Acabo de receber a notícia abaixo.
Técnicos norte-americanos não aprovam a tentativa de tornar o Office um padrão.
Leia a matéria que saiu na Computerworld.
Committee Gives Thumbs Down to Open XML
A key U.S. technical standards committee will not endorse Microsoft's Office Open XML document specification.
Computerworld, July 17, 2007
An esoteric but key U.S. technical standards committee decided last week not to endorse Microsoft Corp.'s Office Open XML document specification,increasing the odds that the U.S. will vote gainst approving Open XML as an open standard next month at an ISO standards body meeting.
An endorsement by V1, the technical committee that advises the InterNational Committee for Information Technology Standards (INCITS), which represents the U.S. on this issue in the ISO, would have required a vote of "approval, with comments" from two-thirds of the 26 voting members.
According to a blog by Rob Weir, an IBM employee who is a member of the V1 committee, Open XML failed to gain the necessary votes -- even after multiple motions.
Patrick Durusau, chairman of the V1 committee, and Jennifer Garner, administrator for INCITS's technical advisory group overseeing the U.S. position on Open XML, did not immediately return requests for comments.
According to Weir and other sources, the long-moribund committee has seen an influx of new members in recent months, many of them business partners with Microsoft, such as Mindjet Corp., 3Sharp and Xinnovation Inc.
Voting tended to be split, with newer members voting for approval and older members showing less support for the Open XML proposal, also known as DIS 29500, in its current form.
Open XML's approval as a standard is considered key to helping Microsoft maintain its better than 90 percent share among some half-billion productivity software users worldwide. While Open XML -- which is built into Office 2007 -- is freely licensable by others, Microsoft maintains that it
wants to keep the specification separate from the OpenDocument format in order to speed development of new collaboration features and maintain compatibility with old Microsoft Office documents.
V1 members were charged with evaluating Open XML on its technological merits.
"This is not supposed to be about whether Microsoft is a monster or if OOXML is bad for your kids," said one committee member who declined to be identified. "It's supposed to be: Is this a spec that ISO can be proud of? From a technical point of view, the answer is yes."
Sun Microsystems Inc., largely considered an avowed opponent of Open XML because of its own development and support for the competing, ODF-based StarOffice suite, found itself in the unexpected position of stating its support for ratifying Open XML -- albeit after some changes in the proposal are made.
"We wish to make it completely clear that we support DIS 29500 becoming an ISO Standard and are in complete agreement with its stated purposes of enabling interoperability among different implementations and providing interoperable access to the legacy of Microsoft Office documents," Jon Bosak, a Sun representative to V1, wrote in an e-mail to other committee members over the weekend. "Sun voted No on Approval because it is our expert finding, based on the analysis so far accomplished in V1, that DIS 29500 as presently written is technically incapable of achieving those goals, not because we disagree with the goals or are opposed to an ISO Standard that
would enable them."
"There was no dissension that OOXML should eventually become an ISO standard," said Lynne Price, an XML technology consultant in Castro Valley, Calif. However, the "weird" and "not well-written" rules created confusion, especially among newer members less familiar with the standards process, she said.
In March, the ISO agreed to put Open XML on a fast-track approval process that will see a vote by ISO's 157 member nations. That's despite lingering opposition by representatives from a number of countries who argue that the Open XML proposal conflicts and overlaps with a previously established standard -- ODF -- and is poorly written and technically unsound.
INCITS's Technical Advisory Group (TAG) will choose the U.S. position on Open XML's approval, but it did not submit a comment or contradiction on the U.S.'s behalf.
While Price said that V1's advice "de facto becomes TAG's point of view," another source said it is no slam dunk. TAG, the source said, "has to consider the overall context."
The revelation comes in the last week that the public can send comments to the Massachusetts over its decision to reverse course and endorse Open XML as an open standard fit for governmental use.
Opponents to Open XML have been urging members of the public to send comments to the commonwealth.
According to Andy Updegrove, a Boston lawyer who maintains the ConsortiumInfo.org blog, only 50 comments had been posted as of late last week.
