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Thursday, September 18, 2008

OPEN COURSEWARE DO MIT EM PORTUGUÊS


Enquanto as mentes proprietárias se preocupam em novos modos de negar acesso ao conhecimento, o mundialmente reconhecido MIT (Massachusetts Institute of Technology) tem aberto seus cursos para toda os internautas. Para isso, o MIT criou o OPENCOURSEWARE(OCW).

OPENCOURSEWARE é um repositório de aulas utilizados em cursos do MIT. Existem aproximadamente 1800 cursos disponíveis contendo: notas de leitura, situações-problema, exercícios de laboratórios, vídeos e apresentações produzidas pelos professores.

O MIT OpenCourseWare está disponível de graça, e não requer nenhum cadastro. Atualmente existem vários cursos que foram traduzidos para o português.

As áreas dos cursos são:

* Aeronautics and Astronautics
* Anthropology
* Architecture
* Biological Engineering
* Biology
* Brain and Cognitive Sciences
* Chemical Engineering
* Civil and Environmental Engineering
* Comparative Media Studies
* Earth, Atmospheric, and Planetary Sciences
* Economics
* Electrical Engineering and Computer Science
* Engineering Systems Division
* Foreign Languages and Literatures
* Health Sciences and Technology
* History

* Linguistics and Philosophy
* Literature
* Materials Science and Engineering
* Mathematics
* Mechanical Engineering
* Media Arts and Sciences
* Music and Theater Arts
* Nuclear Science and Engineering
* Physics
* Political Science
* Science, Technology, and Society
* Sloan School of Management
* Special Programs
* Urban Studies and Planning
* Women's and Gender Studies
* Writing and Humanistic Studies

Friday, July 18, 2008

VEJA O QUE ACONTECERIA COM QUEM BAIXOU O FILME TROPA DE ELITE SE O PROJETO DO AZEREDO FOSSE LEI...


CENA UM
Você está ouvindo o quadro do Caubi & Manuel numa certa manhã na rádio TTN. Começa prestar a atenção no debate e fica sabendo que existe um filme polêmico chamado Tropa de Elite. Manuel afirma que o filme não pode ser chamado de fascista. Mostra a realidade do BOPE e do crime no Rio.

CENA DOIS
Você pensa: que interessante! Vou ao cinema ver este filme. Ao folhear o jornal não encontra nada sobre ele. Será que já saiu de cartaz? Vai a locadora e nada. Comenta com um amigo. O amigo avisa que este filme não entrou em cartaz, mas que todo mundo já viu.

CENA TRÊS
Você pensa: como os caras discutiam no rádio cenas do filme que ainda não está em cartaz, nem nas locadoras?
Logo esquece. Mas ao ligar o computador, lembra de dar uma busca no LimeWire. Ôpa! Lá está o filme.

CENA QUATRO
Começa a baixar o filem Tropa de Elite. Em uma rede P2P, os arquivos que entram em seu computador vão para um diretório específico e ficam a disposição para serem requisitados por outros computadores.

CENA CINCO-A
Você sabe que em uma rede P2P quanto mais computadores tiverem baixado o filme mais rapidamente você poderá baixá-lo. Por que sua máquina tem mais opções para obter pedaços do filme. Como o filme está em arquivos digitais, ele pode ser quebrado em pedaços de informação transformados em dados para trasitar na rede mundial de computadores. Você sabe também que no sistema BiTorrent, a velocidade de download segue a velocidade de upload, ou seja, para baixar rápido os pacotes do filme você precisa subir rápido estes pacotes para outras pessoas que queiram copiá-los.

CENA CINCO-B
Uma rede BitTorrent (um dos protocolos P2P mais usados) transforma todos os computadores em servidores de arquivos. Assim, quando se baixa um filme, os seus pacotes poderão vir de milhares de máquinas que contém o filme. Não há necessidade de um servidor central, não há gargalos. A comunicação é completamente descentralizada.

CENA SEIS
Começa o caso policial. O seu Provedor de Acesso à Internet recebe uma denúncia da Associação Brasileira dos Amigos do Azeredo (ABAA, braço da MPAA e da RIAA) que o filme Tropa de Elite, obtido pelo acesso não-autorizado a um dispositivo restrito de comunicação (Art. 285-A e 285-B), sem autorização do seu legítimo dono, está sendo transferido por centenas de usuários nele inscritos.

CENA SETE
Seu Provedor fica na seguinte situação: Pegar a relação de todos os usuários que utilizaram a rede P2P (o provedor tem como identificar) e passar para a Polícia, livrando a sua barra de qualquer acusação futura OU dizer à ABAA que não tem como saber que tipo de arquivos foram compartilhados nas diversas redes P2P que seus usuários utilizam, portanto a denúncia não é fundamentada.

CENA OITO
Para o seu azar, o diretor do seu provedor é um sujeito medroso e que não está nem aí para o direito das pessoas, para a defesa da privacidade. Enquanto outros provedores dizem Não! a absurda solicitação da ABAA, o seu diz Sim! Para seu azar ainda maior, a ABAA resolve pegar entre os 69 mil nomes de usuários do provedor entregues SIGILOSAMENTE à Polícia (Art. 22) uma amostra de 20 ativos usuários de P2P. Bingo: você é um deles.

CENA NOVE
Não importa que você use a rede P2P principalmente para baixar músicas licenciadas em Creative Commons do site do Jamendo (www.jamendo.com). Não importa. Você entrou na estatística de grande usuário da rede P2P. Não importa que você nunca tenha baixado um filme copyrightado. Não Importa! Não importa que outra boa parte do seu intenso uso de P2P seja devido a TV MIRO, legalmente constituída na Internet sem violação de lei alguma. Não importa!

CENA DEZ
A ABAA, inspirada nas ações exemplares da ABES (Associação Brasileira de Empresas de Software), resolve pedir que as autoridades realizem mandados de busca e apreensão do material obtido ilegalmente e disponibilizado na rede violando os Art. 285-A e 285-B. Um juiz sensibilizado dá o mandado. A Polícia avisa a imprensa e sai em comboio com sirenes ligadas pelas ruas da cidade.

CENA ONZE
Você está em casa, ainda de bermudão, pensando em como resolver aqueles problemas do trabalho quando repentinamente ouve um tumulto na frente de sua humilde casa. Como diria Chico Buarque, "era a dura, numa muito escura viatura, minha nossa santa criatura..." Você até aquele dia, um cidadão limpo, honesto, que não roubava nem em jogo de truco, que nunca participou do esquema do mensalão... agora era um evidente CRIMINOSO!

CENA DOZE
-- Como assim, seu guarda? Quer ver o meu computador?
-- Ver não, ô meliante, viemos aqui levar. É prova de violação do Código Penal. Pode ir se trocar porque terá que nos acompanhar até a Delegacia...

