18 meses, não é mesmo? E isso em um contexto de disputa judicial onde eles estavam em desvantagem.

e tem macaco velho que acredita...

Baboo said...

Se vcs estão tão desesperados para implementarem o ODF no MS Office antes da implementação oficial da Microsoft, a solução está em http://www.baboo.com.br/absolutenm/templates/content.asp?articleid=32198 ;)

samadeu said...

Baboo, tudo indica que quem ficou desesperada com o ODF foi a micro$oft. Para aprovar o Oxml ela intensificou suas práticas comuns. Lembra-se?

"Microsoft admitiu que funcionários seus ofereciam "incentivos" para empresas que votassem a favor do padrão OoXML."

Disponível no IDGNow: Voto da Suécia para tornar OpenXML padrão é declarado inválido.
http://idgnow.uol.com.br/computacao_corporativa/2007/08/31/idgnoticia.2007-08-31.2108368255/

Anonymous said...

Gostaria saber qual é o argumento técnico que vc se basea para dizer que o ODF é incompleto (achismo não vale, OK)?

Não dizia o que disse se não soubesse do que falo.

Tudo o que está aqui são extensões ao ODF por parte de algumas aplicações, e são omissões na especificação tornando-se aplication specific, logo deixando ao critério da aplicação decidir como endereçar. Ora como facilmente pode perceber, isso não contribui para obter fidelidade total na representação do documentos em diferentes aplicações.

A falta de suporte para formulas é outra enorme omissão na versão 1.0, as questões com a acessibilidade, penso que estes exemplos demonstram porque não é fácil obter representações fieis dos documentos entre diferentes aplicações.

http://blogs.msdn.com/brian_jones/archive/2007/02/20/beyond-the-basics.aspx

Por acaso vc sabia que a Microsoft já fez parte do esforço de desenvolvimento do ODF ?

Mostre por favor, eu em contrapartida posso mostrar-lhe como nunca foi do interesse dos participantes no OASIS de involver a Microsoft, é público e todos percebemos porquê... E já expliquei atrás algumas das razões.

O ODF comoditiza o mercado de suite de escritório e isso detona o modelo de negócios deles.

Se limitarmos essa comoditização à funcionalidade do Oo, isso é verdade, mas existe muito mais para além do Oo, eu coloco até em causa a representatividade do Oo para definir essa comoditização. Nem sequer foi uma decisão alragada e participada foi feita por e-mail como um facto consumado, sim se acha isso representativo de alguma coisa...

A Microsodt ainda não implementou nada, e de promessas, o inferno está cheio :)

Pelo menos não tem 2 anos de standard sem grandes resultados para apresentar... e pelos vistos o ODF é muito simples de implementar (e pequeno), mas implementações sérias, não se vê nada... tudo o que existe é no mesmo codebase o do Oo, sendo assim não me parece significativo.

Felipe:

se a microsoft tivesse um interesse real em fazer a implementação do odf começaria por uma implementação básica para os próximos três meses

Será que isso serviria para alguma coisa? É simples estarmos de fora a dar palpites, mas à escala planetária não podemos decidir como se a adopção fosse para meia dúzia de utilizadores.

Seria uma conversão do tipo "work in progress", permita-me discordar era dificilimo de gerir a expectativa dos utilizadores.

Sergio:

Baboo, tudo indica que quem ficou desesperada com o ODF foi a micro$oft.

O que eu percebi nesta afirmnação do Baboo, foi "Se alguém necessitar de utilizar o suporte ODF no Office utilize já o que está disponivel"

É evidente que ninguém está desesperado...

Marco said...

A questão do monopólio é relativo, pois a Microsoft investiu bilhões para ter um produto excelente que se tornasse padrão do mercado, como é o caso do Word, Excel, PowerPoint e Outlook. Se ela liberasse o formato dos arquivos desde o início, como ela recuperaria todo o dinheiro investido ? E isso não está restrito à Microsoft, pois muitas outras empresas desenvolveram produtos que utilizam formatos de arquivos fechados.

Da mesma maneira que as montadoras recuperam seus investimentos apesar de não vender com exclusividade o combustível usado em seus produtos.

Marco said...

