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Thursday, March 19, 2009

PARA QUEM QUER USAR SOFTWARE LIVRE E NUNCA TEVE A CORAGEM DE INSTALAR...


Traga seu laptop, seu computador e instale um dos sistemas operacionais mais seguros e ágeis do planeta, o GNU/Linux. Acabe com os vírus e deixe de ser prisioneiro da m$. Liberte-se. Exorcize seu computador.
Imperdível!

Friday, March 06, 2009

I Festival Cultura Digital no CIRCO VOADOR - RJ


I Festival Cultura Digital no CIRCO VOADOR:

7 e 8 de março, a partir das 15h no Circo Voador
entrada: 1 hardware qualquer, alguma mídia para ser copiada ou 1 kg de alimento não perecível, 1 livro ou o que mais você puder doar

Sábado 7/3:

15h às 20h: Oficinas de Robótica, Computação Física e PureData com Glerm Soares e Paulo Cesar Gonçalves.
15h às 20h: “Install Fest - Traga seu computador para instalar ou configurar Linux!”
15h às 19h: Maratona Aberta de Games Livres - Participe!
17h às 20h: Debate sobre Direto Autoral - Ainda somos os mesmos e licenciamos como nossos pais? ( Sérgio Amadeu, Ivana Bentes, Thiago Novaes e Pablo Ortellado)
20h às 21h: Oficina com Luciane Menezes: Danças e cantos tradicionais do Brasil - o conhecimento livre ancestral

shows:

21h às 21:30h: MC Xuparina - Funk Pop Lesbian Trash
21h30 às 21h50: trilha ao vivo
21h50 às 23h10: Seychelles + Arthur Joli
23h10 às 23h30: trilha ao vivo
23h30 às 00h10: Banda Leme
00h10 às 00h30: Trilhas
00h30 às 01h10: B Negão Sound System
01h10 às 01h50: Trilhas
01h50 às 02h30: ChoroFunk (Sany Pitbull e Sérgio Krakowski e convidados)

Domingo 8/3:

14h às 19h: Oficinas de Robótica, Computação Física e PureData com Glerm Soares e Paulo Cesar Gonçalves.
14h às 19h: “Install Fest - Traga seu computador para instalar Linux!”
15h às 19h: Maratona Aberta de Games Livres - Participe!
16h às 19h: Plantio/oficina de ervas medicinais
19h às 20h: Rádio Aberta - Intervenção Sonora com Romano
19h: Roda de Maculelê
20h: Exibição do Longa-Metragem “Ressaca”, de Bruno Vianna - Cinema Feito à Mão.
22h: DorkbotRio especial com os projetos: Liz Christine, Botanicos, Dziga Vertov e MediaSana.

Friday, December 19, 2008

Wednesday, December 10, 2008

PRIMEIRO ROBÔ LIVRE DO PLANETA SERÁ LANÇADO NO CAMPUS PARTY 2009


A equipe coordenada pelo Prof. Alexandre da Silva Simões (UNESP) resolveu seguir a idéia da Esther Luna Colombini (ITA) e começar a construir o primeiro projeto colaborativo de construção de um robô livre. Ele será apresentado no Campus Party pelo Alexandre, Esther e pelo Marcelo Nicoletti Franchin (UNESP) e Jackson Paul Matsuura (ITA).

A idéia é seguir a lógica colaborativa do movimento do software livre. No Campus Party Brasil 2009, o pessoal lançará a versão 1.0 do robô. A arquitetura do hardware e seus softwares serão abertos, sendo disponibilizados na rede para que possam ser aprimoradas pela comunidade de colaboradores. O robô será um humanóide e seu design também será melhorado pelos colaboradores.

Provavelmente, na quarta, dia 21 de janeiro, no palco principal do Campus Party será apresentado o modelo de desenvolvimento do robô, na palestra-demonstração PROJETO ROBÔ LIVRE: COLABORAÇÃO SEM LIMITES. Imperdível.

Wednesday, December 03, 2008

The Matrix Runs on Windows


Vídeo sensacional sobre o segredo da Matrix...
Qualquer relação com a realidade não é mera coincidência.

http://www.collegehumor.com/video:1886349


Tuesday, September 16, 2008

GNU/LINUX ULTRAPASSA 20,8% NO BRASIL. UM EM CADA CINCO DESKTOPS USAM O SISTEMA OPERACIONAL LIVRE.


