Tuesday, October 09, 2007

EDITORA PERSEU ABRAMO LIBERA 43 LIVROS NA REDE. INCLUSIVE O LIVRO "SOFTWARE LIVRE: A LUTA PELA LIBERDADE DO CONHECIMENTO".

A Editora Perseu Abramo está dando um grande exemplo que deve ser divulgado e parabenizado. Recentemente liberou 43 obras para download na Internet. Algumas obras ainda estão em copyright, mas os autores permitem o seu uso justo, ou seja, garantem que você pode baixar seus livros legalmente para uso individual. Outros livros, como Software Livre: a luta pela liberdade do conhecimento, estão em Creative Commons.

Esta iniciativa chama-se Biblioteca Digital e pode ser acessada no site http://www2.fpa.org.br/portal/modules/news/index.php?storytopic=1699 .

A Editora promete soltar em breve outras publicações na rede. Vamos divulgar e apoiar mais esta grande ação na luta pela cultura livre.

Veja a lista de livros liberados:


Armadilha da dívida, A – Valter Pomar e Reinaldo Gonçalves ©

Bolsa Família – Marco Aurélio Weiissheimer ©

Brasil desempregado, O – Jorge Mattoso ©

Brasil endividado, O – Valter Pomar e Reinaldo Gonçalves ©

Brasil privatizado, O – Aloysio Biondi Creative Commons

Brasil privatizado II, O – Aloysio Biondi Creative Commons

Celso Furtado e o Brasil – Maria da Conceição Tavares (org.) ©

Classes sociais em mudança e a luta pelo socialismo – Francisco de Oliveira, José Genoino e João Pedro Stedile ©

Comércio internacional e desenvolvimento – Kjeld Jakobsen ©

Democratização do Parlamento – Zilah Wendel Abramo e Mila Frati (orgs.) ©

Economia socialista – Paul Singer e João Machado ©

Esperança equilibrista, A – Juarez Guimarães ©

Fórum Social Mundial – José Correa Leite Creative Commons

Globalização e socialismo – Paul Singer, Maria da Conceição Tavares, Emir Sader e Eduardo Jorge ©

Governo e cidadania – Inês Magalhães, Luiz Barreto e Vicente Trevas (orgs.) ©

Governos estaduais: desafios e avanços – Jorge Bittra (org.) ©

Hip Hop: a periferia grita – Janaina Rocha, Patrícia Casseano e Mirella Domenich ©

Instituições políticas no socialismo – Tarso Genro, Edmilson Rodrigues e José Dirceu ©

Josué de Castro e o Brasil – Vários autores ©

Máfia das propinas, A – José Eduardo Cardozo ©

Mapa do trabalho informal – Paul Singer, Marcio Pochmann, Kjeld Jakobsen e Renato Martins ©

Mário Pedrosa e o Brasil – José Castilho Marques Neto (org.) ©

Massacre na Lapa – Pedro Estevam da Rocha Pomar Creative Commons

Modo petista de ação parlamentar, O – Fernando Antonio Nacif, José Cavalli Júnior, Selma Rocha e Zilah Wendel Abramo ©

Mulher e política – Ângela Borba, Nalu Faria e Tatau Godinho (orgs.) ©

Negro e o socialismo, O – Octavio Ianni, Benedita da Silva, Gevanilda Gomes Santos e Luiz Alberto Silva Santos ©

Novos espaços democráticos – Tarso Genro, Antonio Gutiérrez Vegara, Francisco Miguel Fernández Marugán e Jaime Montalvo Correa ©

Olhar sobre o mundo, Um – Kjeld Jakobsen ©

Orçamento participativo e socialismo – Olívio Dutra e Maria Victoria Benevides ©

Patriotas e traidores – Mark Twain ©

Poder local e socialismo – Celso Daniel, Marina Silva, Miguel Rosseto © e Ladislau Dowbor Creative Commons

Previdência social no Brasil, A – Vários autores ©

Rememória – Ricardo de Azevedo e Flamarion Maués (orgs.) ©

Retrato do Brasil, Um – José Prata Araújo ©

Revolução tecnológica, internet e socialismo – Maria Rita Kehl, Bernardo Kucinski, Laymert Garcia dos Santos e Walter Pinheiro ©

Seca e poder – Celso Furtado ©

Segurança Alimentar – Marlene da Rocha (org.) ©

Sindicatos, cooperativas e socialismo – Fernando Haddad, Ricardo Antunes, Gilmar Mauro e Gilmar Carneiro ©