Gabriel, o uso da palavra "livre" em "software livre" é bastante enganadora. Entenda que o monopólio não é em relação à leitura do código-fonte (algo irrelevante na maioria dos casos), mas sim à proibição de uso de padrões fechados. Se o uso de programas "livres" é obrigatório, acabou-se a "liberdade" para quem não os usa - e o monopólio se estabeleceu.

Essa "liberdade" não se aplica quando está em jogo o interesse público.

O cidadão não pode ser taxado novamente para acessar um documento público.

http://www.broffice.org/Importancia_ODF

Marco said...

Felipe, eu concordo com vc quanto ao HTML, pois na prática uma versão compactada dele (somente para economizar banda) resolveria boa parte dos problemas. O único problema é que isso deixaria de lado o uso de features mais completas, uma vez que o HTML é bastante limitado.

O `mod_gzip' já existe faz um bom tempo e a compactação é usada sempre que o cliente e servidor a suportarem. Faz parte do padrão HTTP.

Criar binários fechados como o Flash está fora do princípio da web, onde se aprende a fazer lendo o que os outros fizeram.

Marco said...

Mostre por favor, eu em contrapartida posso mostrar-lhe como nunca foi do interesse dos participantes no OASIS de involver a Microsoft, é público e todos percebemos porquê... E já expliquei atrás algumas das razões.

A Microsoft fez parte da OASIS. Olhe no quadro "TC PARTICIPANTS":
http://www.oasis-open.org/committees/tc_home.php?wg_abbrev=office

Marco said...

Não digo que o ODF seja um mau formato, é um formato incompleto disso não tenho duvidas, mas isso também se resolve porque terá a sua manutenção e evolução.

Um TGV também é incompleto. Não tem vagão para o carvão como nos modelos anteriores.

Anonymous said...

Marco:


O OASIS Open Office
XML Format Technical Committee

Foi criado assim

http://lists.oasis-open.org/archives/tc-announce/200211/msg00001.html

Pode ler os objectivos da criação do standard nesse link, no inicio do texto pode ainda ler:

Since the OpenOffice.org XML format specification meets these criteria and has proven its value in real life, this TC will use it as the basis for its work.

Olhe para os objectivos e veja se lá encontra a retrocompatibilidade com os formatos com maior adopção... claro que não, acha mesmo que tudo isto foi criado com o objectivo de incluir a Microsoft?

Este era um pedido de participação de trabalhos que iam começar dai a um mês e a base do trabalho eram os formatos do Oo... hummm inclusivo dizia você?

Um TGV também é incompleto. Não tem vagão para o carvão como nos modelos anteriores.

A sua tentativa de ironizar é infeliz, já que na versão 1.0 do standard ODF nem consigo utilizar folhas de cálculo entre diferentes aplicações (o mesmo codebase não conta), veja lá que o o standard não sabe o que são formulas... No seu caso, é o mesmo que o TGV não andar... não faz muito sentido ele foi feito para andar...

Claro que você me vai dizer que se não está especificado olhe para o código do Oo, e eu repito-lhe se não estivesse incompleto teria-o feito logo na versão 1.0, é básico...

Parece que ainda não conseguiu provar o seu ponto...

Anonymous said...

Ao Anônimo Luzitano (desculpe, seu "facto" te denunciou):

Desde a última sexta feira, Dough Mahugh da Microsoft é novamente membro do OASIS (se vc conhece tanto do ODF, deveria ao menos saber da história do comitê e do papel da Microsoft nele no passado. Não pretendo aqui ficar dando link nem aula de história pra desinformado).

O OpenXML foi lançando por puro interesse comercial, sem nenhum fundamento ou necessidade técnica (quem falou isso foi o próprio Dough aqui: http://www.openmalaysiablog.com/2007/09/microsoft-tech-.html)

Participei do grupo que avaliou as 6.000 páginas no Brasil e te digo: Aquilo não para em pé (é um lixo mesmo). Maior prova disso é que a própria Microsoft ainda não sabe quando vai suportar a versão ISO da especificação (desconfio que a classe "strict" de documentos OOXML ainda não é implementável e a ISO vai ter trabalho para concertar isso. Já criou até dois comitês especiais para arrumar o OpenXML).

Já que vc se agarrou no argumento das fórmulas do ODF, pq não fala sobre as fórmulas do OpenXML, que na versão aprovada na ISO contém aberrações como estas: http://www.robweir.com/blog/2008/05/fractured-yearfrac-and-discounted-disc.html

O ODF 1.2 vai contar com uma especificação de fórmulas muito sólida.