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Friday, July 20, 2007
Monday, June 25, 2007
QUEM GANHA COM PADRÕES ABERTOS
Este artigo foi publicado no jornal Gazeta Mercantil, página 3, de segunda-feira, dia 25 de junho de 2007. Defende que padrões fechados e baseados em patentes são nocivos aos consumidores e à inovação.
QUEM GANHA COM PADRÕES ABERTOS
Sérgio Amadeu da Silveira
Padrões são fundamentais na vida social e econômica. Parafusos, lâmpadas, fios, tubos, torneiras, entre tantos outros exemplos, seguem padrões. A sociedade da informação talvez seja ainda mais dependente de padrões. A própria Internet segue um conjunto de padrões, consolidados em protocolos de comunicação. Tais protocolos contém regras de comunicação que permitem o entendimento entre redes privadas bem diferentes.
Quando padronizamos um produto, em geral, estamos beneficiando a sociedade. Primeiro, passamos a definir a qualidade mínima e os elementos essenciais que um determinado produto deve possuir. Segundo, um padrão permite que exista concorrência entre várias empresas que podem produzir ou prestar serviços respeitando determinações de qualidade e garantindo a compatibilidade de produtos feitos por diferentes companhias.
A teoria econômica permite-nos compreender que existem padrões de fato e de direito. Em muitos segmentos econômicos, os monopólios acabam impondo seus produtos e eles se tornam verdadeiros padrões do mercado. Em outros casos, concorrentes se unem para definir normas para a produção ou desenvolvimento de determinados produtos e serviços. Neste caso temos um padrão de direito. Em muitos casos, os Governos acabam definindo normas para realizar suas compras que acabam induzindo as empresas a assumirem estas exigências como um padrão a ser seguido.
Os economistas Carl Shapiro e Hal Varian, no livro A Economia da Informação, deixam claro que muitas vezes o futuro do mercado e a sobrevivência das empresas dependem dos padrões adotados. Isto levou-os a estudar o que eles denominaram de guerra dos padrões, ou seja, principalmente na economia de redes, as empresas tentam impor o formato, o modelo e as características de seus produtos como a regra básica daquele segmento. É muito conhecida a história das bitolas das estradas de ferro no final do século XIX. Dependendo da largura da bitola adotada você beneficiaria determinadas redes em detrimento de outras e prejudicaria fabricantes que faziam vagões para a bitola que não fosse considerada “fora do padrão”.
Nesse sentido, padrões não são neutros. Sua definição pode permitir a ampliação da competição ou pode reforçar os monopólios, pode ajudar a reduzir as barreiras de entrada no mercado ou aumenta-las, pode incentivar ou bloquear o ritmo das inovações e invenções. É possível obter qualidade técnica com padrões abertos e fechados, ou seja, padrões que são controlados por uma única empresa ou por um grupo fechado de empresas. Todavia, padrões fechados são anti-concorrenciais e tendem a elevar os custos econômicos para os seus consumidores.
O economistas Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de Economia em 2001, e Jason Furman, professor de Economia da Yale University, escreveram no final de 2002, um texto advogando que o monopólio diminui o ritmo das inovações de quatro maneiras. A primeira é a do aumento dos custos da inovação, causada pelo poder monopolista, uma vez que a principal matéria-prima das inovações são os conhecimentos sobre as inovações anteriores, o monopólio consegue bloquear o livre fluxo dos saberes. “E quando se aumenta o custo de um insumo numa atividade, o nível desta atividade cai.”
A segunda está ligada as barreiras de entrada em um campo de negócios. Com a sua elevação os incentivos para inovar diminuem. Além disso, os economistas perceberam que em casos extremos, “se um monopólio se assegurar de que não há ameaça de competição, ele não investirá em inovações.” A terceira maneira está vinculada a idéia de que o monopólio busca impedir a interoperabilidade real de seus produtos com outros possíveis concorrentes. Assim, sua tendência é a de tentar matar toda a inovação fora do seu controle e que seja considerada perigosa a manutenção de seu monopólio. A quarta se relaciona com os incentivos que um monopólio tem para inovar. “Como o monopolista produz menos que o socialmente ótimo, as economias com uma redução no custo de produção são menores do que num mercado competitivo. Também os incentivos para um monopolista patrocinar pesquisas não as levarão ao nível socialmente eficiente. Preferencialmente sua preocupação é inovar apenas no ritmo necessário para afastar a competição, um ritmo marcadamente menor que o socialmente ótimo.”