Socialismo e globalização financeira – Reinaldo Gonçalves, Ronald Rocha, Tania Bacelar e João Sayad ©

Socialismo no século XXI – Marco Aurélio Garcia, Juarez Guimarães e Valter Pomar ©

Software livre – Sérgio Amadeu da Silveira Creative Commons

Universidade sitiada – Luiz Carlos de Menezes ©

Versões e ficções – Vários autores ©

Monday, October 08, 2007

COLETIVA DO CAMPUS PARTY AMANHÃ NO IBIRAPUERA

A Campus Party, encontro mundial de tecnologia, conteudo e entretenimento digital, realiza coletiva de imprensa amanha para apresentar a versao brasileira do evento. Está marcada para as 11:30, no Planetario do Parque do Ibirapuera, em Sao Paulo. Estarao presentes na mesa representantes do grupo espanhol E3 Futura, do Governo Federal, do Governo do Estado de SP, da Prefeitura da Cidade de Sao Paulo e do grupo Telefônica. A ediçao brasileira será entre 11 e 18 de fevereiro, no Predio da Bienal. As atraçoes do Campus Party Brasil incluem robôs que conversam e interagem com o público, simuladores em 3a dimensao, programas de software livre destinados a inclusao digital, games de última geraçao e a presença de autoridades mundiais na área da tecnologia e do entretenimento. Sao esperados cerca de 3 mil participantes e 30 mil visitantes

Friday, October 05, 2007

PRIMEIRA REUNIÃO PARA MONTAR COMITÊ EM DEFESA DA LIBERDADE PARA O CONHECIMENTO

A MPAA (associação das empresas de Hollywood) fez uma parceria com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo para doutrinar as crianças brasileiras a partir dos interesses norte-americanos. Vão defender a atual legislação de propriedade intelectual, o acordo da TRIPS, o patenteamento de remédios para AIDS, o controle dos códigos das sementes transgênicas, a defesa da denominada proteção de uma obra intelectual por 95 anos após a morte do autor, ou seja, vão atacar a liberdade de compartilhamento e o espaço adequado para o domínio público.

Para reagir contra estes absurdos, alguns militantes da luta da cultura livre resolveram montar um comitê em defesa da liberdade do conhecimento. Vamos realizar a primeira reunião neste sábado, dia 6/10, às 14 horas, na Acão Educativa, Rua General Jardim 660, São Paulo.

A criatividade depende da liberdade e do compartilhamento.

Tuesday, October 02, 2007

EM PRIMEIRA MÃO: NO AR O BLOG DO CAMPUS PARTY BRASIL


Já está no ar o blog oficial do Campus Party do Brasil:
http://campusparty.com.br/blogoficial/

Marcelo Branco recebeu a confirmação de que o governo federal, tal como a Prefeitura de São Paulo, será apoiador oficial do Campus Party Brasil. Mesmo sendo o primeiro, o evento promete ser grande!

Sunday, September 30, 2007

ARACAJU SEDIOU O II ENCONTRO NORDESTINO DE SOFTWARE LIVRE



LIVRE-SE! Esta foi a mensagem inscrita nas camisetas do pessoal que participou do II Encontro Nordestino de Software Livre. Centenas de pessoas participaram de dezenas de palestras e oficinas. O software livre avança no nordeste...

FLAGRANTE: JULIO NEVES BEBE ÁGUA...


Esta foto inédita foi tirada durante o II Encontro Nordestino de Software Livre que ocorreu em Aracaju. É inacreditável Julio Neves, o homem Shel,também bebe água!

Arapiraca usa software livre...


Fotografei o carro oficial da Prefeitura de Arapiraca. O TUX é o simbolo oficial da Prefeitura. O pessoal veio para o Encontro de Software Livre de Sergipe, em Aracaju.

VEM AÍ GUARULHOS 2.0




Guarulhos organizará o primeiro festival de cultura digital da cidade. Chamará Guarulhos 2.0. Na semana passada, junto com Justino(Secretário de Comunicação), Edmilson (Secretário de Cultura), Bianca Santana e Marcelo Marques, da 4 linux, apresentamos como será o funcionamento do festival para vários órgãos da Prefeitura.

As oficinas de edição de vídeos de bolso, 3D em Blender, audio e blogs começarão na primeira quinzena de outubro.