CENA TREZE
Cinco horas depois, o Delegado incumbido do caso declara:
-- Foi encontrado no computador do meliante, o filme Tropa de Elite, subtraído de um HD em uma gravadora do Rio de Janeiro por uma quadrilha que ainda não foi identificada. Isto viola os artigos 285-A e 285-B. Entretanto, não há indícios que tenha sido o meliante que acessou sem autorização aquele dispositivo restrito.
-- Então, Doutor por que o rapaz está detido?
-- Por que ele violou o Artigo 285-B que não permite distribuir na rede material não autorizado ou em desacordo com a autorização do titular do dispositivo ou do sistema informatizado. Positivo?
-- Como ele fazia isto?
-- Ele participava de uma rede BitTorrent e subia pedaços dos arquivos obtidos ilegalmente para outras máquinas. Positivo? Já estamos providenciando a perseguição dos pessoal envolvido.
-- Quantos são?
-- Bom, depende dos dados do provedor. Mas já suspeitamos de milhares... Sem dúvida é a maior quadrilha que já vi atuando. Positivo?

CENA QUATORZE
Seu advogado diz, fique calmo você tem curso superior e é réu primário. Estuda e trabalha. Tem residência fixa e nennhuma passagem pela polícia. No máximo irá cumprir pena de entregar umas cestas básicas... Além disso -- diz o advogado -- você pode dizer que não sabia como funcionava uma rede P2P... Diga que nunca mais irá usá-la...

CENA QUINZE
ASSIM, você e milhares de internautas se tornaram criminosos perigosos. Sem vergonhas! Devem ser perseguidos e enjaulados. "É, mas o problema é que logo vem esse pessoal dos direitos humanos... e arranjam um juiz e soltam vocês. Filhos do cão! Criminosos. Um dia vocês irão pagar por esses CRIMES que envergonham nossa sociedade!!!!

CENA DEZESSEIS
Fim.

TRILHA SONORA

...Tropa de Elite osso duro de roer
pega um, pega geral
e também vai pegar você...

LETREIROS

ESTA história é completamente baseada em fatos que ainda não ocorreram. Portanto, só existe em potência.

INFORMAÇÃO VERÍDICA

O Filme Tropa de Elite foi o maior sucesso de bilheteria do cinema nacional. Ao mesmo tempo, foi o filme brasileiro mais compartilhado em redes P2P.

CONCLUSÃO
Os advogados que defendem o projeto do Azeredo podem afirmar SEM DÚVIDA que as redes P2P não serão criminalizadas?

Sunday, July 13, 2008

POR QUE O PROJETO SOBRE CRIMES NA INTERNET COLOCA EM RISCO A CRIATIVIDADE E AS REDES DE COMPARTILHAMENTO?


As perguntas mais comuns:

1) Porque este projeto é ruim ?
O projeto tem artigos que não são claros. Podem gerar abusos no futuro próximo. Podem gerar interpretações mais duras.
Não podemos concordar com nenhum artigo que coloque em dúvida o direito de cópia e de compartilhamento de dados ou informações.


2) Em que ele afeta a internet como ela é hoje?
Ela abre espaço para intimidar os usuários das redes P2P, permite criminalizar jovens que copiam vídeos de TVs a cabo, músicas de dispositivos de comunicação (CDs, DVDs, i-pods, etc), ela torna a obtenção e transferência de informação em desconformidade com a autorização do titular da rede um ato criminoso. Em seguida, ela obriga os provedores que receberem denúncias de indicíos atos criminosos a entregarem seus usuários para as autoridades, leia-se polícia.

Isoladamente, o artigo 285-B é inaceitável.

"285-B. Obter ou transferir, sem autorização ou em desconformidade com autorização do legítimo titular da rede de computadores,dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, protegidos por expressa restrição de acesso, dado ou informação neles disponível."

Um filme que está em uma "rede de computadores" ou "dispositivo de comunicação", por exemplo, um vídeo que passa pela TV a cabo (protegida por restrição de acesso) e que foi postado no Youtube, se for transferido para uma rede P2P, SERÁ CONSIDERADO CRIME PELA LEI DO SENADOR AZEREDO. Esta possibilidade é o que chamo de criminalização das redes P2P e de uma série de repositórios de vídeos, como Youtube, ou tracker como o Pirate Bay.

Em conjunto, o Art. 285-B e o inciso III do Art. 22 são extremamente perigosos.

O Inciso III do Artigo 22, diz: "III – informar, de maneira sigilosa, à autoridade competente, denúncia da qual tenha tomado conhecimento e que contenha indícios da prática de crime sujeito a acionamento penal público incondicionado, cuja perpetração haja ocorrido no âmbito da rede de computadores sob sua responsabilidade."

Ele impõe uma situação de vigilantismo que deve ser executada pelos provedores. Ele abre um espaço inexistente hoje para que a indústria do copyright acione os provedores contra toda e qualquer rede P2P. Estas associações querem bloquear o P2P. Basta ver o que está acontacendo no mundo. Reuni alguns exemplos em assuntos diferentes, publicados recentemente nos jornais e blogs europeus. Imagine o que poderá ocorrer se os provedores brasileiros estiverem submetidos a obrigação de repassar para a polícia os nomes dos suspeitos de usarem P2P para baixar filmes "protegidos por expressa restrição de acesso", tal como em uma rede de TV a cabo.
Vejam as matérias. Apenas postei um pequeno trecho inicial de cada uma:

Francia inicia el camino para desconectar de Internet a quien realice descargas ilegales.
http://www.elpais.com/articulo/internet/Francia/inicia/camino/desconectar/Internet/quien/realice/descargas/ilegales/elpeputec/20080618elpepunet_8/Tes
El Gobierno francés ha aprobado un proyecto de ley destinado a combatir la piratería en Internet que prevé un mecanismo para convencer a los internautas que realizan descargas ilegales de música o películas de que deben abandonar esta práctica si no quieren enfrentarse a una sanción. El texto, bautizado como Creación e Internet, fue presentado en el Consejo de Ministros por la titular francesa de Cultura, Christine Albanel, quien cree poder reducir los actos de piratería entre un 70 y un 80% gracias a la nueva medida. Para velar por la prevención y la posible sanción de los actos de piratería se creará una Alta autoridad para la difusión de las obras y la protección de los derechos en Internet (Hadopi) integrada por magistrados que tendrán por cometido garantizar la regulación de las medidas técnicas de protección e identificación de las obras protegidas...