É nítido o crescimento do uso de software livre, em particular das distribuições GNU/Linux nos desktops, nos últimos três anos. Minha irmã que jurava concordar com a lógica do compartilhamento e com a luta pela liberdade do conhecimento, dizia que não usava o GNu/Linux por não saber instalar e por estar "viciada" na iconização do ex-monopólio. No mês de junho, fui visitá-la e lá estava um computador novo. O computador do programa PC conectado estava rodando Gnu/Linux, uma distribuição baseada no Debian. Perguntei para ela se teve problemas para conectar na rede ADSL, pois a Telefonica diz que as máquinas com Linux não funcionarão. Minha irmã disse que não telefonou para ninguém, apenas seguiu as instruções que apareciam na tela do computador e pronto... tudo estava funcionando.

Outro dia, na Cásper, encontrei uma professora com um Eee PC rodando Linux. Ela estava super-feliz e dizia que conseguia salvar arquivos diretamente em PDF do seu editor de texto, o OpenOffice.

Enquanto vários amigos e conhecidos passaram usar o GNU/Linux no seu desktop, algumas pesquisas, entre elas aquela organizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, divulgam que os usuários de Linux se mantém em 1%. É óbvio que a pesquisa foi mal realizada. Mesmo uma pesquisa encomendada pelo ex-monopólio, em 2005, dizia que somente 25% dos computadores do programa PC Conectado se mantinham com Linux. Só isso, alteraria o cenário de 1% de usuários totais, mas a verdade parece estar mais de acordo com a pesquisa da Gfk Marketing Services, divulgada na quinta-feira, dia 11/09, que afirma que o uso do GNU/Linux atingiu 20,8%.

Veja o que diz a matéria publicada no IDG Now

Pesquisa: 20% dos desktops brasileiros rodam Linux

Por Redação do IDG Now!

12 de setembro de 2008 - 09h00

Em abril de 2008, a participação do sistema operacional Linux nos desktops vendidos no Brasil chegou a 20,8%, revelou a Gfk Marketing Services nesta quinta-feira (11/09).

O número representa um salto dos 9% de mercado brasileiro conquistado em junho de 2007. Embora tenha alcançado uma boa marca em abril, contudo, a participação do Linux no mês de junho caiu para 12%.

O Windows Vista, enquanto isso, tem aumentado a penetração entre os desktops - de 26% em junho de 2007 para 49% em junho de 2008.

O Windows XP, por outro lado, perdeu espaço em um ano, passando de 61% de participação no mercado de desktops em junho de 2007 para apenas 21% no mesmo período deste ano.

No mercado de notebooks, o sistema dominante é o Vista - com 65% de participação em junho de 2008, em comparação com 24% um ano antes. O Windows XP tem menos espaço ainda que nos desktops - em um ano, passou de 57% para 12% nos dispositivos móveis. O Linux permaneceu estável - com 13% e 12% em junho de 2007 e 2008, respectivamente.

A ABI Research afirma que, até 2013, o sistema operacional de código aberto vai liderar o segmento de dispositivos portáteis de internet.

A Gfk estimou que, em 2008, o Brasil venderá 12,9 milhões de PCs.

Saturday, August 30, 2008

GABRIELLA COLEMAN E A ÉTICA HACKER...


Em 2004, conheci um hacker brilhante da comunidade Debian chamado Benjamin Hill. Ele me colocou em contato com o pensamento da antropóloga Gabriella Coleman. Cheguei a trocar uns e-mails com ela e seus textos muito me ajudaram no meu doutorado. Neste ano, ela esteve novamente no Brasil e conseguimos conversar bastante. Tiramos até uma foto.

Gabriella Coleman fez seu doutorado em Antropologia Cultural na Universidade de Chicago, em 2005, onde estudou a cultura hacker e o desenvolvimento do software livre. Hoje, ela é professora assistente no Departamento de Cultura e Comunicação da New York University. Gabriella concluiu seu novo trabalho "Coding Liberal Freedom: Hacker Pleasure and the Ethics of Free and Open Source Software". Gabriella estuda principalmente os novos valores liberais, bem como o papel das novas tecnologias na comunicação e as novas formas de colaboração e de ativismo, entre eles a ação e a ética hacker.