Em resumo, você pode até tentar argumentar que o ODF tem problemas, mas nada, nada mesmo se compara à aberração que é o OpenXML.

Para encerrar por hora, faça o favor de ler o apelo brasileiro à ISO: http://www.consortiuminfo.org/standardsblog/article.php?story=20080529150227123.

Nele você vai ver que quando so brasileiros tentaram apresentar uma proposta no BRM que exigia o mapeamento do legado, foi feita uma manobra porca, muito porca para impedi-los de falar.

Quanto ao suporte de aplicações ao ODF, realmente me impressiona sua total ignorância. Dê só uma olhada nessa lista: http://en.wikipedia.org/wiki/OpenDocument_Software, e me fale se o GoogleDocs também é baseado no OO ???

Eu se você ia gastar meus frágeis argumentos em outra vizinhança (tenta Angola :D )

Se quiser continuar, seja bem vindo, mas vá estudar um pouco antes de ficar gastando meu tempo e paciência com você, OK ???

Anonymous said...

Ao Anônimo Luzitano (desculpe, seu "facto" te denunciou)

Não tentei esconder o que quer que fosse, só me irrita ter de me registar para poder comentar.

Desde a última sexta feira, Dough Mahugh da Microsoft é novamente membro do OASIS (se vc conhece tanto do ODF, deveria ao menos saber da história do comitê e do papel da Microsoft nele no passado. Não pretendo aqui ficar dando link nem aula de história pra desinformado).

Sei, e como você seguramente sabe, é público, basta ler as actas e ver quem esteve e não esteve no comité e o papel que teve, e aí você não vai encontrar muito da Microsoft (eu diria que vai encontrar muito pouco ou nada).

Mas o seu comportamento é tipico, não mostra, porque é suposto os outros estarem informados, e devemos todos acreditar nas suas palavras, claro as provas devem andar por aí... é a diferença entre nós eu mostrei-lhe as razões por detrás das minhas palavras, você mostra aborrecimento...

Em relação ao facto de a Microsoft participar no comité, como sabe foi anunciado recentemente, sendo por isso dificil dizer que tenha por esse facto participado no que quer que seja, no máximo irá, é o tempo correcto do verbo.

O OpenXML foi lançando por puro interesse comercial, sem nenhum fundamento ou necessidade técnica (quem falou isso foi o próprio Dough aqui: http://www.openmalaysiablog.com/2007/09/microsoft-tech-.html)

E o que tem isso de errado? Ou interesse financeiro dos clientes que investiram nos formatos do Office não é importante? Um dia talvez me consiga explicar essa do fundamento ou necessidade técnica do ODF...

Já que vc se agarrou no argumento das fórmulas do ODF, pq não fala sobre as fórmulas do OpenXML, que na versão aprovada na ISO contém aberrações como estas: http://www.robweir.com/blog/2008/05/fractured-yearfrac-and-discounted-disc.html

Eu não me agarrei a nada, eu só demonstrei que o argumento técnico que valida o ODF como o standard perfeito é ele próprio errado, o ODF está longe de ter esse estatuto, como você deveria assumir humildemente em vez de tentar desviar a atenção para problemas no OOXML.

O ODF 1.2 vai contar com uma especificação de fórmulas muito sólida.

Não era suposto ter saído já com as formulas especificadas? Afinal onde ficou a robustez técnica? E a interoperabilidade?

Em resumo, você pode até tentar argumentar que o ODF tem problemas, mas nada, nada mesmo se compara à aberração que é o OpenXML.

Quem deve decidir isso são os developers e no que resultar de implementações do standard, e nisso o ODF com dois anos como tal não tem muito para mostrar.

Nele você vai ver que quando so brasileiros tentaram apresentar uma proposta no BRM que exigia o mapeamento do legado, foi feita uma manobra porca, muito porca para impedi-los de falar.

Meu amigo, e era para fazer quando naquele momento? Numa reuñião limitada no tempo, que obriga a grande organização e foco no que se vai discutir, estar a abrir mais a dicussão não simples de conseguir. Existiam muitas outras formas de tentar encontrar consensos e tentar levar esse objectivo avante desde que o objectivo fosse legitimo e não mais uma tentativa de fazer ruido...