Los británicos empiezan a recibir cartas de advertencia contra el uso del P2P
http://www.elpais.com/articulo/internet/britanicos/empiezan/recibir/cartas/advertencia/uso/P2P/elpeputec/20080703elpepunet_4/Tes
El proveedor de acceso a Internet Virgin Media ha enviado 800 cartas advirtiendo a sus clientes que no deberían compartir música a través de los sistemas de intercambio de archivos entre particulares, también conocidos como redes P2P.Esta iniciativa nace de la colaboración con la BPI, la asociación que representa a la industria del disco en el Reino Unido, y forma parte de una campaña de concienciación de 10 semanas puesta en marcha para "educar" a los usuarios acerca de las descargas ilegales de música, según informa BBC News. La BPI ha asegurado que se enviarán miles de cartas más en las próximos meses. Por el momento, el Parlamento británico no ha llegado a tomar ninguna medida que incluya estas advertencias contra los usuarios de redes P2P, pero sí ha impuetso un plazo para que las operadoras y las discográficas lleguen a un acuerdo. La BPI está decidida a que todos los proveedores de Internet se sumen a una medida similar a la de Francia, donde se va a cortar el acceso a Internet a aquellos usuarios que después de tres advertencias no dejen de descargarse archivos ilegales. En Inglaterra, por ahora, sólo lo ha firmado de manera oficial la operadora Virgin Media, quien insiste en el fin educacional de sus cartas, aunque en ellas se habla de posibles acciones legales contra los usuarios.

La música y el cine llaman a la puerta de las operadoras para frenar el P2P
http://www.elpais.com/articulo/internet/musica/cine/llaman/puerta/operadoras/frenar/P2P/elpeputec/20080620elpepunet_1/Tes
La coalición antipiratería, formada por las principales asociaciones sectoriales del cine y la música, ha celebrado durante toda esta semana unas jornadas en las que se ha hecho una fuerte llamada de atención al gobierno, las operadoras de telecomunicaciones y a los ciudadanos para parar la sangría que está suponiendo al mundo cultural las descargas masivas de contenidos protegidos a través de las redes P2P...

Canadá multará con 12.600 euros a quien comparta música a través de programas P2P
http://www.elpais.com/articulo/internet/Canada/multara/12600/euros/quien/comparta/musica/traves/programas/P2P/elpeputec/20080612elpepunet_10/Tes
Los canadienses podrán copiar a sus reproductores de MP3 y ordenadores la música que hayan comprado, pero tendrán prohibido saltarse cualquier limitación digital que la industria pueda aplicar, de acuerdo con la nueva legislación presentada el jueves en el Parlamento de Canadá. La ley, presentada por el ministro de Industria, Jim Prentice, seguiría eximiendo a los proveedores de Internet del pago de multas por las violaciones de los derechos de autor de sus clientes, y sólo les obliga a comunicar las infracciones y no a retirar el material ilegal, como ocurre en Estados Unidos....

Flunking file-swappers: inside the RIAA’s anti-P2P machine
http://arstechnica.com/news.ars/post/20080514-flunking-file-swappers-inside-the-riaas-anti-p2p-machine.htm
Last week, at an EDUCAUSE gathering of campus IT administrators from around the country, one of the topics on everyone's mind was the recent spike in copyright infringement notices from the RIAA over the last month. When one speaker asked how many schools had seen a spike, most hands in the room went up. But how does the RIAA work its diabolical letter-generating magic? In two different ways, it turns out, depending on whether a DMCA takedown notice is issued or whether one of the dreaded "pre-litigation letters" sallies forth to do battle with some college kid's wallet...

Campus copyright battle moves to textbook torrents
http://arstechnica.com/news.ars/post/20080701-campus-copyright-battle-moves-to-textbook-torrents.html
The RIAA's extensive campaign against filesharing has drawn in a lot of individuals, but college campuses have remained a major target of the content owners' legal threats. It's pretty clear that there's significant expertise with filesharing on college campuses, so it shouldn't come as a surprise that this expertise has been put to use with other copyrighted materials. Textbook companies are getting worried about the sharing of their bread-and-butter online, and have started a campaign designed to block the sharing at its source...

Nicolas Sarkozy veut éliminer le Peer to Peer
http://www.infos-du-net.com/actualite/6434-peer-to-peer.html
Alors que les débats ont repris au sujet du fameux projet de loi DADVSI, voici que les avis tranchés repartent de plus belle pour ou contre le Peer to Peer, qui reste la grande cause de tout ce remue-ménage en France. Ainsi, le ministre de l’intérieur Nicolas Sarkozy aurait reçu ce mercredi matin Pascal Nègre, Président d’Universal Music France, Denis Oliviennes, Président de la FNAC, ainsi que les chanteurs Nadiya, Julie Zenatti, Julien Clerc, Enrico Macias et Calogero afin de discuter du piratage et du téléchargement par Peer to Peer...

NBC's Zucker calls for allies in copyright battle
http://bits.blogs.nytimes.com/tag/nbc/
Jeff Zucker, the chief executive of NBC Universal, made a speech this week calling for a massive campaign to fight piracy of copyrighted works. Mr. Zucker was branded as the epitome of mainstream media cluelessness by bloggers, in part because his statements were made the same week that Radiohead, the musical equivalent of NBC’S hit, “Heroes,” decided to sell its latest album by letting fans download it for any price they choose...

Avanza la directiva que permite espiar al usuario en la Red
http://www.elpais.com/articulo/Pantallas/Avanza/directiva/permite/espiar/usuario/Red/elpepirtv/20080708elpepirtv_1/Tes
La comisión de mercado interior del Parlamento Europeo debatió ayer el llamado paquete de telecomunicaciones, la propuesta de directiva que debería estar vigente a partir de 2012, cuando el apagón analógico será una realidad en la UE. El texto es muy complejo, modifica cinco directivas y será votado en sesión plenaria el próximo otoño con las tres enmiendas más polémicas que los grupos de defensa de los derechos digitales denunciaron...



Como podemos notar, Azeredo não quer combater somente a pedofilia, os vírus, os spamers, as intrusões em bancos de dados e o roubo de senhas. Quer prestar um serviço inaceitável para a indústria de copyright contra o compartilhamento de arquivos nas redes.
PARA EVITAR QUALQUER POSSIBILIDADE DE RESTRIÇÃO DAS REDES P2P, PARA IMPEDIR UM ATAQUE A ESSÊNCIA DA CIBRECULTUTA, é preciso derrubar os Artigos 285-A e 285-B, bem como o inciso III do Art. 22.

EM DEFESA DA LIBERDADE DE COMPARTILHAMENTO, CONTRA O DRM E PELO DIREITO AO USO JUSTO DA CÓPIA, é necessário retirar da Lei sobre crimes na Internet, toda e qualquer possibilidade de seu uso para coibir o avanço da cibercultura, da liberdade de expressão e de criação. Por isso, é preciso defender a SUPRESSÃO DOS ARTIGOS 285-A, 285-B e o INCISO III DO ART.22 do projeto de Lei aprovado no Senado.

