Showing posts with label Open Source. Show all posts
Showing posts with label Open Source. Show all posts

Sunday, June 15, 2008

DIA 17 DE JUNHO, TERÇA, BAIXE O FIREFOX 3. AJUDE O FIREFOX A BATER O RECORD MUNDIAL DE DOWNLOADS...


Vamos bater todos os recordes. Dia 17 de junho, terça próxima, ao baixar a nova versão do Firefox, além de ter o melhor navegador do planeta em sua máquina, você estará colaborando com a mobilização de torná-lo o software com o maior número de downloads já obtidos em um único dia.

Quem já tem o Firefox não deve esquecer de baixar a nova versão, o insuperável FIREFOX 3.

A mobilização colaborativa cresce.
Vamos mostrar a força do compartilhamento do conhecimento.

Ajude a divulgar o FIREFOX DAY. Vá ao site do Firefox e insira um botão de atualização em seu site ou blog.

Monday, May 05, 2008

BRICOPHONE: INFRA COMUNITÁRIA PARA CELULAR OPEN SOURCE



Publiquei este artigo na coluna raitéqui da Revista A Rede de 18 de Abril de 2008:

Projeto prevê solução de código e hardware abertos, baixo custo e pequeno consumo de energia.
Sérgio Amadeu da Silveira


Há alguns dias atrás, enquanto escrevia no Twitter, recebi um recado do Felipe Fonseca, um dos pioneiros da metarreciclagem no Brasil. Ele me chamava para participar do projeto Bricophone. Felipe momentaneamente está morando na Europa. Segui o link deixado por ele e acabei estudando o projeto. Para minha grata surpresa, descobri que Paulo Hartman, um dos organizadores do Mobilefest é também um dos disseminadores do projeto no Brasil. O projeto Bricophone é uma ação nômade, libertária, baseada nas vastas possibilidades do digital. Nesta coluna, resolvi traduzir as principais partes do projeto e incluir alguns comentários. Sem dúvida, o projeto traz uma grande idéia.

Mas o que é o Bricophone? É um projeto de código e hardware abertos, pensado para um pequeno consumo de energia e baixo custo, voltado para comunidades inferiores a mil pessoas, em regiões distantes. A grande idéia do Bricophone é que ele não necessita de uma infra-estrutura estática, como relés (relays), antenas e centrais de dados. Sua particularidade permite um uso especial de equipamentos de comunicação em áreas pobres, bem como para realizar resgates em áreas afetadas por desastres, e também para o uso em atividades sociais e culturais, como festivais e eventos de massa. Como se trata de um projeto open source, o Bricophone pretende ser construído pelos usuários ou por artesões digitais.

Onde surgiu a idéia? Como ela foi sendo conceitualmente construída? O projeto começou em Paris, no início de 2007, no Centre de Ressources Art Sensitif. A idéia original veio da denúncia e do chamado dos índios da Amazônia que lutam contra os mineradores de ouro, dos professores que protestavam em Oaxaca, dos agricultores que combatiam as minas de cobre no Peru, da organização dos protestos contra o G8 e a OMC, e da necessidade de agir nas diferentes recentes catástrofes naturais, como furacões em áreas tropicais, grandes apagões de energia nos Estados Unidos, terremotos, tsunamis no Oceano Índico, além de em muitas outras zonas em que os direitos humanos e a liberdade de expresssão não são respeitados.

No documento que detalha o projeto, os seus idealizadores avisam que o projeto Bricophone não é uma alternativa para a infra-estrutura regular de celulares, nem um telefone celular open source para carros e redes telemóveis, enfim, não se trata de um Linux-phone project. O Bricophone não é outro projeto de webfone ou celular via IP. É uma técnica, uma política economicamente independente de telefonia móvel, a partir do atual sistema de telefones celulares. A idéia é tentar abrir todas as possibilidades técnicas e éticas de garantia da liberdade de expressão.

Características

O objetivo da infra-estrutura Bricophone é somente a comunicação de voz. Funciona com as novas tecnologias de rede de sensores sem-fio, utilizadas na indústria de equipamentos. As principais características dessas novas tecnologias são as redes Mesh, serem de baixo custo e com consumo de energia extremamente baixo. Estas três características técnicas são a chave das potencialidades do projeto:

• Rede Mesh (ou malha, em português) segue um desenho em que cada ponto pode rotear (encontrar a rota e enviar) informações diretamente para qualquer outro ponto da mesma rede de conexão. O encaminhamento das informações é feito automaticamente, como na internet, através da escolha do melhor caminho entre os dispositivos conectados na rede. Desse modo, uma pequena quantidade de bricophones, não muito distantes uns dos outros, podem automaticamente construir uma rede operacional. Quanto mais bricophones entrarem na área de conexão, mais extensa ficará a rede.