Reunião para organizar o Campus Party Brasil 2008



O maior evento presencial das comunidades da Internet vai ocorrer pela primeira vez no Brasil. Será em fevereiro no prédio da Bienal, em São Paulo. Durante 7 dias os internautas de várias tribos acamparão ao lado de suas máquinas na maior festa da net. Marcelo Branco é o diretor geral do Campus Party. A foto é da primeira reunião com a equipe de conteúdos para organizar o evento. Em breve as inscrições estarão abertas.

Wednesday, September 26, 2007

SOFTWARE LIVRE NA PERSPECTIVA DE PAULO FREIRE

Neta quarta, dia 26 de setembro, tive a oportunidade de participar da banca de mestrado do Anderson Fernandes de Alencar, na Faculdade de Educação da USP. A dissertação descreveu etnograficamente a migração do Instituto Paulo Freire para o software livre. Fantástico! Alencar foi orientado pelo Prof. Moacir Gadotti. Gilson Schwartz e eu particioaram da banca.

Monday, September 24, 2007

PORQUE LUTAR PELO ESPECTRO ABERTO ou PELO USO COMUM DAS ONDAS DE RÁDIO.



Os governos do mundo têm impedido que as pessoas transmitam livremente suas mensagens usando as ondas de rádio, também conhecidas por ondas eletromagnéticas. Dizem que o espaço por onde estas ondas passam é escasso. Afirmam que o espaço é como uma rua estreita onde só pode passar um carro de cada vez. Este espaço, também conhecido como espectro radioelétrico, é dividido em frequências de transmissão.

No Brasil, a ditadura militar entregou o "filet mignon" dessas frequências de transmissão, por onde passam as ondas do rádio e das TVs, para seus apoiadores, entre eles, a Rede Globo. Ainda durante o regime militar surgiu no país, um movimento que contestava a ocupação anti-democrática do espaço ou espectro radioelétrico, conhecido como movimento das rádios livres que depois veio a ser chamado de rádios comunitárias. Denominadas de "piratas" pelo regime e pelas emissoras oficiais, estas rádios e TVs livres têm sido combatidas até mesmo no governo Lula. Por que?

Exatamente porque, a Anatel e as autoridades governamentais dizem que o espaço por onde passam as ondas de rádio é limitado e escasso. Quando duas transmissões tentam passar pela mesma frequência ocorreria a interferência e ninguém ouviria ou veria mais nada.

Mas, tudo isto que nos dizem sobre o espectro radioelétrico é um engodo.

Com o surgimento de trasnmissores e receptores digitais não existe mais a necessidade de uma única empresa ocupar exclusivamente uma frequência. A tecnologia digital permite evitar a interferência de uma transmissor em todos os outros. O ruído deixa de existir em um cenário digital.

Basta você ver como funcionam os celulares digitais. Quantas vezes não podemos notar dezenas de pessoas atandendo os celulares, ao mesmo tempo, sem nenhuma interferência de uns nos outros. Muitos deles estão usando a mesma frequência. Outro exemplo está nos aeroportos. Note que nos horários de pico, várias pessoas estão conectadas à Internet com seus laptops. Existe, em geral, uma pequena antena que consegue conectar entre 30 e 50 computadores usando a tecnologia wireless, ou seja, de conexão sem fio. Todos eles estão recebendo e enviando sinais usando as mesmas frequências. O download de um não interfere nem no download nem no upload dos outros. A rede pode ficar mais lenta quanto mais laptops se conectam nela, não devido as ondas de rádio, mas exatamente porque o sinal que é enviado pela fibra ótica da empresa telefônica até a antena é baixo.

Rádios digitais são operados por software e são inteligentes. Conseguem separar o sinal do ruído e podem encontrar exatamente seus receptores ou transmissores. Quando uma frequência estiver muito carregada os transmissores digitais podem mudar automaticamente de faixa e os receptores podem acompanhar sem problemas. Esta tecnologia já é empregada em vários locais do planeta e é chamada de Rádio Inteligente ou Rádio Operado por Software.

O que isto significa?

Que podemos lutar efetivamente pela democratização das comunicações. Esta luta passa pela defesa da existência de faixas de frequência no espectro radioelétrico que possam ser públicas, de uso comum, tal como as avenidas e ruas em que todos podem passar.

Não há nenhum impedimento técnico para transformar a ocupação do espectro de "uma área de capitanias hereditárias", de controle dos oligopólios da comunicação, em um espaço de todos que podemos chamar de espectro aberto. O avanço das tecnologias digitais permitem superar a situação em que somente alguns têm o direito de transmitir seus sinais e seus conteúdos pelas ondas do rádio e da TV. O bloqueio é político. As atuais emissoras obviamente não querem a concorrência dos produtores culturais das milhares de comunidades que compõem nossa diversidade cultural.