Friday, July 11, 2008

PELO PRINCÍPIO DA PRECAUÇÃO... PELO DIREITO DE COMPARTILHAR, EM DEFESA DAS REDES P2P


Desculpem-me pela demora na postagem deste texto. Estou em uma pequena vila de Extremadura, Espanha. Aqui, tenho somente um ponto de conexão que é muito lento e existe muita gente querendo usá-lo. Volto sábado para Madrid e terça para o Brasil. André Lemos também está fora do Brasil e isto está dificultando nossa participação mais direta na defesa da liberdade na Internet brasileira.

Quero começar dizendo que o Art. 285-B DO projeto do Azeredo não tem nada a ver com pedofilia.

Tem a ver com a defesa de uma concepção absurda de propriedade sobre as idéias.
Se relaciona diretamente com as redes P2P.

Só quero ver o que alguns Senadores (que se dizem democratas) irão dizer quando os primeiros jovens forem para a cadeia por trocarem MP3. Certamente irão dizer "bem feito", "copiar é crime!"

Infelizmente recebi relatos que uma parte dos Senadores da base do governo aprovaram o projeto do Senador Azeredo. Quando voltar ao Brasil farei uma restrospectiva deste projeto e mostrarei como ele foi amenizado (a assessoria do Mercadante atuou principalmente nesse sentido), pois se dependesse do pensamento original do Azeredo até o anonimato estaria proibido na rede. Por isso, algumas pessoas estão dizendo que nossa mobilização evitou o pior.

Os Senadores que tem sensibilidade democrática devem saber que o medo não é o melhor legislador.

Azeredo trabalhou com a inclusão recente de um artigo sobre pedofilia para pegar a onda na CPI contra esse crime ediondo.
Como poderão perceber, o alvo do artigo abaixo NÃO É A PEDOFILIA.
Basta ver o que foi aprovado como crime:

"285-B. Obter ou transferir, sem autorização ou em desconformidade com autorização do legítimo titular da rede de computadores,dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, protegidos por expressa restrição de acesso, dado ou informação neles disponível."

Talvez os Senadores que apoiaram esta redação não perceberam que ela foi escrita com o objetivo de PROIBIR AS REDES P2P, de CRIMINALIZAR A CÓPIA DE MÚSICAS, VÍDEOS, FOTOS E TEXTOS, ou seja, informações em "DISPOSITIVOS DE COMUNICAÇÃO" (leiam o que Azeredo define como dispositivos). Talvez os Senadores não tenham observado que "obter ou transferir, sem autorização ou em desconformidade com o legítimo titular da rede de computadores, ... informação o dado nele disponível" NÃO TEM NADA A VER COM O COMBATE A PEDOFILIA. Tem a ver com os interesses da MPAA e da RIAA. Tem a ver com a criminalização dos jovens que usam a Internet para traduzir mangas, animes, sem autorização dos "titulares das redes" que os lançaram. Tem a ver com a futura implantação da TV digital no Brasil.

Veja que no momento que lançamos nosso Manifesto a redação do mesmo artigo era esta:
"Art. 285-B. Obter ou transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular, quando exigida:"

A redação APROVADA, com o apoio do governo, foi esta:
"285-B. Obter ou transferir, sem autorização ou em desconformidade com autorização do legítimo titular da rede de computadores,dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, protegidos por expressa restrição de acesso, dado ou informação neles disponível."

Qual a mudança? A redação aprovada NÃO CRMINALIZA A CÓPIA? NÃO PIORA A SITUAÇÃO, uma vez que cria a figura do "legítimo titular da rede de computadores"? Quem é ele? O diretor do Blogspot? Do Flickr? Do Youtube? Terei que tirar meu blog da rede? Por que? Para evitar que as imagens que estão sem autorização do "legítimo titular da rede" de onde copiei me levem a ser denunciado por algum apoiador do Azeredo. Sim, pois basta que ele acione o meu provedor e denuncie. O provedor, agora, na qualidade de polícia privatizada (inciso III do 22), de vigilante, terá que "sigilosamente" me denunciar às autoridades competentes. Na verdade, com o Art. 285-B ficará mais fácil ao apoiador do Azeredo me denunciar diretamente na PF.

CONTRA A INSEGURANÇA JURÍDICA DEVEMOS RECORRER AO PRINCÍPIO DA PREUCAÇÃO:
Quando se trata de restringir direitos e liberdades as leis devem ser claras e objetivas. Não podem deixar dúvidas. Não podem depender da interpretação de assessores, nem dos releases de imprensa.

NÃO PODEMOS CONCORDAR COM TAMANHA INCERTEZA.

POR EXEMPLO, ALGUM SENADOR PODE GARANTIR QUE ESTA REDAÇÃO NÃO É A ANTE-SALA PARA EMBARCAR O DRM NA TV DIGITAL BRASILEIRA?
A Liderança do PT no Senado garante que não acaba de viabilizar a famosa "restrição dos direitos digitais", tão combatida por juristas democráticos em todo o mundo, tal como Lawrence Lessig?

Garante?
Claro que não! Todos sabem que o que vale em uma lei É O TEXTO APROVADO. NÃO É A ENTREVISTA de qualquer Senador dizendo que não teve intenção.

Esta redação evita que funsubbers e funfictions não sejam denunciados por um reacionário qualquer? Garante que eu possa continuar a utilizar uma rede BitTorrent?NE Garante?

CLARO QUE NÃO. NESSE SENTIDO, DEVEMOS UTILIZAR O PRINCÍPIO DA PRECAUÇÃO: NÃO ACEITAMOS REDUZIR A LIBERDADE DE EXPRESSÃO, DE CRIAÇÃO, DE REMIXAGEM, DE USO JUSTO DA CULTURA COMUM.

EM DEFESA DO PRINCÍPIO DA PRECAUÇÃO PRECISAMOS AUMENTAR A PRESSÃO CONTRA O PROJETO DO AZEREDO NA CÂMARA.


OBS: Ah! Outro fator que levou alguns Seandores a votar mais rápido o projeto do Azeredo, foi o medo da crescente mobilização na rede. Nossa petição já é uma das dez maiores do mundo. Imagine se os cibernautas começam a participar da política? ... Bom, acho que mal começamos a debater.

Sunday, July 06, 2008

MANIFESTO EM DEFESA DA LIBERDADE E DO PROGRESSO DO CONHECIMENTO NA INTERNET BRASILEIRA



A Internet ampliou de forma inédita a comunicação humana, permitindo um avanço planetário na maneira de produzir, distribuir e consumir conhecimento, seja ele escrito, imagético ou sonoro. Construída colaborativamente, a rede é uma das maiores expressões da diversidade cultural e da criatividade social do século XX. Descentralizada, a Internet baseia-se na interatividade e na possibilidade de todos tornarem-se produtores e não apenas consumidores de informação, como impera ainda na era das mídias de massa. Na Internet, a liberdade de criação de conteúdos alimenta, e é alimentada, pela liberdade de criação de novos formatos midiáticos, de novos programas, de novas tecnologias, de novas redes sociais. A liberdade é a base da criação do conhecimento. E ela está na base do desenvolvimento e da sobrevivência da Internet.

