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Saturday, November 01, 2008

ANÚNCIO DE EMPRESA DE CELULAR CONTRA BUSH


Quando pesquisava o ativismo em rede me deparei com um anúncio da CREDO MOBILE, uma operadora de celular norte-americana. Eles financiam vários movimentos e causas progressistas. Comecei a ler sobre a história dessa companhia. O anúncio é uma denúncia das outras companhias que financiam as forças conservadoras norte-americanas. CREDO apóia Obama.

Saturday, September 27, 2008

FREEDOM STICK, TOR E A DEFESA DO ANONIMATO NA REDE


As Olimpíadas na China além das maravilhas do esporte e da cultura milenar alertaram o mundo para a realidade de um sistema político autoritário. Não são apenas os monges tibetanos que são reprimidos em suas manifestações de pensamento e religião, muitas etnias, minorias, grupos culturais e associações políticas são impedidos de divergir das autoridades centrais de Pequim. Não existe espaço para a discordância. Lá, o poder sempre está certo. A liberdade das pessoas diante do poder é extremamente limitada. Para apoiar os jornalistas que iriam cobrir as Olimpíadas e para permitir que os chineses pudessem se comunicar sem serem perseguidos é que o Chaos Computer Club, grupo alemão conhecido pela sigla CCC, criou um dispositivo chamado Freedom Stick.

Desde o início da internet, antes da existência dos microcomputadores, quando a rede ainda era um projeto da Agência de Pesquisas Avançadas (ARPA), alguns programadores talentosos influenciados pelos ideais libertários da contracultura norte-americana foram construindo uma comunidade de pessoas altamente capacitadas e fortemente ligadas pelos princípios de compartilhamento do conhecimento e solidariedade. Assim surgiu a comunidade dos hackers. Obviamente, a defesa intransigente da liberdade de criação tecnológica e de expressão não agradavam as grandes corporações. Com sua força econômica e política, estas empresas conseguiram que a maioria da imprensa utilizasse o termo 'hacker' como sinônimo de criminosos e invasores de máquinas. Mas, hackers não são crackers, que buscam obter benefícios ilícitos e pessoais, explorando a ingenuidade alheia ou as falhas de sistemas informacionais. Como afirmou Eric Raymond, autor do famoso livro Catedral e Bazar, os hackers são os responsáveis pela contrução da Internet.

O sociólogo Manuel Castells, autor do livro A Sociedade em Rede, analisa a formação da rede e percebe que a cultura hacker foi decisiva para que o seu funcionamento fosse baseado na liberdade. A ideologia hacker é que proporcionou que na Internet a tarefa de controlar seja mais difícil do que a liberdade de se comunicar. Talvez a característica mais fantástica da rede mundial de computadores é a possibilidade que qualquer pessoa ou grupo competente possui de ir além da criação de conteúdos. As pessoas podem criar novos formatos e novas tecnologias. Se não querem que seu conteúdo transite, você pode inventar um modo que burlar o controle. Isto baneficia algumas atividades ilegítimas e reprováveis, mas o uso quase absoluto das possibilidades de livre criação têm fortalecido práticas saudáveis de liberdade, democracia e colaboração.

Compartilhando seu conhecimento tecnológico com quem necessita fugir do vigilantismo anti-democrático, os hackers alemães reunidos no Caos Computer Club criaram um aplicativo de fácil instalação em máquinas com Linux, FreeBSD ou windows que permite acessar a rede TOR e ultrapassar a "Grande Firewall da China", ou seja, o enorme filtro de mensagens e boqueador de acesso a vários sites mantido pelo governo chinês. Esse aplicativo, denominado Freedom Stick permite que seu usuário consiga acessar um sistema mundial de servidores, executado por voluntários, que impede a identificação da origem dos pacotes de informações que transitam pela Internet, ou seja, garante o anonimato de quem está lutando pela liberdade e combatendo a censura das comunicações. Pode ser baixado no site e portado em um pendrive. Freedom Stick codifica os dados e através de diferentes rotas de servidores dentro da rede Tor, tornando inúteis quaisquer esforços de rastreá-los ou de descobrir sua fonte. Como todos precisam de um endereço IP para anavegar na rede, não era difícil paraa polícia política descobrir o computador de origem de uma determinada mensagem. O aplicativo da rede TOR age como um embaralhador de endereços IP (Internet Protocol).