Antes que as mentes obtusas da "comunidade do controle" tentem usar este post contra a luta pela liberdade, gostaria de esclarecer que o termo hacker não é sinônimo de cracker, nem de criminosos. A subcultura hacker está na origem da Internet, do software livre, da web, do P2P e de uma série de grandes invenções e inovações indispensáveis ao avanço da sociedade em rede. A leitura dos textos de Gabriella Coleman ajudaria muito esclarecer a importância da cultura hacker para o desenvolvimento das práticas colaborativas e das tecnologias da inteligência.

Wednesday, August 27, 2008

LIVRO ALÉM DAS REDES DE COLABORAÇÃO ESTÁ DISPONÍVEL PARA DOWNLOAD


NOVO LIVRO DISCUTE O POTENCIAL DA INTERNET E A SOCIEDADE DO CONTROLE

“Ao mesmo tempo que devora, digere e recria o telefone, o cinema, a televisão, os correios, o rádio e a indústria fonográfica, a internet se aproxima do sonho de Borges de uma biblioteca infinita, onde o saber humano está disponível ao alcance de um toque. O que fazer com tão imenso poder é a pergunta que definirá o nosso futuro. Esse livro é uma boa contribuição para o debate”. Assim o cineasta Jorge Furtado apresenta a coletânea “Além das Redes de Colaboração: internet, diversidade cultural e tecnologias do poder”.

O livro lançado pela Editora da Universidade Federal da Bahia, hoje, 27 de agosto, quarta-feira, em São Paulo, foi organizado pelos professores Sérgio Amadeu da Silveira (Cásper Líbero-SP) e Nelson Pretto (Faculdade de Educação da Ufba) como resultado de seminários realizados pela Casa de Cinema de Porto Alegre em parceria com a Associação Software Livre, ocorridos no segundo semestre de 2007, como parte do Programa Cultura e Pensamento do Ministério da Cultura.

Reunindo acadêmicos de várias áreas do conhecimento, ativistas e artistas, “Além das Redes de Colaboração” trabalha a contradição entre as possibilidades de criação e disseminação culturais inerentes às redes informacionais e as tentativas de manter a inventividade e a interatividade sob o controle dos velhos modelos de negócios construídos no capitalismo industrial. O livro pretende jogar luz sobre essas batalhas biopolíticas para decifrar as disputas sociotécnicas em torno da definição de códigos, padrões e protocolos.

Por isso, as tecnologias da informação e da comunicação foram avaliadas em suas dimensões mais importantes. As explicações nascidas da matriz do pensamento único, a qual procura esconder suas determinações histórico-sociais sob o discurso de uma racionalidade neutra, foram confrontadas com aquelas que pretendem dar transparência aos processos e politizar o debate sobre tais dimensões tecnológicas e sobre as históricas relações entre a ciência, o capital e o poder.


O Livro “Além das Redes de Colaboração” pode ser encontrado nas melhores livrarias. A Editora da Universidade Federal da Bahia é a responsável pela distribuição da versão impressa. Contatos pelo tel/fax: (71) 3283-6164 ou e-mail: edufba@ufba.br.

Licenciado em Creative Commons o livro também está disponível para download no site do seminário Além das Redes de Colaboração.

Para baixar o livro clique aqui .

Friday, July 04, 2008

FIREFOX ESTÁ NO LIVRO DO RECORDES...


MAIS DE 8 MILHÕES DE DOWNLOADS em um único dia foram realizados da versão 3.0 do Firefox.

Recebi este certificado de participação no Firefox Day e a seguinte mensagem da comunidade Firefox:

"Estabelecemos um novo Recorde Mundial no Livro dos Recordes Guinness para o software mais baixado em 24 horas. Com sua ajuda atingimos a marca de 8.002.530 de downloads."

Parabéns para a comunidade Mozilla/Firefox.

Sunday, June 15, 2008

DIA 17 DE JUNHO, TERÇA, BAIXE O FIREFOX 3. AJUDE O FIREFOX A BATER O RECORD MUNDIAL DE DOWNLOADS...


Vamos bater todos os recordes. Dia 17 de junho, terça próxima, ao baixar a nova versão do Firefox, além de ter o melhor navegador do planeta em sua máquina, você estará colaborando com a mobilização de torná-lo o software com o maior número de downloads já obtidos em um único dia.