Por essas razões, se pudermos optar entre um padrão aberto e fechado, devemos obviamente escolher o padrão que melhor garanta a concorrência e a competição. Padrões compostos de elementos patenteados e controlados por um único fornecedor devem ser evitados. Quem se beneficia de padrões abertos? Os consumidores que poderão ter vários fornecedores competindo. Sabemos que quando existe a competição, os preços tendem a ser menores e a qualidade maior. Por isso, os organismos de padronização devem ter todo o rigor para analisar propostas de padrões que trazem definições e modelos que estão sob o controle de monopólios. Padrões devem ser públicos e abertos, devem incentivar a criatividade e a concorrência, isto beneficiará os consumidores. Como alegam os professores Stiglitz e Furman, “a monopolização não ameaça os consumidores apenas pelo aumento dos preços e pela redução da produção, mas também reduz a inovação no longo prazo.”
QUEM GANHA COM PADRÕES ABERTOS
Sérgio Amadeu da Silveira
Padrões são fundamentais na vida social e econômica. Parafusos, lâmpadas, fios, tubos, torneiras, entre tantos outros exemplos, seguem padrões. A sociedade da informação talvez seja ainda mais dependente de padrões. A própria Internet segue um conjunto de padrões, consolidados em protocolos de comunicação. Tais protocolos contém regras de comunicação que permitem o entendimento entre redes privadas bem diferentes.
Quando padronizamos um produto, em geral, estamos beneficiando a sociedade. Primeiro, passamos a definir a qualidade mínima e os elementos essenciais que um determinado produto deve possuir. Segundo, um padrão permite que exista concorrência entre várias empresas que podem produzir ou prestar serviços respeitando determinações de qualidade e garantindo a compatibilidade de produtos feitos por diferentes companhias.
A teoria econômica permite-nos compreender que existem padrões de fato e de direito. Em muitos segmentos econômicos, os monopólios acabam impondo seus produtos e eles se tornam verdadeiros padrões do mercado. Em outros casos, concorrentes se unem para definir normas para a produção ou desenvolvimento de determinados produtos e serviços. Neste caso temos um padrão de direito. Em muitos casos, os Governos acabam definindo normas para realizar suas compras que acabam induzindo as empresas a assumirem estas exigências como um padrão a ser seguido.
Os economistas Carl Shapiro e Hal Varian, no livro A Economia da Informação, deixam claro que muitas vezes o futuro do mercado e a sobrevivência das empresas dependem dos padrões adotados. Isto levou-os a estudar o que eles denominaram de guerra dos padrões, ou seja, principalmente na economia de redes, as empresas tentam impor o formato, o modelo e as características de seus produtos como a regra básica daquele segmento. É muito conhecida a história das bitolas das estradas de ferro no final do século XIX. Dependendo da largura da bitola adotada você beneficiaria determinadas redes em detrimento de outras e prejudicaria fabricantes que faziam vagões para a bitola que não fosse considerada “fora do padrão”.
Nesse sentido, padrões não são neutros. Sua definição pode permitir a ampliação da competição ou pode reforçar os monopólios, pode ajudar a reduzir as barreiras de entrada no mercado ou aumenta-las, pode incentivar ou bloquear o ritmo das inovações e invenções. É possível obter qualidade técnica com padrões abertos e fechados, ou seja, padrões que são controlados por uma única empresa ou por um grupo fechado de empresas. Todavia, padrões fechados são anti-concorrenciais e tendem a elevar os custos econômicos para os seus consumidores.
O economistas Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de Economia em 2001, e Jason Furman, professor de Economia da Yale University, escreveram no final de 2002, um texto advogando que o monopólio diminui o ritmo das inovações de quatro maneiras. A primeira é a do aumento dos custos da inovação, causada pelo poder monopolista, uma vez que a principal matéria-prima das inovações são os conhecimentos sobre as inovações anteriores, o monopólio consegue bloquear o livre fluxo dos saberes. “E quando se aumenta o custo de um insumo numa atividade, o nível desta atividade cai.”