O Tribunal Constitucional Federal alemão criminaliza o uso de aplicativos TOR o que dificulta o trabalho de voluntários que apóiam os movimentos contras as ditaduras e sistemas políticos totalitários. Björn Pahls, do CCC, afirma que a "censura na China é um sintoma de um estado de vigilância que tem sido apoiado tecnologicamente pelas sociedades ocidentais". Pahls fez um apelo às autoridade alemãs "para parar de penalizar os operadores de servidores da rede Tor. O comportamento das autoridades é altamente prejudicial para as pessoas que vivem submetidas a Estados opressores, suas vidas estão em risco. China é apenas um dos muitos exemplos".

Ian Clarke, nascido em 1977, na Irlanda, criador e programador principal da rede Freenet, deixa claro a importância do anonimato nas redes de comunicação ao afirmar: "Você não pode ter liberdade de expressão, sem a opção de permanecer anônimo. A maioria dos atos de censura é retrospectivo. É geralmente muito mais fácil para a limitar a liberdade de expressão punir aqueles que a exerceram ao invés de impedi-los de fazê-lo em primeiro lugar. A única forma de evitar isto é o anonimato". Por isso, o TOR é fundamental para a liberdade de expressão e criação nas redes. Em seu site principal, , os organizadores do projeto explicam: "Tor é um software que o proteje contra análise de tráfico, uma forma de vigilância que ameaça a liberdade e privacidade, negócios confidenciais e relacionamentos, e a segurança de Estado. Tor proteje você distribuindo sua comunicação através de uma rede de voluntários transmissores ao redor do mundo: isto previne que alguém monitore sua conexão e veja que sítios vocé acessa, e também previne que descubram sua localização física."

Quem está usando TOR? Uma série de entidades de defesas dos direitos humanos, tais como Human Rights Watch; organizações que defendem ou praticam a liberdade de expressão, tais como a Global Voices, um projeto de mídia fundado pela Harvard Law School’s Berkman Center for Internet and Society, e a Eletronic Frontier Foundation, que luta pelas liberdades civis na rede; associações de jornalistas que precisam driblar a censura, como os Repórteres sem Fronteira; blogueiros dissidentes de regimes totalitários, entre tantos outros que lutam pela liberdade dentro e fora do ciberespaço.


* Este texto foi publicado na Revista A Rede, número 40, setembro de 2008.

Sunday, September 14, 2008

PESQUISADORES ESPANHÓIS FORAM CONHECER O LABORATÓRIO DIGITAL DA CADESC, NA CIDADE TIRADENTES.


No seminário Cidadania Digital, promovido pelo Grupo de Pesquisa Comunicação, Tecnologia e Cultura de Rede, do mestrado da Cásper Líbero, o professor Javier Bustamante disse que a inteligência criativa estava na periferia. Fiquei pensando nos vários exemplos que comprovam a tese. No dia seguinte, sábado, 13 de setembro, Javier, da Complutense de Madrid, e Andoni Alonso, da Universidade de Extremadura, foram conhecer um laboratório de multimídia na periferia extrema de São Paulo. Situado na Cidade Tiradentes, Zona Leste, em uma pequena sala da Cadesc, jovens habilidosos criam soluções digitais coordenados pelo ativista João, o grande João da Cadesc. Para nos receber, também estava lá o amigo Cleber Santos, um jovem que começou a frequentar o primeiro telecentro da Cidade Tiradentes, em 2001, e hoje é um programador integrante do movimento do software livre.

CASO DE CENSURA A TWITTER MOSTRA OS RISCOS QUE TEREMOS SE A LEI DE AZEREDO FOR APROVADA SEM A EXCLUSÃO DOS ARTIGOS 285-A, 185-B E 22


Rodrigo Leme me enviou um post dizendo que seria necessário criticar a tentativa dos advogados da petista Luizianne, prefeita de Fortaleza, de bloquear o site twitter Brasil do mesmo modo que critiquei o Senador do PSDB Eduardo Azeredo.