A Internet é uma rede de redes, sempre em construção e coletiva. Ela é o palco de uma nova cultura humanista que coloca, pela primeira vez, a humanidade perante ela mesma ao oferecer oportunidades reais de comunicação entre os povos. E não falamos do futuro. Estamos falando do presente. Uma realidade com desigualdades regionais, mas planetária em seu crescimento. O uso dos computadores e das redes são hoje incontornáveis, oferecendo oportunidades de trabalho, de educação e de lazer a milhares de brasileiros. Vejam o impacto das redes sociais, dos software livres, do e-mail, da Web, dos fóruns de discussão, dos telefones celulares cada vez mais integrados à Internet. O que vemos na rede é, efetivamente, troca, colaboração, sociabilidade, produção de informação, ebulição cultural.

A Internet requalificou as práticas colaborativas, reunificou as artes e as ciências, superando uma divisão erguida no mundo mecânico da era industrial. A Internet representa, ainda que sempre em potência, a mais nova expressão da liberdade humana. E nós brasileiros sabemos muito bem disso. A Internet oferece uma oportunidade ímpar a países periféricos e emergentes na nova sociedade da informação. Mesmo com todas as desigualdades sociais, nós, brasileiros, somos usuários criativos e expressivos na rede. Basta ver os números (IBOPE/NetRatikng): somos mais de 22 milhões de usuários, em crescimento a cada mês; somos os usuários que mais ficam on-line no mundo: mais de 22h em média por mês. E notem que as categorias que mais crescem são, justamente, "Educação e Carreira", ou seja, acesso a sites educacionais e profissionais. Devemos, assim, estimular o uso e a democratização da Internet no Brasil.

Necessitamos fazer crescer a rede, e não travá-la. Precisamos dar acesso a todos os brasileiros e estimulá-los a produzir conhecimento, cultura, e com isso poder melhorar suas condições de existência. Um projeto de Lei do Senado brasileiro quer bloquear as práticas criativas e atacar a Internet, enrijecendo todas as convenções do direito autoral.

O Substitutivo do Senador Eduardo Azeredo quer bloquear o uso de redes P2P, quer liquidar com o avanço das redes de conexão abertas (Wi-Fi) e quer exigir que todos os provedores de acesso à Internet se tornem delatores de seus usuários, colocando cada um como provável criminoso. É o reino da suspeita, do medo e da quebra da neutralidade da rede. Caso o projeto Substitutivo do Senador Azeredo seja aprovado, milhares de internautas serão transformados, de um dia para outro, em criminosos. Dezenas de atividades criativas serão consideradas criminosas pelo artigo 285-B do projeto em questão. Esse projeto é uma séria ameaça à diversidade da rede, às possibilidades recombinantes, além de instaurar o medo e a vigilância. Se, como diz o projeto de lei, é crime "obter ou transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular, quando exigida", não podemos mais fazer nada na rede. O simples ato de acessar um site já seria um crime por "cópia sem pedir autorização" na memória "viva" (RAM) temporária do computador. Deveríamos considerar todos os browsers ilegais por criarem caches de páginas sem pedir autorização, e sem mesmo avisar aos mais comuns dos usuários que eles estão copiando. Citar um trecho de uma matéria de um jornal ou outra publicação on-line em um blog, também seria crime.

O projeto, se aprovado, colocaria a prática do "blogging" na ilegalidade, bem como as máquinas de busca, já que elas copiam trechos de sites e blogs sem pedir autorização de ninguém! Se formos aplicar uma lei como essa as universidades, teríamos que considerar a ciência como uma atividade criminosa já que ela progride ao "transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado", "sem pedir a autorização dos autores" (citamos, mas não pedimos autorização aos autores para citá-los). Se levarmos o projeto de lei a sério, devemos nos perguntar como poderíamos pensar, criar e difundir conhecimento sem sermos criminosos.

O conhecimento só se dá de forma coletiva e compartilhada. Todo conhecimento se produz coletivamente: estimulado pelos livros que lemos, pelas palestras que assistimos, pelas idéias que nos foram dadas por nossos professores e amigos... Como podemos criar algo que não tenha, de uma forma ou de outra, surgido ou sido transferido por algum "dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular"? Defendemos a liberdade, a inteligência e a troca livre e responsável. Não defendemos o plágio, a cópia indevida ou o roubo de obras. Defendemos a necessidade de garantir a liberdade de troca, o crescimento da criatividade e a expansão do conhecimento no Brasil. Experiências com Software Livres e Creative Commons já demonstraram que isso é possível. Devemos estimular a colaboração e enriquecimento cultural, não o plágio, o roubo e a cópia improdutiva e estagnante. E a Internet é um importante instrumento nesse sentido. Mas esse projeto coloca tudo no mesmo saco. Uso criativo, com respeito ao outro, passa, na Internet, a ser considerado crime.

Projetos como esses prestam um desserviço à sociedade e à cultura brasileiras, travam o desenvolvimento humano e colocam o país definitivamente para debaixo do tapete da história da sociedade da informação no século XXI. Por estas razões nós, abaixo assinados, pesquisadores e professores universitários apelamos aos congressistas brasileiros que rejeitem o projeto Substitutivo do Senador Eduardo Azeredo ao projeto de Lei da Câmara 89/2003, e Projetos de Lei do Senado n. 137/2000, e n. 76/2000, pois atenta contra a liberdade, a criatividade, a privacidade e a disseminação de conhecimento na Internet brasileira.


André Lemos, Prof. Associado da Faculdade de Comunicação da UFBA, Pesquisador 1
do CNPq.

Sérgio Amadeu da Silveira, Professor Titular Faculdade Cásper Líbero, ativista do software livre.

Henrique Antoun, Prof. Associado da Escola de Comunicação da UFRJ, Pesquisador
do CNPq.

Fernanda Bruno, Coordenadora da Linha Tecnologias da Comunicação e Estéticas do PPGCOM/UFRJ.

João Carlos Rebello Caribé, Publicitário e Consultor de negócios em Midias sociais.

Mônica Schieck, Doutoranda PPGCOM / ECO - UFRJ

José Maurício Alves da Silva, Jornalista e Programador Visual

Rogério da Costa, Filósofo, Prof do programa de pós-graduação em Comunicação e Semiótica da PUCSP.

Suely Fragoso, Professora Titular da Unisinos, Pesquisadora CNPq Nível II

Fátima Cristina Regis Martins de Oliveira, Coordenadora Adjunta do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UERJ.

Laan Mendes de Barros, Professor titular da Faculdade Cásper Líbero.