• O Baixo Custo dos chips wireless viabiliza o projeto. Ele permite a conexão de diferentes equipamentos e dispositivos, pontos de acesso, roteadores de sinais e o próprio aparelho bricophone, garantindo as chamadas via internet. O baixo custo aliado à relativa simplicidade do hardware permite que as comunidades de usuários inventem novas possibilidades de uso, tal como se pode observar no projeto Arduino (hardware com sensor e processador que permite criar interfaces artísticas).

• O Baixo Consumo de energia permite a utilização da energia solar, eólica ou energia muscular (dínamo de bicicleta), ou baterias mais ambientalmente amigáveis. Os roteadores de baixo consumo de energia podem ser abastecidos em cima das árvores e de prédios com placas de energia solar ou baterias que podem durar muitos meses.


Evolução

Os primeiros trabalhos técnicos e consultas ocorreram durante 2007, através da rede Bricolabs (www.bricolabs.net). Rob Von Kranenburg realizou vários contatos com desenvolvedores de alta qualidade. Logo aderiram ao projeto: Philippe Langlois, artista do site xlrmx.org, engenheiro de rede e artista; Denis Jaromil, artista do Dyne.org envolvido com a possibilidade de aplicar técnicas Netsukuku no Bricophone; Rama Cosentino, artista de Giss.tv, Hackitectura.net e riereta.net; Cyrille Henry, artista envolvido no Pure Data Community (open source para artistas) e outras personalidades do mundo da cibercultura e da tecno-arte. A coordenação global é dirigida por Jean-Noël Montagné, artista do artsens.org.

Alguns workshops já foram realizados, inclusive em São Paulo, durante o Mobilefest, em novembro de 2007. Como muitos projetos de software aberto e livre, o futuro do Bricophone depende da ação da comunidade e da adesão de hackers, artistas, educadores, estudantes, curiosos, amantes da liberdade e do conhecimento. O projeto continua a crescer, e os próximos passos precisam de apoio, principalmente para:
• desenvolver um website multilíngüe, substituindo o primeiro www.bricophone.org;
• instalar ferramentas de comunicação para a comunidade, como wiki, código repositório, fórum, mailing list;
• realizar workshops de prototipagem em hardware, software e ferramentas, com as comunidades espalhadas em Paris, São Paulo, Bruxelas, Amsterdã, Sheffield, Barcelona, e em todas as cidades em que ativistas e militantes da liberdade de expressão e de conhecimento queiram participar do projeto.

Saturday, May 03, 2008

GIBI HACKERTEEN É UM DOS MAIS VENDIDOS NOS ESTADOS UNIDOS


O Gibi criado pelo brasileiro Marcelo Marques, da 4Linux, sobre uma ficção envolvendo jovens hackers está entre os três mais vendidos do gênero nos Estados Unidos. O gibi surgiu como uma forma de consolidar o processo educativo da escola de jovens administradores de sistemas de segurança criado pela 4Linux e também chamado Hackerteen. O Gibi foi lançado pela O'Reilly e procura mostrar no estilo mangá quais os elementos essenciais da cultura e da ética hacker.

No site da Amazon você poderá ver até um vídeo sobre o gibi.

Thursday, April 10, 2008

LINK DO TEXTO SOBRE A RELAÇÃO FEDORA-RED HAT


Nosso grande amigo, Rubens Queroz, criador da Dicas-L, hospedou a pesquisa da minha orientanda Eliane Y. Iwasaki. Ela produziu um excelente texto sobre a relação comunidade-empresa no contexto do software livre. Abaixo, seguem o resumo e o link.

Segue o link: http://www.dicas-l.com.br/download/movimento_open_source.pdf


MOVIMENTO OPEN SOURCE: a importância da comunicação e da relação entre empresas e comunidades para o mercado.

RESUMO: Este trabalho tem como objetivo compreender o modelo de produção do software livre, motivações de colaboradores de comunidades open source e sua influência no mercado de TI. Para a realização deste estudo, a internet foi amplamente utilizada como fonte de informações sobre comunidades, mercado de TI, tecnologia e de duas grandes entidades representando empresa e comunidade: Red Hat e Fedora. Complementei esta pesquisa bibliográfica com meus conhecimentos obtidos por meio de participação em palestras e eventos, além do acesso a informações e pessoas dentro das entidades citadas, devido a minha atual posição no departamento de Marketing da empresa Red Hat Brasil. A conclusão obtida a partir dos resultados da pesquisa afirma ou contesta hipóteses levantadas no início do estudo, esclarecendo muitas questões a respeito deste movimento revolucionário e inovador. Pode ainda contribuir para a relação entre empresa e comunidade open source, visando a continuidade e crescimento deste mercado.

Wednesday, April 09, 2008

PIADA: MICRO$OFT DIZ QUE É OPEN SOURCE... SERÁ QUE O BALLMER MUDOU DE IDÉIA???


Ontem recebi um e-mail. Li e achei que era uma "pegadinha" do João Cassino ou o Mário Teza contando uma piada. Mas não era. O e-mail dizia o seguinte:

"No próximo dia 11 de abril, a Microsoft realizará em sua cidade um workshop sobre Open Source e Interoperabilidade. Confira a agenda abaixo e aproveite, pois hoje é o último dia para inscrições.
Microsoft : Open Source e Interoperabilidade
(...)"