Um alerta é necessário.

No final do ano, as emissoras iniciarão as transmissões digitais do sinal de televisão. Como quase a totalidade dos brasileiros não possuem receptores de TV digitais, o governo exigiu que as emissoras continuem também as transmissões analógicas. Somente daqui há dez anos as transmissões analógicas serão desativadas. Quando isto acontecer, a pergunta que não quer calar é a seguinte: o que será feito com estas frequências que ficarão livres?

Obviamente, as mega empresas de radiodifusão tentarão continuar sendo dono destas frequências para ampliar seus negócios no cenário digital. Mas, isto é correto? Continuar a ocupação privada do espaço que poderia ser público?

Não! Devemos começar agora a lutar pelo espectro aberto. Queremos o direito de transmitir nossos conteúdos digitais sem intermediários. Tecnlogicamente o espaço radioelétrico pode ser uma espaço comum e uma via pública. Esta é uma luta pela direito real de expressão das nossas comunidades em um mundo digital, em uma sociedade em rede.

A luta pela democratização das comunicações passa agora pela luta pelo espectro aberto!


CICLO ALÉM DAS REDES DE COLABORAÇÃO

IMPERDÍVEL

CICLO DE DEBATES - ALÉM DAS REDES DE COLABORAÇÃO: DIVERSIDADE CULTURAL E TECNOLOGIAS DO PODER

ORGANIZAÇÃO: ASSOCIAÇÃO DE SOFTWARE LIVRE - ASL, CASA DE CINEMA DE PORTO ALEGRE, PSL-RN

CURADORES: SÉRGIO AMADEU DA SILVEIRA, FACULDADE CÁSPER LÍBERO; NELSON PRETTO, FACED-UFBA; GIBA ASSIS BRASIL, CASA DE CINEMA-POA.

ACOMPANHE TUDO PELO BLOG http://rn.softwarelivre.org/alemdasredes/debates/

Programação

Ciclo 1 - PORTO ALEGRE-RS

DIA 15 Politizando as Tecnologias: como as redes reconfiguram a sociedade, a educação e a cultura?
DIA 16 Cultura e Natureza: o que o software tem a ver com os transgênicos?
DIA 17 Convergências: o que códigos tem a ver com música, filmes, jogos e realidades alternativas?
DIA 18 Esfera pública conectada: o que as telecomunicações e a TV Digital tem a ver com o comum?

Datas: 15, 16, 17 E 18 DE OUTUBRO DE 2007.
Local: AUDITÓRIO DA FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL (UFRGS)
Capacidade: 330 PESSOAS

Ciclo 2 - NATAL-RN

DIA 7 O que a educação tem a ver com a autonomia política e tecnológica?
DIA 8 O que o anonimato na rede tem a ver com a democracia e com a biopolítica?
DIA 9 O que a tecno-arte e a cibercultura tem a ver com a estética da multidão?
DIA 10 O que a convergência digital e a TV pública tem a ver com a diversidade cultural?

Datas: 07, 08, 09 E 10 DE NOVEMBRO DE 2007.
Local: AUDITÓRIO PEDRO DE SÁ LEITÃO - CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO RIO GRANDE DO NORTE (CEFET-RN)
Capacidade: 600 PESSOAS

Sunday, September 23, 2007

Programa de Qualificação em Software Livre (PQSL) da Colivre

O Vicente da Cooperativa de Tecnologias da Bahia me enviou a seguinte mensagem:


Visando atender a crescente demanda dos mais diversos setores da
sociedade por qualificação em Software Livre, a Colivre - Cooperativa
de Tecnologias da Bahia - está promovendo, com o apoio da SaferNet
Brasil, o primeiro Programa de Qualificação na Bahia voltado
exclusivamente para softwares livres.

Com mais de 100 horas aula, distribuídas inicialmente em três cursos,
o Programa de Qualificação em Software Livre (PQSL) da Colivre visa
então difundir os softwares livres para os diversos setores da
sociedade, capacitando profissionais e amantes de tecnologia para o
uso e imersão nesse ambiente computacional inovador.

Saiba, no site abaixo, mais informações e como participar! :-)

http://www.colivre.coop.br

LIVRO DE JULIANO SPYER, CONECTADO, DESCREVE DE MODO CLARO AS PRÁTICAS COLABORATIVAS NA REDE.