Concordo com o Rodrigo Leme que os advogados da petista fizeram a maior trapalhada ao confundirem o blog Twitter Brasil com o site que hospeda nanoblogs Twitter. Segundo, concordo com o meu amigo João Caribé que diz que o caso demonstra o despreparo da Justiça Eleitoral ao tratar da Internet. Apesar do juiz Emanuel Leite Albuquerque, coordenador da propaganda eleitoral de Fortaleza, negar ter determinado o bloqueio do serviço de microblog Twitter ou do blog Twitter Brasil, o fato é que a blogueira Raquel Camargo foi notificada pelo Poder judiciário brasileiro.

Considero que a prefeita Luizianne tem o direito de solicitar ao Twitter que retire um perfil falso que tenta prejudicá-la. Mas o Judiciário não tem o direito de impedir o acesso às rede sociais, pois estaria violando liberdades fundamentais básicas.

O caso da proibição do Twitter Brasil demonstra os enormes riscos que a Lei Azeredo poderá trazer à liberdade de comunicação em nosso país. Não podemos aceitar que os artigos 285-A, 285-B e 22 se tornem norma legal. Estes artigos, imprecisos, exagerados e mal formulados poderão criminalizar milhares de internautas, anular a comunicação anônima e implantar o vigilantismo na rede. Para isso, basta que um juiz interprete a Lei Azeredo de um modo mais autoritário, mesmo que o atual Ministro da Justiça regulamente os artigos de modo a preservar o máximo de liberdade possível.

Essa questão não é partidária. Por isso, não acuso o PSDB pelo projeto do Azeredo nem o PT pela atitude dos advogados da Luizianne. Precisamos tentar mostrar a maioria das forças partidárias que é preciso garantir a cidadania e a liberdade de comunicação na comunicação em rede, na Internet.

Wednesday, September 10, 2008

HIPERPOLÍTICA E HIPERFILOSOFIA


Andoni Alonso, um dos autores de La Quinta Columna Digital: antritatado comunal de hiperpolítica, ativista do Cibergolem, estará no "Seminário Cidadania Digital: Desafios Globais em Comunicação, Política e Tecnologia" que ocorrerá amanhã, 11 de setembro, e na sexta, dia 12, na Faculdade Cásper Líbero.

Abaixo, segue um trecho da apresentação que Tomás Maldonado escreveu para introduzir La Quinta Columna Digital


"... la hiperpolítica es una política que aspira a convertirse en omnicomprensiva, siendo capaz de filtrarse por todos los intersticios. La política, merced al fomidable poder de conectividad de la red, tendría la potestad de estar presente en todas partes. Ahora bien, aunque esta idea resulta estimulante en un plano ideal, recuerda en exceso las elucubraciones tecnoutópicas que proliferaban en la California de los años setenta. Así sucede, por ejemplo, con la creencia de que el recurso a la electrónica hubiera bastado por sí mismo para favorecer el surgimiento de una «Nueva Atenas», una democracia participativa de masa a escala planetaria. Para ser justos, la posición de Alonso y Arzoz, más allá de incurrir esporádicamente en un ingenuo y algo afectado comunitarismo, no es tan simple. En el fondo, su actitud es más desencantada, más crítica y menos dispuesta a reconocerles a las nuevas tecnologías un papel mesiánico. Como es natural, los autores admiten que las nuevas tecnologías pueden favorecer la vida democrática, pero se oponen a cualquier forma de fanático determinismo tecnológico. En su propuesta a favor de una «hiperpolítica», se otorga a la red un papel importante, pero no tanto como para ver en ella un sustituto de la acción política. A su juicio, la red no es una forma de «hablar de otra forma», de no hablar concretamente de la política concreta, de la política con p minúscula. Es éste un punto crucial, ya que cualquier intento de propiciar una creíble (y plausible) alternativa a la voraz globalización neoliberista hoy en acto ha de asumir como punto de partida el hecho de que los problemas por resolver no son (o no son sólo) tecnológicos, sino siempre, y en primera instancia, estrictamente políticos. Siendo bien conscientes de ello, los autores consideran, con razón, que no existe la posibilidad de una hiperpolítica sin una hiperfilosofía. Por hiperfilosofía se entiende, entre otras cosas, «el método privilegiado y natural para el desarrollo técnico-práctico de la hiperpolítica». Es decir, que la hiperpolítica es vista como una derivación de la hiperfilosofía." (Maldonado)

Monday, September 01, 2008

INTERNET, CONECTIVIDADE, ELEIÇÕES E CIDADANIA...