O monopólio mundial de software para desktop está sentindo a necessidade de aderir ao código aberto. É óbvio que a micro$oft não realiza interoperabilidade nem entre os seus próprios produtos. Mas o fato novo é que depois de Gates, Ballmer e outros executivos do monopólio combaterem o open source, afirmarem que o software livre tinha os seus dias contados, depois de muitos FUDs, agora são obrigados a dizer que aderiram. É claro que não é verdade. Antes de começarem a prestar suporte para a família BSD, a micro$oft irá tentar dizer que open source é dar acesso ao código para que suas empresas dependentes desenvolvam aplicações (o que sempre existiu e não é open source, nem aqui nem na China). Ah! A última... Agora a microsoft tem até "evangelizador". Imagine eles tentando imitar o pessoal da Apple, da SUN e, principalmente, tentando se assemelhar às comunidades de software livre...

Sunday, April 06, 2008

PESQUISA DISCUTE A RELAÇÃO ENTRE EMPRESA E COMUNIDADE (RED HAT-FEDORA).



Eliane Yumi Iwasaki tirou nota 10 (dez) na monografia final que apresentou à Faculdade Cásper Líbero, no Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Marketing. Tive a oportunidade de orientar o seu trabalho que consistiu em uma interessante pesquisa e abordagem sobre a relação entre a comunidade Fedora e a empresa Red Hat. Eliane partiu da hipótese que "o papel das comunidades é essencial para o modelo de negócios 'open source', pois constitui um diferencial competitivo perante concorrência (modelo proprietário)". A apresentação dos resultados de sua pesquisa é concisa e objetiva. Permite esclarecer dúvidas comuns que emergem, principalmente, no mundo empresarial sobre o modelo de negócios de código aberto.

Segue, abaixo, o resumo do texto da Eliane Y. Iwasaki.

MOVIMENTO OPEN SOURCE: a importância da comunicação e da relação entre empresas e comunidades para o mercado.

Este trabalho tem como objetivo compreender o modelo de produção do software livre, motivações de colaboradores de comunidades open source e sua influência no mercado de TI. Para a realização deste estudo, a internet foi amplamente utilizada como fonte de informações sobre comunidades, mercado de TI, tecnologia e de duas grandes entidades representando empresa e comunidade: Red Hat e Fedora. Complementei esta pesquisa bibliográfica com meus conhecimentos obtidos por meio de
participação em palestras e eventos, além do acesso a informações e pessoas dentro das entidades citadas, devido a minha atual posição no departamento de Marketing da empresa Red Hat Brasil. A conclusão obtida a partir dos resultados da pesquisa afirma ou contesta hipóteses levantadas no início do estudo, esclarecendo muitas questões a respeito deste movimento revolucionário e inovador. Pode ainda contribuir para a relação entre empresa e comunidade open source, visando a continuidade e crescimento deste mercado.

Palavras-chave: Internet, Colaboração, Comunicação, Comunidades open source

Thursday, February 21, 2008

SE A MICROSOFT ABRIRÁ O SEU CÓDIGO, PARA QUE ELA QUER TORNAR O OOXML UM PADRÃO ISO?


O anúncio da microsoft sobre a abertura do código-fonte de alguns de seus softwares demonstra a superioridade do modelo de desenvolvimento aberto, baseado no compartilhamento do conhecimento. Entretanto, este anúncio para ser levado a sério deve ser acompanhado de algumas medidas imediatas por parte da microsoft. A principal delas é retirar o pedido de fast track na ISO para o padrão OpenXML.

Se é verdade que os fontes do Office e do Windows estarão abertos para gerar compatibilidade e interoperabilidade, não tem sentido ter outro padrão que cumpra o mesmo papel do ODF (Open Document Format). Assim, espero que a microsoft retire imediatamente a sua proposta de transformar as mais de 5 mil páginas do OoXML em padrão internacional. Isto já não faz mais sentido.

Todavia, este anúncio pode ser apenas parte da estratégia da companhia para aprovar seu padrão na ISO que se reunirá em breve para decidir sobre o OpenXML.

Leia no IDGNow Microsoft muda estratégia e aproxima-se de comunidade de software aberto

Tuesday, December 18, 2007

SOFTWARE ABERTO ULTRAPASSA 1 MILHÃO E SETECENTOS MIL DESENVOLVEDORES SOMENTE NO SOURCE FORGE


As práticas colaborativas continuam a crescer intensamente. Em 2002, no mês de outubro, apenas em um site-repositório de software aberto, o source forge, podíamos contar um pouco mais de 49 mil projetos e 500 mil desenvolvedores. Cinco anos depois, no mesmo site temos 164 mil projetos de código-fonte aberto e 1.751.725 desenvolvedores. O crescimento do número de desenvolvedores superou 240%. Os projetos cresceram mais de 230%.

Só para lembrar: o GNU/Linux é apenas um desses projetos.