A segunda está ligada as barreiras de entrada em um campo de negócios. Com a sua elevação os incentivos para inovar diminuem. Além disso, os economistas perceberam que em casos extremos, “se um monopólio se assegurar de que não há ameaça de competição, ele não investirá em inovações.” A terceira maneira está vinculada a idéia de que o monopólio busca impedir a interoperabilidade real de seus produtos com outros possíveis concorrentes. Assim, sua tendência é a de tentar matar toda a inovação fora do seu controle e que seja considerada perigosa a manutenção de seu monopólio. A quarta se relaciona com os incentivos que um monopólio tem para inovar. “Como o monopolista produz menos que o socialmente ótimo, as economias com uma redução no custo de produção são menores do que num mercado competitivo. Também os incentivos para um monopolista patrocinar pesquisas não as levarão ao nível socialmente eficiente. Preferencialmente sua preocupação é inovar apenas no ritmo necessário para afastar a competição, um ritmo marcadamente menor que o socialmente ótimo.”
Por essas razões, se pudermos optar entre um padrão aberto e fechado, devemos obviamente escolher o padrão que melhor garanta a concorrência e a competição. Padrões compostos de elementos patenteados e controlados por um único fornecedor devem ser evitados. Quem se beneficia de padrões abertos? Os consumidores que poderão ter vários fornecedores competindo. Sabemos que quando existe a competição, os preços tendem a ser menores e a qualidade maior. Por isso, os organismos de padronização devem ter todo o rigor para analisar propostas de padrões que trazem definições e modelos que estão sob o controle de monopólios. Padrões devem ser públicos e abertos, devem incentivar a criatividade e a concorrência, isto beneficiará os consumidores. Como alegam os professores Stiglitz e Furman, “a monopolização não ameaça os consumidores apenas pelo aumento dos preços e pela redução da produção, mas também reduz a inovação no longo prazo.”
Wednesday, May 16, 2007
ALERTA: ABNT ESTÁ PRESTES A APROVAR PADRÃO DEFENDIDO PELA MICRO$OFT.
Uma guerra está em curso e o seu resultado influenciará milhões de pessoas. Trata-se de uma guerra de padrões. Governos de todo o mundo estão aprovando a preferência pelo uso de formatos abertos para trocar informações e textos. Assim, uma série de instituições passaram a adotar o formato ODF (Open Document Format) para escrever documentos.
Quando temos um padrão aberto o maior beneficiário é a sociedade, pois o texto digitado poderá ser lido independente do software usado para a sua leitura. Ou seja, o padrão aberto permite que as pessoas tenham comunicabilidade total e interoperabilidade plena na troca de documentos. Também permite que tenhamos competição dentro de um padrão. Quanto maior a competição entre os softwares editores de textos, melhor para a sociedade, melhor para os consumidores.
Quem é contra o padrão aberto?
O monopólio mundial de software para desktop. A micro$oft quer impedir que os governos e as empresas passem a adotar o padrão ODF. Como percebeu que não pode combater a idéia de padrão aberto, decidiu conturbar o processo e distorcer o significado do que é um padrão aberto.
A micro$oft abandonou o consórcio que define o padrão ODF e propôs apoiar um outro padrão chamado OpenXML, da ECMA. Este padrão é uma colcha de retalhos aberta, mas muitos de seus componentes são fechados e patenteados.
Como sua estratégia está sendo bombardeada na Europa, a micro$oft quer tentar aprovar seu padrão no Brasil. Depois querem transformar o Brasil em exemplo para influenciar os demais países do mundo. Como pretendem fazer isto? Através da ABNT. A m$ criou um grupo de trabalho na ABNT, financiado por ela com o objetivo de aprovar o OpenXML como um padrão aberto.
A m$ está alocando funcionários e empresas aliadas para participar e controlar este grupo. Tal prática da m$ é bastante conhecida. Basta lembrar que o Chefe de Gabinete da Presidência do Serpro, em 2004, saiu da empresa pública diretamente para integrar os quadros da m$ em Brasília. O objetivo era paralisar o uso de software livre pelo governo federal. Este fato não ocorreria no mercado financeiro, pois lá existe a exigência de quarentena.