No mês de julho, Danielle fez esta entrevista comigo para um jornal sindical. Talvez seja útil para o debate da relação comunicação digital-cidadania. Veja:

1. Apesar dos graves problemas de inclusão digital existentes no Brasil, a internet pode ser considerada como o meio de comunicação mais democrático da atualidade?

SA: A penetração da Internet já supera a tiragem dos jornais diários no Brasil. Os telecentros, as lan-houses e os programas de financiamento de computadores aliados a políticas municipais de abertura de sinais wireless gratuitos certamente estão permitindo que a Internete avance em direção a maioria da população excluída. Do ponto de vista democrático, a Internet reduziu os custos de se tornar um falante no espaço público. Além disso, a possibilidade de criar sites, blogs e comunidades de interesse garantem uma maior diversidade de opiniões inexistente no mundo dominado pelos mass media.

2. Qual a verdadeira penetração dos veículos de comunicação digitais alternativos" na formação da opinião pública? Isso tende a aumentar?
SA: No ciberespaço, expressão "veículo alternativo" tem menos sentido que no mundo analógico. Se você observar a soma da audiência de alguns blogs individuais, verá que ela já ultrapassa a visita em sites de grandes jornais tradicionais. Por isso, os grandes portais agragam os blogs ao lado de veículos tradicionais. O que está acontecendo é a mutação do conceito de notícia. Atualmente, a produção da notícia foi democratizada. Eu me informo sobre a campanha do barack Obama diretamente no twitter dele. Se quero acompanhar o que esta acontecendo no mundo da tecnologia da informação tenho que assinar um RSS no slashdot. Quem é alternativo em cobertura da chamada TI, o slashdot ou a CNN? Os intermediários estão perdendo espaço no mundo das redes.

3. Representantes dos movimentos sociais e sindicais acusam a grande imprensa de tentar criminalizar suas ações políticas. Vc concorda com isso? A falta de consciência sobre a importância de uma boa estratégia de comunicação pode contribuir com isso?

SA: A criminalização da questão social é antiga no Brasil. Nos princípios do século XX, o então Presidente Washington Luis já dizia "questão social é caso de Polícia". Revistas como a Veja são boletins de agremiações com interesses materiais concretos. Agem violentamente contra tudo que pode atrapalhar a reprodução do capital de seus arranjos econômicos, principalmente contra os movimentos sociais. Eu nunca vi a Veja atacar a Operadora de Telefonia no Brasil e o modelo de privatização do PSDB, em que o consumidor de banda larga paga por 1 Mega de conexão e só recebe 10% do contratado. Isso não é crime. Acredito que a estratégia seja usar claramente os espaços democráticos do ciberespaço e organizar clusters, conjuntos, de blogs e redes de informação que perpasse também pelas redes sociais. Não acredito em convencer o editor da Veja. Ele não pode ser convencido ele é a voz dos grupos que a revista defende.

4. A internet tornou-se o principal instrumento de exercício do contraditório?

SA: Não tenho a menor dúvida. O que a imprensa tradicional tenta esconder a rede permite disseminar. A credibilidade da rede vem da reputação dos sites e blogs e pessoas. A economia das reputações na rede é muito mais eficiente e severa do que na esfera pública dominada pelo broadcasting.

5. Você considera importante um entidade sindical (ou social) ter um site/portal? Por quê?

SA: Uma entidade que não busca se conectar no ciberespaço com seus associados está completamente fora de sintonia com o cenário comunicacional que vivemos. Recentemente, a alta corte do Reino Unido, a Câmara dos Lordes, abriu um canal de TV permanente no Youtube (www.youtube.com/ukparliament). Imagine que ainda tem dirigente sindical com medo de abrir um blog e ter que responder as críticas da base. Pode esquecer, a comunicação caminha para uma fase participativa. É óbvio que a participação será assimétrica, que uns participam mais do que outros, mas todos caminham para superar a passividade comunicativa. A rede viabiliza isto.

6. Especialmente em função das eleições deste ano temos acompanhado diversas tentativas de "censura" ou "regulamentação" (dependendo do interlocutor) em relação ao conteúdo publicado na internet. Isto é necessário? Quais os riscos e consequências destas intervenções? De quem deve ser o papel de supervisionar abusos e ilegalidades na rede?