Conheci Juliano Spyer muito rapidamente quando participava do debate na "casinha", do pessoal do estúdio livre em São Paulo. EU estava coordenando uma oficina para o Minc sobre diversidade cultural no mundo digital. O debate na casinha foi organizado pelo FF e pela Bianca. O juliano apareceu e disse questões bem interessantes.
Ele acaba de lançar um livro chamado "Conectado: o que a Internet fez com você e o que você pode fazer com ela". Com sua experiência de historiador e blogueiro juramentado, Spyer conseguiu produzir um relato e uma reflexão muito clara e abrangente sobre os fenômenos que vem sendo denominados de web 2.0, ou seja, as práticas colaborativas na rede.
Imperdívellll.

Wednesday, September 19, 2007

DEBATE SOBRE INCLUSÃO DIGITAL, HOJE, NO INSTITUTO GOETHE DE SALVADOR.

Será às 19 hs na Av 7 de Setembro 1809. No site da Facom (UFBA) temos uma breve descrição sobre o evento http://www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/ :

"O evento conta com a participação de Gilson Schwartz, coordenador da cidade do Conhecimento, da USP, de Sérgio Amadeu da Silveira, professor da Casper Líbero e um dos responsáveis pela discussão de software livre no Brasil, e de Nelson Pretto, diretor da Faculdade de Eduação da Bahia. A mesa será mediada pela profa. Maria Helena Bonilla, da Faced/UFBa."

NIETZSCHE-DELEUZE: VONTADE DE POTÊNCIA E MÁQUINA DE GUERRA...

Cheguei em Fortaleza no domingo, 16 de setembro. Fui convidado para participar do VIII SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE FILOSOFIA NIETZSCH-DELEUZE que neste ano teve como tema principal "Vontade de Potência, Máquina de Guerra". Assisti a impressioante exposição do Prof. Oswaldo Giacóia Jr (Unicamp) sobre o conceito de vontade de poder em Nietzsch. Foi tão clara quanto complexa. Outra exposição que me impressionou bastante foi a do Prof. Paulo Onetto (UGF-RJ) sobre "a vontade de potência como ferramenta de sismologia cultural".

Minha exposição denominada "redes de aprisionamento e redes de liberação: ambivalências e diversidades", ocorreu na segunda às 18h30. Fiz uma abordagem sociológica sobre o lugar do poder na sociedade em rede.

Fiquei extremamente bem impressionado com o alto nível do simpósio e dos participantes. Descobri um texto do Prof. Sylvio Gadelha Costa (da Universidade Federal do Ceará e um dos organizadores do simpósio), chamado "Educação, políticas de subjetivação e sociedades de controle", que foi publicado na coletânea "Novos Possíveis no Encontro da Psicologia com a Educação". No texto, a abordagem de Sylvio trabalha com a hipótese da mutação das sociedades disciplinares de Foucault para a sociedade de controle. Vale a pena refletir sobre estes conceitos. Considero que o pensamento de Foucault, Guattari e Deleuze é cada vez mais importante como instrumentos críticos da nossa realidade.

Saturday, September 15, 2007

GRAVE: DEPARTAMENTO DE JUSTIÇA DOS EUA DÁ PARECER CONTRA A NEUTRALIDADE NA REDE




O Departamento de Justiça dos Estados Unidos deu parecer a favor das empresas de telecom que querem poder tratar os pacotes de informação que trafegam pela Internet de modo diferenciado. Como alegam ter perdido muito dinheiro com a Voz sobre IP e com outras aplicações como o P2P, as operadoras de telefone e as corporações de Hollywood uniram-se paar aprovar no Congresso norte-americano uma mudança na Lei de Telecomunicações que irá alterar profundamente o modo como conhecemos e usamos a Internet. As operadoras que controlam a infra-estrutura de comunicação quer poder precificar de modo diferenciado os datagramas que trafegam na rede. Quem não pagar para a operadora terá seus pacotes mais lentos. Em alguns casos, as operadoras terão o direito de não deixar passar pacotes que sejam de arquivos que utilizem o BitTorrent. Enfim, querem controlar a rede lógica a partir do controle da rede física. A liberdade dos fluxos informacionais está em risco.
Acompanhem esta batalha no site http://www.savetheinternet.com/





Veja a matéria sobre o parecer do Dep. Justiça:
http://www.freepress.net/news/26093

Wednesday, September 12, 2007

SEMINÁRIO NA USP SOBRE A ESFERA PÚBLICA INTERCONECTADA

Haverá uma sessão sobre os capítulos 6 e 7 do livro Wealth of Networks, de Yochai Benkler. O expositor será o Prof Sergio Amadeu e os comentaristas serão os professores Cicero Araujo (Ciência Política USP) e Eugenio Bucci (um dos autores de Videologias). O seminário ocorrerá das 14h30 às 17 hs, no IEA, prédio da Velha Reitoria.

