
Acabei de participar da banca de mestrado do Fernando Corrêa do Carmo, aluno da Cásper Líbero, orientando do professor Walter Lima Jr. Fernando analisou os efeitos da mobilidade no jornalismo. Analisou as interfaces, a linguagem e as limitações dos celulares para receber notícias, programas de rádio e de TV. Seu trabalho demonstra a realidade da convergência digital e as mutações que as empresas tradicionais de comunicação estão tentando imprimir para acompanhar a tendência de mobilidade.
O mestre Fernando do Carmo, aprovado com nota dez, concluiu que "o jornalismo feito para celulares não representa uma quebra radical de paradigmas na área de comunicação jornalística". Sem dúvida, o trabalho de Fernando representa uma competente descrição do estado da arte da mobilidade no Brasil atual. Também significou uma tentativa de dialogar com teóricos da comunicação, tais como, Domenique Wolton, Juarez Bahia e André Lemos. Senti apenas uma grande ausência na sua reflexão de Fernando, a saber, o pensador Marshall McLuhan. Quando Fernando diz que os novos meios não alteraram a essência do jornalismo, não seria interessante que ele dialogasse com a visão de McLuhan sobre o papel dos meios de comunicação?
Prá encerrar duas frases paradigmáticas do momento de expansão da mobilidade, retiradas da dissertação do Fernando do Carmo:
"A Internet móvel pode conquistar a popularidade dos rádios de pilha dos anos 60."
"O uso de relógios vem caindo devido ao recente hábito da consulta de horas pelo celular."