Quem já tem o Firefox não deve esquecer de baixar a nova versão, o insuperável FIREFOX 3.

A mobilização colaborativa cresce.
Vamos mostrar a força do compartilhamento do conhecimento.

Ajude a divulgar o FIREFOX DAY. Vá ao site do Firefox e insira um botão de atualização em seu site ou blog.

Monday, June 09, 2008

ADULTOS APRENDEM A ESCREVER NO COMPUTADOR E CRIAM VERBETE NA WIKIPEDIA


ALFABETIZAÇÃO COM COMPUTADORES E COM SOFTWARE LIVRE

A professora Bianca Santana, jornalista pela Cásper Líbero, ativista de redes sociais, acumulou muita experiência no uso das redes digitais em processos de aprendizagem. Como voluntária do projeto de alfabetização de adultos chamado Ilha de Vera Cruz convenceu a instituição a adquirir 9 laptops EEE PC para alavancar o aprendizado dos seus alunos.

Ela percebeu que muitos adultos tinham medo do papel, demonstravam uma certa vergonha de errar e de apagar várias vezes o seu texto. Com o computador, os estudantes passaram a escrever mais e melhor. Também aprenderam a pesquisar na Internet e a postar seus conteúdos na rede.

O sucesso da experiência foi tão grande que os seus alunos até já criaram um post na wikipedia. Discutiram, pesquisaram e colaboraram com a maior enciclopédia do mundo. Estão mais confiantes e orgulhosos, pois podem ver seu trabalho ajudando outras pessoas.

Veja o blog do projeto AQUI.
http://portuguesilha.wordpress.com/2008/06/06/verbete-dos-alunos-na-wikipedia/

Veja aqui o post na wikipedia.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tenond%C3%A9_Por%C3%A3

CONHECIMENTO LIVRE

O EEE PC veio com Gnu/Linux, Firefox e OpenOffice instalados, ou seja, com software livre. Logo em seguida, os técnicos de TI da escola quiseram instalar windows nas máquinas. A prof Bianca mostrou a incoerência de usar software de código-fonte fechado em uma escola. Esclareceu que eles deveriam incentivar o uso de software aberto, uma vez que é baseado no compartilhamento do conhecimento tecnológico. Além disso, os jovens técnicos testaram as máquinas e perceberam que o software livre "dava conta" de todas as exigências do processo de ensino e aprendizado. Então, por que utilizar software proprietário? No início da conversa, um dos técnicos ainda falou: "posso ligar para um programa escola aberta da micro$oft e pedir licenças gratuitas". A professora Bianca mostrou que não existe escola aberta com conhecimento fechado. Parabéns ao Ilha de Vera Cruz. Parabéns para a professora Bianca.

ANTROPÓLOGA GABRIELLA COLEMAN FALARÁ SOBRE CONSCIÊNCIA HACKER NA UFRGS

Palestra com a antropóloga Gabriella Coleman, professora da New York University (NYU)

Quando: Sexta-feira, dia 13 de junho, às 9h
Onde: Auditório do ILEA, Campus do Vale - UFRGS
Entrada: Gratuita
Transmissão web: tv.softwarelivre.org


Revoluções Silenciosas:
O Irônico Surgimento do Software Livre e de Código Aberto
e a Construção de uma Consciência Legal Hacker

A palestra oferece uma análise antropológica e histórica do surgimento da comunidade de software livre e de código aberto, procurando mostrar como, ao longo de duas décadas, hackers e entusiastas do software livre garantiram para si um domínio de autonomia legal para a produção de software. Em uma época marcada por profundas transformações no regime de Propriedade Intelectual, a comunidade de software e de código aberto se organiza cultivando uma acentuada consciência das transformações no âmbito legal. O objetivo da palestra é o de demonstrar como e quando se cruzaram as trajetórias parcialmente independentes das transformações nas leis de propriedade intelectual com a consolidação do "movimento" de software livre, para se tornarem histórias inseparáveis voltadas à disputa pelo futuro das tecnologias - especialmente o computador pessoal e a Internet. Com este foco, será discutida uma nova prática social de produção de tecnologia que fornece uma nova visão de mundo insurgente e que desafia as justificativas neoliberais que animam a expansão das leis de propriedade intelectual. Nesta discussão, ao invés de oferecer histórico abrangente, serão apresentados exemplos selecionados da história do movimento de software livre e da globalização das leis de propriedade intelectual, com vistas à caracterização da prática de produção, distribuição e utilização de Software Livre e de Código aberto nos Estados Unidos.