Quanto ao suporte de aplicações ao ODF, realmente me impressiona sua total ignorância. Dê só uma olhada nessa lista: http://en.wikipedia.org/wiki/OpenDocument_Software, e me fale se o GoogleDocs também é baseado no OO ???

E existem outras implementações (e já experimentei todas), agora garanta-me aquilo que pedi inicialmente, fidelidade total na representação dos documentos em codebases diferentes, e se reparar e não olhar para a lista como um produto de marketing, vai ver que não tem, e isso você pode dar as voltas que quiser mas é a pura verdade, e implementando o standard técnicamente perfeito... eu diria que é uma bela de uma demonstração.

Eu se você ia gastar meus frágeis argumentos em outra vizinhança (tenta Angola :D )

Isso é o quê uma demonstração de superioridade qualquer? Em abstracto a sua opinião vale mais do que a de um Angolano? É isso?

Se quiser continuar, seja bem vindo, mas vá estudar um pouco antes de ficar gastando meu tempo e paciência com você, OK ???

Você faça como quiser mas até agora não provou ou demonstrou nada...

Anonymous said...

Para o Anônimo Brazileiro, deixe de fingir que sabe e que conhece, porque nem sequer é dificil demonstrá-lo...

http://lists.oasis-open.org/archives/oiic-formation-discuss/200806/msg00177.html

Leia e informe-se melhor sobre a história para não fazer figuras destas...

Marco said...

Sobre fórmulas:
http://www.robweir.com/blog/2007/07/formula-for-failure.html

Anonymous said...

Marco,

Não vou entrar na discussão das incoerências, dos erros das omissões, que ambos os formatos possuem. Eu nada tenho contra o ODF, acho curioso é que se afirme que é muito bom e muito melhor que outra coisa qualquer sem que seja possivel demonstrá-lo, e todos percebemos que está longe de ser perfeito ou completo.

A minha questão é porque não poderão existir os dois?

É curioso que o próprio Rob tão empenhado no desenvolvimento e evolução do ODF já perdeu mais tempo a escrutinar o OOXML do que a trabalhar no ODF, acho que essa energia e esforço, seriam muito benéficos colocados a favor do ODF e não contra o OXML... seguramente o ODF 1.2 teria já sido submetido ao ISO e estariam a trabalhar em muitas outras áreas dos formatos.

Anonymous said...

Ao Luso-Anonimo:

É curioso que o próprio Rob tão empenhado no desenvolvimento e evolução do ODF já perdeu mais tempo a escrutinar o OOXML do que a trabalhar no ODF, acho que essa energia e esforço, seriam muito benéficos colocados a favor do ODF e não contra o OXML... seguramente o ODF 1.2 teria já sido submetido ao ISO e estariam a trabalhar em muitas outras áreas dos formatos.

Fico feliz em ver que você conhece que a Microsoft atrasou a vida do ODF ao menos em um ano com a submissão do OpenXML á ISO.

Quando ao Rob ter "perdido um ano", só faço questão de te lembrar que ele é um dos maiores especialistas norte-americanos em desenvolvimento de suites de escritório e por isso perdeu tanto tempo assim estudando o OpenXML.

Quando falas do BRM como sendo uma "perda de tempo" a discussão sobre o mapeamento binário demonstra como está mal informado mesmo.

O Brazil tentou pedir o mapeamento do binário com o apoio de mais de 10 países presentes na reunião. Como o ECMA não tinha o mapeamento (pois NUNCA ESTUDOU A COMPATIBILIDADE COM O LEGADO), fez as manobras necessárias para poder impedir o Brasil de falar.

Falando ainda sobre o BRM, você realmente acha que tem boa intenção quem convoca uma reunião de 5 dias para a discussão de mais de 3.500 problemas técnicos ? Esta é a decisão correta ?

Aproveitando o post, porquê você não conta melhor aquela história do NB de Portugal que não permitiu a participação de algumas empresas, curiosamente opositores ao OpenXML, tendo como justificativa a "falta de cadeiras na sala" ? Conta também quem foi o coordenador desta comissão e a composição dela...

Não me julgo melhor do que ninguém e citei apenas a Angola pois eles estiveram de fora deste debate e talvez lá você encontre alguém que realmente acredite nos seus argumentos de marketing.