Marcos Palacios, Professor Titular, Faculdade de Comunicação, Universidade Federal da Bahia.

Marta Vieira Caputo - PPGCOM - UNESP - Bauru - SP.

Prof. Dr. Evandro Vieira Ouriques, Coordenador do Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência-NETCCON.ECO.UFRJ e membro do Global Panel do Millennium Project da World Federation of United Nations Associations-WFUNA.

Paulo Carneiro da Cunha Filho, Coordenador do Programa de Pós-graduação em Comunicação da
Universidade Federal de Pernambuco.

Eduardo Freire, Coordenador do Curso de Jornalismo da Unifor.

Simone Pereira de Sá. Prof Adjunta - Dep de Mídia - UFF.

Profa. Regina Gomes, Universidade Católica do Salvador.

Raquel Recuero, Programa de Pós-Graduação em Letras UCPel.

Suzana Oliveira Barbosa, Doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBa e integrante do Grupo de Pesquisa em Jornalismo Online, GJOL/UFBA.

Gerson Luiz Martins, Grupo de Pesquisa em Ciberjornalismo (CIBERJOR/UFMS), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS.

Tattiana Teixeira - Jornalista. Pesquisadora e Professora de Jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Adriana Amaral - Professora Adjunta e Pesquisadora do Mestrado em Comunicação e Linguagens da UTP.

José Carlos Ribeiro - Prof. Associado ao Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

André Olivieri Setaro, Faculdade de Comunicação, Universidade Federal da Bahia.

Sebastião Carlos de Morais Squirra, Universidade Metodista.

Eduardo Meditsch - Universidade Federal de Santa Catarina

Suzy dos Santos, professora da Escola e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFRJ.

Lia da Fonseca Seixas, Doutoranda em gêneros jornalisticos, Universidade Federal da Bahia.

Mirna Tonus, Universidade de Uberaba (UNIUBE)

Thiago de Morais Lins, estudante de Comunicação Social/ Jornalismo UFRJ

Paola Barreto Leblanc - Cineasta e Mestranda do PPG COM / ECO - UFRJ

Helen Amorim, publicitária e economiária

Cristiane de Magalhães Porto, Doutoranda do Programa Multidisciplinar de Cultura Contemporânea da Faculdade de Comunicação - UFBA.

Cláudio Renato Zapalá Rabelo, professor da Unidade de Conhecimento Comunicação Social da Faesa-ES, Novas tecnologias.

Yuri Almeida - Jornalista e pós-graduando na FJA/Ba.

Carlos Alberto Ferreira Lima, Professor da Universidade de Brasília.

Adalci Righi Viggiano, Mestre em Educação Tecnológica - CEFET-MG, Profa. Virtual da UFScar, Profa. do Cefet-MG e Profa. da Newton Paiva Virtual.

Jacques Jules Sonneville - UNEB Universidade do Estado da Bahia.

Marcia Benetti - professora do PPGCOM da UFRGS e diretora científica da SBPJor (Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo)

Francisco José Paoliello Pimenta, Professor Associado II Faculdade de Comunicação da UFJF
Campus de Martelos, Juiz de Fora - MG.

Jan Alyne Barbosa e Silva - UFBA.

Mauro Betti, Universidade Estadual Paulista- Campus de Bauru, Faculdade de Ciências
Departamento de Educaçao Física.

Fabiano Mazzini Bonisem, Prof. das Faculdades Integradas São Pedro - FAESA.

Solimar Garcia. Jornalista e Professora Universitária dos cursos de Gestão da UNIP - São Paulo.

Denise Maria Cogo, Professora do PPG em Comunicação da Unisinos, RS.

Ronaldo Henn - Professor pesquisador do PPG em Comunicação da Unisinos, RS.

Douglas Dantas Cardoso Gardiman - Sindijornalistas/ES

Leôncio Caetano de Farias, Graduando em Ciências Sociais - UFMG, Bolsista PIBIC - CNPq.

Paulo Munhoz, integrante do Gjol grupo de pesquisa em jornalismo on-line da UFBA.

Marcos Alves, Estudante de Jornalismo da Universidade Federal do Espírito Santo.

Macello Santos de Medeiros. Doutorando em Comunicação (FACOM/UFBA) e Professor do Centro Universitário Jorge Amado.

Roberto Abdala Junior, Centro Universitário do Leste de Minas - UnilesteMG, Cel. Fabriciano, Vale do Aço.

Alessandra Carvalho, prof. das Faculdades Integradas S. Pedro, Vitória-ES.

Beatriz Martins, Doutoranda ECA - USP, Pesquisadora do Colabor - USP.

Simone do Vale, Doutoranda ECO/UFRJ.

Erly Vieira Jr - Mestre em Comunicação, Imagem e informação pela UFF, Doutorando em Comunicação e Cultura pela UFRJ, escritor e cineasta.

Brunella de Lima França - Estudante de Jornalismo da Universidade Federal do Espírito Santo

Carla Andrea Schwingel - Doutoranda em Jornalismo Digital e Mestre em Cibercultura pelo Ciberpesquisa - PósCom-UFBA.

Marcelo De Franceschi, Com. Social - Jornalismo Universidade Federal de Santa Maria - RS
Diretório Acadêmico Mario Quintana (DACOM).

Júlio Vitorino Figueroa,
mestrando em Comunicação e Cultura Contemporânea pela Universidade Federal da Bahia.

Josemari Poerschke de Quevedo, Mestradando no PPGCOM UFRGS em Comunicação e Informação.

Rogério Christofoletti, Professor e pesquisador do Mestrado em Educação da Univali (SC).

Maria Lucilia Borges, Mestre e Doutoranda em Comunicação e Semiótica - PUCSP.

Karina Gularte Peres - Graduanda em Jornalismo/UCPel.

Marcos Aurélio Júnior, técnico especializado da webradio Uni-BH, mestrando em Comunicação Social pela UFMG.

Luciana Scuarcialupi, Ação Cultura Digital do Programa Cultura Viva do Ministério da Cultura.

Uirá Porã, Ativista do conhecimento livre.

Graciela Selaimen, Coordenadora executiva do Nupef/Rits - Núcleo de Pesquisa, Estudos e Formação da Rede de Informações para o Terceiro Setor.

José Carlos Ribeiro - Prof. Associado ao Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia (UFBA)

Silvana Louzada - UFF

Carlos Henrique Falci, Professor Adjunto III - PUC Minas; Membro do grupo de pesquisa Comunicação e redes hipermidiáticas do CNPq.

Marcelo Träsel, mestre em Comunicação e Informação, professor-assistente do Faculdade dos Meios de Comunicação Social da PUCRS, consultor em mídias sociais.