A Palestrante:

Gabriella Coleman é uma antropóloga que estuda o papel do direito e das novas tecnologias na extensão de valores liberais e sustentação de novas formas de ativismo político. Entre 2001-2003 ela conduziu estudo etnográfico sobre hackers primeiramente e sobre o projeto Debian.

Em 2005-2006 ela foi membro do "Center for Cultural Analysis" da Universidade Rutgers e ano passado realizou um pós-doutorado na Universidade de Alberta. Ela está trabalhando no livro "Coding Liberal Freedom: Hacker Pleasure and the Ethics of Free and Open Source Software" e está iniciando um novo projeto sobre o ativismo na internet de sobreviventes de instituições psiquiátricas. Ela já foi premiada com muitos prêmios e recursos para pesquisa, dentre eles o da National Science Foundation, da Woodrow Wilson Foundation e do conselho de Pesquisa em Ciências Sociais.

Saturday, May 24, 2008

NOKIA N810 acessa redes WI-FI


São impressionante as descrições. O Nokia N810 acessa redes Wi-Fi e permite ligações via Skype.
O nome inteiro do aparelho é Nokia N810 Internet Tablet e trabalha com a distribuição OS 2008 Linux baseada no Maemo, projeto de desenvolvimento de software aberto para aparelhos móveis.

Monday, May 05, 2008

BRICOPHONE: INFRA COMUNITÁRIA PARA CELULAR OPEN SOURCE



Publiquei este artigo na coluna raitéqui da Revista A Rede de 18 de Abril de 2008:

Projeto prevê solução de código e hardware abertos, baixo custo e pequeno consumo de energia.
Sérgio Amadeu da Silveira


Há alguns dias atrás, enquanto escrevia no Twitter, recebi um recado do Felipe Fonseca, um dos pioneiros da metarreciclagem no Brasil. Ele me chamava para participar do projeto Bricophone. Felipe momentaneamente está morando na Europa. Segui o link deixado por ele e acabei estudando o projeto. Para minha grata surpresa, descobri que Paulo Hartman, um dos organizadores do Mobilefest é também um dos disseminadores do projeto no Brasil. O projeto Bricophone é uma ação nômade, libertária, baseada nas vastas possibilidades do digital. Nesta coluna, resolvi traduzir as principais partes do projeto e incluir alguns comentários. Sem dúvida, o projeto traz uma grande idéia.

Mas o que é o Bricophone? É um projeto de código e hardware abertos, pensado para um pequeno consumo de energia e baixo custo, voltado para comunidades inferiores a mil pessoas, em regiões distantes. A grande idéia do Bricophone é que ele não necessita de uma infra-estrutura estática, como relés (relays), antenas e centrais de dados. Sua particularidade permite um uso especial de equipamentos de comunicação em áreas pobres, bem como para realizar resgates em áreas afetadas por desastres, e também para o uso em atividades sociais e culturais, como festivais e eventos de massa. Como se trata de um projeto open source, o Bricophone pretende ser construído pelos usuários ou por artesões digitais.

Onde surgiu a idéia? Como ela foi sendo conceitualmente construída? O projeto começou em Paris, no início de 2007, no Centre de Ressources Art Sensitif. A idéia original veio da denúncia e do chamado dos índios da Amazônia que lutam contra os mineradores de ouro, dos professores que protestavam em Oaxaca, dos agricultores que combatiam as minas de cobre no Peru, da organização dos protestos contra o G8 e a OMC, e da necessidade de agir nas diferentes recentes catástrofes naturais, como furacões em áreas tropicais, grandes apagões de energia nos Estados Unidos, terremotos, tsunamis no Oceano Índico, além de em muitas outras zonas em que os direitos humanos e a liberdade de expresssão não são respeitados.