Uso ODF e troco documentos diariamente com usuários do mundo todo, das mais diversas suites e ferramentas que suportam o padrão e NUNCA tive problema algum.

Acho ainda interessante você buscar um e-mail da semana passada para reafirmar aquilo que coloquei aqui.

E antes que eu me esqueça, eu não preciso provar nem demonstrar nada. O apoio da Microsoft ao ODF já demonstra que a norma é consenso de mercado !!!

Já o OpenXML, tá lá no limbo da ISO e só Deus sabe quando (e como) vai sair...

Se não gosta do padrão ODF, usa o OpenXML (e troque documentos com não sei quem !!!)... vê se para de encher o saco de quem tá trabalhando, OK ?

Anonymous said...

Fico feliz em ver que você conhece que a Microsoft atrasou a vida do ODF ao menos em um ano com a submissão do OpenXML á ISO.

Se calhar não devia ter submetido o ODF antes de resolver as omissões graves, eu diria mesmo que a submissão do ODF ao ISO é uma espécie de parking de um standard.

Quando ao Rob ter "perdido um ano", só faço questão de te lembrar que ele é um dos maiores especialistas norte-americanos em desenvolvimento de suites de escritório e por isso perdeu tanto tempo assim estudando o OpenXML.

Foi com o objectivo genuino de melhorar o OOXML ou apenas impedi-lo de se tornar num standard, satisfazendo dessa forma os interesses comerciais do seu empregador?

O Brazil tentou pedir o mapeamento do binário com o apoio de mais de 10 países presentes na reunião. Como o ECMA não tinha o mapeamento (pois NUNCA ESTUDOU A COMPATIBILIDADE COM O LEGADO), fez as manobras necessárias para poder impedir o Brasil de falar.

Os formatos binários foram publicados você pode comparar esse mapeamento. Já agora qual era o objectivo ao pedir esse mapeamento naquele preciso momento? Acha mesmo que a funcionalidade do MS Office se expressa no que está especificado no ODF? Acredita mesmo nisso? O ODF será sempre o menor denominador comum, o MS Office poderá gravar documentos neste mas para um utilizador do MS Office o não ter expressão nesses formatos de funcionalidade disponivel na sua suite de produtividade é uma clara perda de valor.

Falando ainda sobre o BRM, você realmente acha que tem boa intenção quem convoca uma reunião de 5 dias para a discussão de mais de 3.500 problemas técnicos ? Esta é a decisão correta ?

Imagino que tenha sido duro, agora é pior quando existe dispersão e pouco focco, e aí já sabemos o que acontece, para voltar a ganhar o controlo é cortar a direito.

Aproveitando o post, porquê você não conta melhor aquela história do NB de Portugal que não permitiu a participação de algumas empresas, curiosamente opositores ao OpenXML, tendo como justificativa a "falta de cadeiras na sala" ? Conta também quem foi o coordenador desta comissão e a composição dela...

Que eu saiba foram os processos a trabalhar, é duro desconhecer as regras e ser apanhado desprevenido, mas nesses casos você só se pode queixar de si mesmo.

O Presidente da comissão, que eu saiba até podia ser um afecto do ODF, como aconteceu noutros países, como sabe este papel existe mas não é ele que toma as decisões, para isso não era necessário criar uma comissão encontrava-se um presidente e uns SMEs e estava feito.

Uso ODF e troco documentos diariamente com usuários do mundo todo, das mais diversas suites e ferramentas que suportam o padrão e NUNCA tive problema algum.

Se reformatar um documento para si não é problema, ao não conseguir representar fielmente os documentos na sua aplicação como na aplicação que o gerou, então está certo, mas para isso você sempre pôde utilizar o Plain text...

Acho ainda interessante você buscar um e-mail da semana passada para reafirmar aquilo que coloquei aqui.

O que você afirmou foi que a MS sempre participou, e o que lhe mostrei foi que não, e até com e-mail recente de fonte mais do que fidedigna.

E antes que eu me esqueça, eu não preciso provar nem demonstrar nada. O apoio da Microsoft ao ODF já demonstra que a norma é consenso de mercado !!!

LOL yeah right... marketing profundo...

Se não gosta do padrão ODF, usa o OpenXML (e troque documentos com não sei quem !!!)...

Chama-se a isso escolha...