Iara Regina Damiani/NEPEF/UFSC

Herberto Peil Mereb Coordenador Organizacional da ONG AMIZ - Unidade de Formação e Capacitação HUmana e Profissional.

Ana Márcia Silva - Universidade Federal de Goiás.

Carlos Frederico de Brito d'Andréa, Universidade Federal de Viçosa.

Prof. Dr. Francisco Laerte Juvêncio Magalhães, Universidade Federal do Piauí

Erik Oliveira.

Paulo Francisco Slomp. Professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Marcos Cavalcanti, Coordenador do Crie - Centro de Referência em Inteligência Empresarial

Fábio Malini - Jornalista e Professor na Universidade Federal do Espírito Santo

Alex Primo - professor do Departamento de Comunicação da UFRGS

Rodrigo José Firmino, Professor em Gestão Urbana, Arquitetura e Urbanismo do Programa de Pós-graduação em Gestão Urbana, Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR.

Bruno Fuser, Coordenador do NP Comunicação para a Cidadania - Intercom.

Sergio Bicudo, Multimeios PUC-SP.

Lilian Starobinas, Doutoranda - FE-USP

Ana Laura Gomes - Senac/SP

Itania Maria Mota Gomes, Doutora, professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura
Contemporâneas/UFBA.

Verônica L. O. Maia, Antropóloga, consultora de projetos culturais e pesquisas.

Adilson Vaz Cabral Filho, Professor adjunto - Universidade Federal Fluminense.

Lylian Coltrinari, Professor Associado/FFLCH-USP.

Aníbal Francisco Alves Bragança, Professor e pesquisador (UFF - CNPq).

Gilberto Pavoni Junior, jornalista.

Marcelo Bolshaw Gomes, jornalista, doutor em ciencias sociais e professor de comunicação da UFRN.


ATENÇÃO - ESTOU ATUALIZANDO AS ASSINATURAS. Quem já deixou a adesão em um post neste blog terá o seu nome incluído no Manifesto. Quem ainda não assinou, por favor siga a sugestão do João Carlos Caribé. Ele propõe que todos passem a assinar o Manifesto no site da petition on-line. Ficará mais fácil para coletarmos os apoios.

Vamos assinar a divulgar PETITIONONLINE/VETO2008
http://www.petitiononline.com/veto2008/petition.html

Monday, June 09, 2008

ADULTOS APRENDEM A ESCREVER NO COMPUTADOR E CRIAM VERBETE NA WIKIPEDIA


ALFABETIZAÇÃO COM COMPUTADORES E COM SOFTWARE LIVRE

A professora Bianca Santana, jornalista pela Cásper Líbero, ativista de redes sociais, acumulou muita experiência no uso das redes digitais em processos de aprendizagem. Como voluntária do projeto de alfabetização de adultos chamado Ilha de Vera Cruz convenceu a instituição a adquirir 9 laptops EEE PC para alavancar o aprendizado dos seus alunos.

Ela percebeu que muitos adultos tinham medo do papel, demonstravam uma certa vergonha de errar e de apagar várias vezes o seu texto. Com o computador, os estudantes passaram a escrever mais e melhor. Também aprenderam a pesquisar na Internet e a postar seus conteúdos na rede.

O sucesso da experiência foi tão grande que os seus alunos até já criaram um post na wikipedia. Discutiram, pesquisaram e colaboraram com a maior enciclopédia do mundo. Estão mais confiantes e orgulhosos, pois podem ver seu trabalho ajudando outras pessoas.

Veja o blog do projeto AQUI.
http://portuguesilha.wordpress.com/2008/06/06/verbete-dos-alunos-na-wikipedia/

Veja aqui o post na wikipedia.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tenond%C3%A9_Por%C3%A3

CONHECIMENTO LIVRE

O EEE PC veio com Gnu/Linux, Firefox e OpenOffice instalados, ou seja, com software livre. Logo em seguida, os técnicos de TI da escola quiseram instalar windows nas máquinas. A prof Bianca mostrou a incoerência de usar software de código-fonte fechado em uma escola. Esclareceu que eles deveriam incentivar o uso de software aberto, uma vez que é baseado no compartilhamento do conhecimento tecnológico. Além disso, os jovens técnicos testaram as máquinas e perceberam que o software livre "dava conta" de todas as exigências do processo de ensino e aprendizado. Então, por que utilizar software proprietário? No início da conversa, um dos técnicos ainda falou: "posso ligar para um programa escola aberta da micro$oft e pedir licenças gratuitas". A professora Bianca mostrou que não existe escola aberta com conhecimento fechado. Parabéns ao Ilha de Vera Cruz. Parabéns para a professora Bianca.

Monday, March 31, 2008

CASO DO LIVRO CIENTÍFICO: PESQUISA MOSTRA APROPRIAÇÃO PRIVADA DO CONHECIMENTO FINANCIADO COM RECURSOS PÚBLICOS.



O GPOPAI (Grupo de Pesquisa Pública de Acesso a Informação), com sede na Universidade de São Paulo, está dedicado "à investigação de temas relacionados à propriedade intelectual com ênfase nos constrangimentos que as atuais regras impõem ao acesso público à informação, à cultura e ao conhecimento". Atualmente é composto pelos professores doutores Jorge Alberto Machado, Pablo Ortellado e Gisele Craveiro, dos cursos de Gestão de Políticas Públicas e Sistemas da Informação da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo e de Alcimar Silva de Queiroz, Cristiana Gonzalez, Eduardo B. Barbosa, Luis E. T. Leon, Rodolfo L. Castanheira, Rodrigo B. de Almeida, Sarah Elizabeth Floriano Machado e Thais Carrança Eduardo.

A pesquisa lançada pelo GPOPAI, na terça-feira, 25 de março, mostrou o elevado subsídio à indústria do livro técnico e científico e grandes limitações de acesso aos conteúdos produzidos com recursos públicos.

Os livros científicos, técnicos e profissionais representam cerca de um
quarto dos títulos editados no Brasil e 20% do faturamento do mercado
editorial.

A pesquisa esclarece, entre outras constatações extremamente relevantes, que "um levantamento realizado em 10 cursos na Universidade de São Paulo mostrou que os custos de aquisição dos livros exigidos num ano comprometeria mais de 90% da renda familiar mensal dos estudantes".

O relatório completo pode ser baixado na Internet:
https://www.gpopai.usp.br/wiki/images/8/8f/Relatorio.pdf

Tuesday, March 18, 2008

Banco do Brasil rompe modelo proprietário e lança edital que pede conhecimentos sobre ferramentas colaborativas...