No documento que detalha o projeto, os seus idealizadores avisam que o projeto Bricophone não é uma alternativa para a infra-estrutura regular de celulares, nem um telefone celular open source para carros e redes telemóveis, enfim, não se trata de um Linux-phone project. O Bricophone não é outro projeto de webfone ou celular via IP. É uma técnica, uma política economicamente independente de telefonia móvel, a partir do atual sistema de telefones celulares. A idéia é tentar abrir todas as possibilidades técnicas e éticas de garantia da liberdade de expressão.

Características

O objetivo da infra-estrutura Bricophone é somente a comunicação de voz. Funciona com as novas tecnologias de rede de sensores sem-fio, utilizadas na indústria de equipamentos. As principais características dessas novas tecnologias são as redes Mesh, serem de baixo custo e com consumo de energia extremamente baixo. Estas três características técnicas são a chave das potencialidades do projeto:

• Rede Mesh (ou malha, em português) segue um desenho em que cada ponto pode rotear (encontrar a rota e enviar) informações diretamente para qualquer outro ponto da mesma rede de conexão. O encaminhamento das informações é feito automaticamente, como na internet, através da escolha do melhor caminho entre os dispositivos conectados na rede. Desse modo, uma pequena quantidade de bricophones, não muito distantes uns dos outros, podem automaticamente construir uma rede operacional. Quanto mais bricophones entrarem na área de conexão, mais extensa ficará a rede.

• O Baixo Custo dos chips wireless viabiliza o projeto. Ele permite a conexão de diferentes equipamentos e dispositivos, pontos de acesso, roteadores de sinais e o próprio aparelho bricophone, garantindo as chamadas via internet. O baixo custo aliado à relativa simplicidade do hardware permite que as comunidades de usuários inventem novas possibilidades de uso, tal como se pode observar no projeto Arduino (hardware com sensor e processador que permite criar interfaces artísticas).

• O Baixo Consumo de energia permite a utilização da energia solar, eólica ou energia muscular (dínamo de bicicleta), ou baterias mais ambientalmente amigáveis. Os roteadores de baixo consumo de energia podem ser abastecidos em cima das árvores e de prédios com placas de energia solar ou baterias que podem durar muitos meses.


Evolução

Os primeiros trabalhos técnicos e consultas ocorreram durante 2007, através da rede Bricolabs (www.bricolabs.net). Rob Von Kranenburg realizou vários contatos com desenvolvedores de alta qualidade. Logo aderiram ao projeto: Philippe Langlois, artista do site xlrmx.org, engenheiro de rede e artista; Denis Jaromil, artista do Dyne.org envolvido com a possibilidade de aplicar técnicas Netsukuku no Bricophone; Rama Cosentino, artista de Giss.tv, Hackitectura.net e riereta.net; Cyrille Henry, artista envolvido no Pure Data Community (open source para artistas) e outras personalidades do mundo da cibercultura e da tecno-arte. A coordenação global é dirigida por Jean-Noël Montagné, artista do artsens.org.

Alguns workshops já foram realizados, inclusive em São Paulo, durante o Mobilefest, em novembro de 2007. Como muitos projetos de software aberto e livre, o futuro do Bricophone depende da ação da comunidade e da adesão de hackers, artistas, educadores, estudantes, curiosos, amantes da liberdade e do conhecimento. O projeto continua a crescer, e os próximos passos precisam de apoio, principalmente para:
• desenvolver um website multilíngüe, substituindo o primeiro www.bricophone.org;
• instalar ferramentas de comunicação para a comunidade, como wiki, código repositório, fórum, mailing list;
• realizar workshops de prototipagem em hardware, software e ferramentas, com as comunidades espalhadas em Paris, São Paulo, Bruxelas, Amsterdã, Sheffield, Barcelona, e em todas as cidades em que ativistas e militantes da liberdade de expressão e de conhecimento queiram participar do projeto.

Tuesday, April 22, 2008

RETROCESSO NA BAHIA? GOVERNO FAZ ACORDO PARA EXPANDIR PODER DO EX-MONOPÓLIO?

Enquanto a maior parte dos programas de inclusão digital utilizam software livre, será mesmo verdade que o Governo da Bahia caiu no canto da sereia da micro$oft e assinou um compromisso de retrocesso naquele Estado?