Fazer lobby é uma especialidade da empresa que tem recursos sobrando para tal. Por isso, antes que a ABNT, cometa um erro que custará muito caro ao Brasil, alerto a todos que defendem a liberdade de criação e conhecimento que se juntem para denunciar esta tentativa absurda de anular o padrão aberto ODF.
O padrão ODF é livre. Todos os seus componentes são abertos. Ele é de fácil implementação e pode ser usado por qualquer empresa, sem impedimentos nem necessidade de pagamento de royalties.
O padrão OpenXML é composto de vários componentes patenteados ou de propriedade de empresas privadas. É absurdamente complexo, tem mais de 5 mil páginas. Sua adoção não dará nenhuma garantia jurídica e nem permitirá que a evolução de cada componente do padrão seja pública e aberta.
Vamos barrar a tentativa do monopólio mundial de software para desktop de usar o órgão brasileiro de normas técnicas para expandir o seu monopólio de algoritmos.
Escreva para a ABNT
Denuncie a manobra monopolista da m$
Envie um representante da sua empresa ou entidade para participar do grupo da ABNT.
Quando temos um padrão aberto o maior beneficiário é a sociedade, pois o texto digitado poderá ser lido independente do software usado para a sua leitura. Ou seja, o padrão aberto permite que as pessoas tenham comunicabilidade total e interoperabilidade plena na troca de documentos. Também permite que tenhamos competição dentro de um padrão. Quanto maior a competição entre os softwares editores de textos, melhor para a sociedade, melhor para os consumidores.
Quem é contra o padrão aberto?
O monopólio mundial de software para desktop. A micro$oft quer impedir que os governos e as empresas passem a adotar o padrão ODF. Como percebeu que não pode combater a idéia de padrão aberto, decidiu conturbar o processo e distorcer o significado do que é um padrão aberto.
A micro$oft abandonou o consórcio que define o padrão ODF e propôs apoiar um outro padrão chamado OpenXML, da ECMA. Este padrão é uma colcha de retalhos aberta, mas muitos de seus componentes são fechados e patenteados.
Como sua estratégia está sendo bombardeada na Europa, a micro$oft quer tentar aprovar seu padrão no Brasil. Depois querem transformar o Brasil em exemplo para influenciar os demais países do mundo. Como pretendem fazer isto? Através da ABNT. A m$ criou um grupo de trabalho na ABNT, financiado por ela com o objetivo de aprovar o OpenXML como um padrão aberto.
A m$ está alocando funcionários e empresas aliadas para participar e controlar este grupo. Tal prática da m$ é bastante conhecida. Basta lembrar que o Chefe de Gabinete da Presidência do Serpro, em 2004, saiu da empresa pública diretamente para integrar os quadros da m$ em Brasília. O objetivo era paralisar o uso de software livre pelo governo federal. Este fato não ocorreria no mercado financeiro, pois lá existe a exigência de quarentena.
Fazer lobby é uma especialidade da empresa que tem recursos sobrando para tal. Por isso, antes que a ABNT, cometa um erro que custará muito caro ao Brasil, alerto a todos que defendem a liberdade de criação e conhecimento que se juntem para denunciar esta tentativa absurda de anular o padrão aberto ODF.
O padrão ODF é livre. Todos os seus componentes são abertos. Ele é de fácil implementação e pode ser usado por qualquer empresa, sem impedimentos nem necessidade de pagamento de royalties.
O padrão OpenXML é composto de vários componentes patenteados ou de propriedade de empresas privadas. É absurdamente complexo, tem mais de 5 mil páginas. Sua adoção não dará nenhuma garantia jurídica e nem permitirá que a evolução de cada componente do padrão seja pública e aberta.
Vamos barrar a tentativa do monopólio mundial de software para desktop de usar o órgão brasileiro de normas técnicas para expandir o seu monopólio de algoritmos.
Escreva para a ABNT
Denuncie a manobra monopolista da m$
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