O Murilo Barreto, assessor da Diretoria de Tecnologia do Banco do Brasil me enviou um link do Notícias Linux que divulga um edital de concurso público para o BB que pede conhecimentos em software livre. Em mais uma área é quebrada a reserva de mercado dos softwares proprietários.
Leia os itens do edital:

"14.2.1.2 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
CONHECIMENTOS GERAIS DE INFORMÁTICA:
...
2. Ambientes operacionais Windows e Linux.
3. Processador de texto (Word e BrOffice.org Writer)
4. Planilhas eletrônicas (Excel e BrOffice.org Calc)
5. Editor de Apresentações (PowerPoint e BrOffice.org
Impress)
6. Conceitos de tecnologias relacionadas à Internet e Intranet, Navegador Internet (Internet Explorer e Mozilla Firefox)
6. Conceitos de tecnologias e ferramentas de colaboração, correio eletrônico, grupos de discussão, fóruns e wikis."

Veja edital completo em http://www.cespe.unb.br/concursos/BB12008

Tuesday, November 27, 2007

SEMINÁRIO DISCUTE LIMITES E RISCOS DA CIÊNCIA NO CAPITALISMO

SEMINÁRIO CIÊNCIA E CAPITALISMO HOJE

O seminário será promovido pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP, e terá como organizadores e participantes:

· Parque de Ciência e Tecnologia (Cientec)
· Associação Filosófica Scientiae Studia
· Grupo de Pesquisa em Política para Acesso à Informação (GPOPAI)
· Grupo de Pesquisa Educação, Ciência & Tecnologia (GPEC&T)
· Coletivo Epidemia
· Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco)
· Sociedade Brasileira de Vigilância de Medicamentos (Sobravime)

Data e local: 28 e 29 de novembro, no Centro Cultural Maria Antonia

Primeiro dia - 28/11/2007

1) Abertura (14:00 - 15:30)
· Sedi Hirano (Pró-Reitor de Cultura e Extensão / USP)
· Pablo Rubén Mariconda (FFLCH / USP, Assessor Técnico de Gabinete/Pró-Reitoria de Cultura e Extensão/USP)
· José Corrêa Leite (FAAP, Epidemia)

2) Mesa sobre tecnologias da informação (16:00 - 18:00)
· Imre Simon (IME / USP)
· Sergio Amadeu (Cásper Líbero)
· Carlos Afonso (RITS, RJ)
· Sérgio Bampi (Instituto de Informática / UFRGS)
Coordenação: Pablo Ortellado (EACH / USP-Leste)

3) Mesa sobre sementes (19:30 - 21:30)
· Diogo Tavares (Embrapa de Sergipe)
· Anderson Santos (Cteme / Unicamp)
· Maurício de Carvalho Ramos (FFLCH / USP)
Coordenação: Marcos Barbosa de Oliveira (FE / USP)

Segundo dia - 29/11/2007
4) Mesa sobre medicamentos (14:00 - 16:00)
· José Ruben de Alcântara Bonfim (Sobravime, SP)
· Renata Reis (Abia, RJ)
· Juliana Vallini (Setor de Cooperação Internacional do Programa de
DST/Aids da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, DF)
Coordenação: José Corrêa Leite (FAAP, Epidemia)

5) Mesa sobre universidade pública (16:30 - 18:30)
· José Luís Garcia (Instituto de Ciências Sociais / Universidade de Lisboa)
· Pablo Ortellado (EACH / USP Leste)
· Sérgio Bampi (Instituto de Informática / UFRGS)
Coordenação: Sylvia Gemignani Garcia (FFLCH / USP)

6) Encerramento (19:30 - 21:00)
· Gabriel Cohn (Diretor da FFLCH/USP)
· Terry Shinn (Maison des Sciences de l’Homme, Directeur de Recherche
CNRS/França)
· José Luís Garcia (Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa)
Coordenação: Pablo Rubén Mariconda (FFLCH / USP, Assessor Técnico de
Gabinete, Pró-Reitoria de Cultura e Extensão/USP)

Monday, June 11, 2007

Propriedade Intelectual e Acesso ao Conhecimento no Brasil

Estarei no seminário da FGV de São Paulo falando sobre software livre. Será nessa quinta-feira. Abaixo toda a programação.

Apresentação

Data: 15 de junho
Horário: 9h00 às 18h30
Local: Auditório Direito GV
Rua Rocha, 233 - Bela Vista


O regime de propriedade intelectual e as formas de acesso ao conhecimento integram o centro de um dos mais importantes debates contemporâneos, guardando íntima relação com a preservação e efetivação de direitos humanos e constitucionais: o debate sobre a manipulação de novos saberes, novas plataformas para disseminação de antigos ou novos saberes e novas apropriações de antigos saberes.

A construção de instituições e cultura políticas capazes de exercer um contraponto ao trancamento do conhecimento em poucas mãos é tarefa de uma artesania que envolve a Academia, os movimentos sociais, atores políticos e entidades financiadoras sensíveis ao problema.

Assim, o presente seminário propõe-se a realizar uma reflexão com esses atores, discutindo o seguinte conteúdo:

§ Software livre
§ Biodiversidade
§ Acesso a medicamentos
§ Cópia de livros
§ Ficha Técnica

Vide programa

Vagas Limitadas
Inscrições Gratuitas
olivia.brandi@fgv.br



Propriedade Intelectual e Acesso ao Conhecimento no Brasil


Programa

08:30 – 09:00 Cadastramento

09:00 – 10:15 Mesa de abertura

Abertura:
Paulo Teixeira - Dep. Federal pelo PT

Alessandro Octaviani - Professor da Direito GV

Oscar Vilhena - Professor da Direito GV

10:15 – 10:30 Intervalo

10:30 – 11:45 Mesa: software livre

Palestrantes:
Sérgio Amadeu – Professor da Cásper Líbero e ex-presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI)

Lívia Sobota - Movimento Software Livre

Mediador: Omar Kaminski - Diretor do Instituto Brasileiro de Política e Direito da Informática (IBDI)

11:45 – 14:00 Intervalo - Almoço

14:00 – 15:15 Mesa: Biodiversidade

Palestrantes:
Alessandro Octaviani – Professor da Direito GV

Fernanda Kaingang - Diretora Executiva do Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual (INBRAPI)

Mediador: Frederico de Almeida - Professor da Direito GV

15:15 – 15:30 Intervalo

15:30 – 16:45 Mesa: Acesso a medicamentos

Palestrantes:
Mônica Guise – Pesquisadora Direito GV

Renata Reis – Coordenadora do Grupo de Trabalho em Propriedade Intelectual da Rede Brasileira pela Integração dos Povos (GTPI/REBRIP)

Mediador: Mário Schapiro - Professor da Direito GV

16:45 – 17:00 Intervalo

17:00 – 18:15 Mesa: Cópia de livro

Palestrantes:
Carolina Rossini – Pesquisadora da Boston University

Julio Cesar Stella - Movimento Copiar Livro é Direito

Mediador: Rafael Vanzella – Professor da Direito GV

18:15 – 18:30 Inscrição para grupos de trabalho e Encerramento