Afetada pelo crescimento do GNU/Linux e da plataforma aberta, a micro$oft buscou oferecer licenças gratuitas para aprisonar os programas educacionais e de inclusão digital a sua plataforma proprietária. O ex-monopólio mundial de software anda até dizendo que aderiu ao open source. Desesperados os dirigentes da empresa de código fechado tentam adquirir o Yahoo para entrar no mundo das redes. No início dos anos 90, Bill Gates dizia que ninguém confiaria em uma rede que não tivesse "dono". Todavia, o desenvolvimento aberto e não-proprietário da Internet frustou os planos monopolistas de Gates e derrotou a micro$oft no mundo das redes. Hoje, a micro$oft aposta em seu lobby para tentar impedir o avanço da plataforma aberta.

Enquanto o Governo do Paraná e de vários outros Estados avançam na inclusão digital com software livre, será mesmo que o governo da Bahia vai se afundar no Vista? Será que eles vão para um software que exige alto processamento, enormes custos de anti-vírus e a elevação do gasto com hardware? Enquanto o governo federal avança na sua política de software livre que levou somente o Banco do Brasil a economizar mais de 50 milhões somente com o OpenOffice, será que algumas autoridades da Bahia se encantaram com o lobby do ex-monopólio mundial de software para desktop?

Será possível? Mas, até mesmo os Democratas em São Paulo recusaram promover a migração do software livre nos telecentros para windows. Todos sabem que inclusão digital com software proprietário é inviável por representar um grande desperdício de recursos escassos. Se for verdade é também irônico. Foi a gestão anterior que implementou na Bahia o projeto de inclusão digital com software livre. Será o PT que irá retirá-lo?

O pior é que se antes as pessoas acreditavam que os empregos estavam em quem sabia windows, hoje todos sabem que faltam profissionais que conheçam open source. Os empregos e oportunidades crescem muito mais no mundo do software livre. Por isso, o ato do Governo da Bahia seria ainda mais lamentável. Estranho estas pessoas "de esquerda" que se dizem favoráveis a socialização de bens materiais e são contra o compartilhamento do conhecimento. É com elas que ex-monopólio conta para tentar articular sua política tacanha de tentar voltar um dia a ser monopólio.

Veja o link com a matéria sobre o acordo do governo da Bahia com a micro$oft.


Veja o primeiro trecho da matéria:
"Salvador - A colaboração mútua para o desenvolvimento de projetos de inclusão digital na Bahia é o ponto principal de um protocolo de intenções que o governador Jaques Wagner e o presidente da Microsoft Brasil, Michel Levy, assinam, nesta quarta-feira (23), às 14h30, na governadoria (CAB)."

THINGS HACKERS DETEST AND AVOID



No sábado, último dia 19 de abril, apresentei no FISL 9.0 algumas idéias sobre a atual conjuntura da rede mundial de computadores. Chamei a exposição de INTERNET SOB ATAQUE: AS TENTATIVAS DE CONTROLE DA REDE E O COMBATE À CULTURA HACKER.

Quando estava preparando o texto reuni uma série de materiais. Um deles é o interessante The Hacker Manifesto, escrito originalmente em 1986 (antes da rede, portanto) pelo The Mentor. Você acessa aqui. Um dos trechos interessantes que encontramos navegando pelo site é este:

Things hackers detest and avoid:

IBM mainframes. Smurfs, Ewoks, and other forms of offensive cuteness. Bureaucracies. Stupid people. Easy listening music. Television (except for cartoons, movies, the old "Star Trek", and the new "Simpsons"). Business suits. Dishonesty. Incompetence. Boredom. COBOL. BASIC. Character-based menu interfaces. Anything Microsoft.

- From the Jargon file (more or less).

Thursday, April 10, 2008

LINK DO TEXTO SOBRE A RELAÇÃO FEDORA-RED HAT


Nosso grande amigo, Rubens Queroz, criador da Dicas-L, hospedou a pesquisa da minha orientanda Eliane Y. Iwasaki. Ela produziu um excelente texto sobre a relação comunidade-empresa no contexto do software livre. Abaixo, seguem o resumo e o link.

Segue o link: http://www.dicas-l.com.br/download/movimento_open_source.pdf


MOVIMENTO OPEN SOURCE: a importância da comunicação e da relação entre empresas e comunidades para o mercado.