SA: Os abusos na rede são repelidos pela própria rede. Precisamos construir uma cidadania no cenário digital e ela pode requerer uma série de regulamentos que se tornem leis nacionais. Mas, a rede é transnacional e descentralizada. Ela requer mais governança que governo, mais participação da sociedade civil do ação burocrática. No caso das eleições, o TSE errou ao querer impedir o uso das redes sociais, do orkut, do youtube, twitter, facebook, listas de discussão, etc, na campanha eleitoral. Tal proibição beneficia o poder econômico, pois retira todas as vantagens equalizadoras da rede. Além de ser de dificil aplicação, serve portanto aos usos arbitrários, e, acaba protegendo os candidatos que temem a interatividade mais do que tudo. As redes digitais exigem interação, elas têm horror ao palanque e a proteção do demagogo.

Saturday, August 30, 2008

GABRIELLA COLEMAN E A ÉTICA HACKER...


Em 2004, conheci um hacker brilhante da comunidade Debian chamado Benjamin Hill. Ele me colocou em contato com o pensamento da antropóloga Gabriella Coleman. Cheguei a trocar uns e-mails com ela e seus textos muito me ajudaram no meu doutorado. Neste ano, ela esteve novamente no Brasil e conseguimos conversar bastante. Tiramos até uma foto.

Gabriella Coleman fez seu doutorado em Antropologia Cultural na Universidade de Chicago, em 2005, onde estudou a cultura hacker e o desenvolvimento do software livre. Hoje, ela é professora assistente no Departamento de Cultura e Comunicação da New York University. Gabriella concluiu seu novo trabalho "Coding Liberal Freedom: Hacker Pleasure and the Ethics of Free and Open Source Software". Gabriella estuda principalmente os novos valores liberais, bem como o papel das novas tecnologias na comunicação e as novas formas de colaboração e de ativismo, entre eles a ação e a ética hacker.

Antes que as mentes obtusas da "comunidade do controle" tentem usar este post contra a luta pela liberdade, gostaria de esclarecer que o termo hacker não é sinônimo de cracker, nem de criminosos. A subcultura hacker está na origem da Internet, do software livre, da web, do P2P e de uma série de grandes invenções e inovações indispensáveis ao avanço da sociedade em rede. A leitura dos textos de Gabriella Coleman ajudaria muito esclarecer a importância da cultura hacker para o desenvolvimento das práticas colaborativas e das tecnologias da inteligência.

Monday, August 25, 2008

DESCONFERÊNCIA DE CIBERATIVISMO EM NOVEMBRO



Em novembro, entre os dias 10 e 13, ocorrerá na PUC de São Paulo, o II Simpósio da ABCIBER (Associação Brasileira de Cibercultura). Teremos inúmeros debates acadêmicos, conferências teóricas e apresentação de pesquisas sobre cibercultura.

O prof. Eugênio Trivinho, presidente da ABCiber, sugeriu que fosse organizado durante o evento um encontro para discutir o ativismo digital e em rede, ou seja, para debater o ciberativismo. Achei a idéia excelente.

Acredito que o melhor é organizarmos uma desconferência, nos dias 11 e 12, reunindo todos que querem discutir o ativismo em redes digitais. Minha sugestão é abrirmos 4 trilhas iniciais de debates, a partir delas, as novas pautas vão sendo inseridas em um quadro organizador. Não existirá posições fixadas de "palestrantes" e "palestrados".

Proponho iniciarmos com 4 temas, com 1 hora de duração inicial:
trilha 1: Blogs, ativismo e politização
trilha 2: Redes da periferia e periferia nas redes
trilha 3: Práticas recombinantes e defesa do compartilhamento
trilha 4: Interfaces do ativismo, sociedade do controle e luta pela liberdade

Esta é uma primeira sugestão. Talvez o melhor seja começar por outros temas ou ainda acrescentar mais trilhas (vinculadas as lutas concretas nas redes). Também acredito que seja importante envolver os gamers que lutam pelo direito às realidades alternativas; o pessoal da metareciclagem; a comunidade de software livre; os praticantes do jornalismo colaborativo, os ativistas da recombinação, fansubbers, fanfics, game modders, e outros cibercombatentes.

Queria saber quem pode ajudar com idéias e também participar da coordenação da desconferência de ciberativismo, em novembro...