RESUMO: Este trabalho tem como objetivo compreender o modelo de produção do software livre, motivações de colaboradores de comunidades open source e sua influência no mercado de TI. Para a realização deste estudo, a internet foi amplamente utilizada como fonte de informações sobre comunidades, mercado de TI, tecnologia e de duas grandes entidades representando empresa e comunidade: Red Hat e Fedora. Complementei esta pesquisa bibliográfica com meus conhecimentos obtidos por meio de participação em palestras e eventos, além do acesso a informações e pessoas dentro das entidades citadas, devido a minha atual posição no departamento de Marketing da empresa Red Hat Brasil. A conclusão obtida a partir dos resultados da pesquisa afirma ou contesta hipóteses levantadas no início do estudo, esclarecendo muitas questões a respeito deste movimento revolucionário e inovador. Pode ainda contribuir para a relação entre empresa e comunidade open source, visando a continuidade e crescimento deste mercado.

Sunday, April 06, 2008

PESQUISA DISCUTE A RELAÇÃO ENTRE EMPRESA E COMUNIDADE (RED HAT-FEDORA).



Eliane Yumi Iwasaki tirou nota 10 (dez) na monografia final que apresentou à Faculdade Cásper Líbero, no Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Marketing. Tive a oportunidade de orientar o seu trabalho que consistiu em uma interessante pesquisa e abordagem sobre a relação entre a comunidade Fedora e a empresa Red Hat. Eliane partiu da hipótese que "o papel das comunidades é essencial para o modelo de negócios 'open source', pois constitui um diferencial competitivo perante concorrência (modelo proprietário)". A apresentação dos resultados de sua pesquisa é concisa e objetiva. Permite esclarecer dúvidas comuns que emergem, principalmente, no mundo empresarial sobre o modelo de negócios de código aberto.

Segue, abaixo, o resumo do texto da Eliane Y. Iwasaki.

MOVIMENTO OPEN SOURCE: a importância da comunicação e da relação entre empresas e comunidades para o mercado.

Este trabalho tem como objetivo compreender o modelo de produção do software livre, motivações de colaboradores de comunidades open source e sua influência no mercado de TI. Para a realização deste estudo, a internet foi amplamente utilizada como fonte de informações sobre comunidades, mercado de TI, tecnologia e de duas grandes entidades representando empresa e comunidade: Red Hat e Fedora. Complementei esta pesquisa bibliográfica com meus conhecimentos obtidos por meio de
participação em palestras e eventos, além do acesso a informações e pessoas dentro das entidades citadas, devido a minha atual posição no departamento de Marketing da empresa Red Hat Brasil. A conclusão obtida a partir dos resultados da pesquisa afirma ou contesta hipóteses levantadas no início do estudo, esclarecendo muitas questões a respeito deste movimento revolucionário e inovador. Pode ainda contribuir para a relação entre empresa e comunidade open source, visando a continuidade e crescimento deste mercado.

Palavras-chave: Internet, Colaboração, Comunicação, Comunidades open source

Tuesday, March 18, 2008

Banco do Brasil rompe modelo proprietário e lança edital que pede conhecimentos sobre ferramentas colaborativas...


O Murilo Barreto, assessor da Diretoria de Tecnologia do Banco do Brasil me enviou um link do Notícias Linux que divulga um edital de concurso público para o BB que pede conhecimentos em software livre. Em mais uma área é quebrada a reserva de mercado dos softwares proprietários.
Leia os itens do edital:

"14.2.1.2 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
CONHECIMENTOS GERAIS DE INFORMÁTICA:
...
2. Ambientes operacionais Windows e Linux.
3. Processador de texto (Word e BrOffice.org Writer)
4. Planilhas eletrônicas (Excel e BrOffice.org Calc)
5. Editor de Apresentações (PowerPoint e BrOffice.org
Impress)
6. Conceitos de tecnologias relacionadas à Internet e Intranet, Navegador Internet (Internet Explorer e Mozilla Firefox)
6. Conceitos de tecnologias e ferramentas de colaboração, correio eletrônico, grupos de discussão, fóruns e wikis."

Veja edital completo em http://www.cespe.unb.br/concursos/BB12008

Wednesday, February 13, 2008

... É TARDE NO CAMPUS pARTY, MAS A MOÇADA DO SOFTWARE LIVRE CONTINUA NA OFICINA...



Quem não gosta de código bom sujeito não é ...
Hackers trabalham pelo prazer de superar desafios...