O Portal da Incubadora Fapesp traz maiores informações: http://won.incubadora.fapesp.br/portal/

EXPOSIÇÃO NA FAAP: RECONFIGURAÇÃO DIGITAL E REDES DE CONVERGÊNCIA

Estarei, hoje, às 19 h na XXX Semana de Comunicação da FAAP (São Paulo,Higienópolis). Farei uma exposição sobre "a reconfiguração digital e as redes de convergência". Falarei sobre as práticas P2p, o espectro aberto e as redes colaborativas de conexão.

Tuesday, September 11, 2007

PIRAÍ BANDALARGUEANDO O BRASIL




Ontem, dia 10 de setembro, em Piraí, o Ministro Gilberto Gil, o Vice-Governador do Rio, Pézão (ex-prefeito da cidade quando ela virou uma cidade digital), Franklin (o cara que junto com a Maria Helena implementaram a banda larga no Município), Claúdio Prado, Ladislaw Dowbor, Carlos Afonso, e muita gente boa, lançaram a idéia de uma campanha pelo bandalargueamento do Brasil. Gil e os ativistas da banda larga visitaram escolas, conheceram o sistema de wireless da cidade, as múltiplas tecnologias utilizadas na cidade e fizeram um grande debate à tarde. À noite Gilberto Gil levantou a galera com um show na praça. O Ministro hacker abriu o show cantando a música banda larga.
Eu iria subir as fotos ontem para o blog, mas minha fonte de energia queimou e meu computador apagou.










Saturday, September 08, 2007

EM PIRAÍ -RJ, GIL LANÇA CAMPANHA PELA BANDALARGA

Nesta segunda-feira, dia 10 de setembro, o Ministro Gilberto Gil estará com dezenas de incentivadores e apoiadores da expansão imediata da banda larga no Brasil, na cidade digital de Piraí, RJ.

Uma série de atividades ocorrerão na cidade. Estarei lá com o Gil, com o Claúdio Prado, Nelson Pretto, Ladislaw Dowbor, Savazoni e com a turma da cultura digital colocando posts no blog. Imperdível.

À noite, o Gil fará um show na praça central de Piraí. É claro que vai tocar sua mais nova canção chamada Bandalarga.

Oh Deus salve o oratório...

"Oh Deus salve o oratório
Oh Deus salve o oratório
Onde Deus fez a morada, oiá, meu Deus
Onde Deus fez a morada, oiá
Onde mora o Calix Bento
Onde mora o Calix Bento"

Essa música era tocada nas congadas na terra da minha mãe, São Sebastião do Paraiso, nas Gerais. É uma composição típica da cultura da nossa terra. O Milton Nascimento gravou. E não há mal nenhum nisso. A música e a letra originalmente são lindas e ninguém sabe quem é o seu autor. A maioria das coisas na nossa música tem uma base comum. São criações que nascem no interior de uma cultura. O samba de um influencia o do outro. O autor específico é o articulador de um arranjo específico das múltiplas influências de uma cultura. A cultura tem uma base comum. Quanto mais livre ela for, mais riqueza, beleza e diversidade ela terá.

Fernando Brant, o Elton John do Brasil é contra o Creative Commons...

Uma pena. O compositor Fernando Brant é uma mente proprietária. Raivoso ataca tudo que prejudica o velho esquema das gravadoras. Com idéias tão anacrônicas como as de Elton John, que recentemente pediu para fechar a Internet na tentativa de evitar que copiassem suas músicas, Brant ataca as práticas colaborativas e o movimento de licenciamento de obras em Creative Commons. Aliado da Globo, Brant considera que a criatividade humana depende exclusivamente do copyright. Desconsiderando a história, Brant esquece que a humanidade cria não porque existe o copyright. As fontes da criação são múltiplas. Brant, que dirige uma associação de músicos, deveria, sim, explicar qual o incentivo terá a cultura de um país com uma lei que impede as obras de irem para domínio público por 50 anos após a morte do autor. Ah! Isso não incomoda o Brant. Talvez porque ele sinta falta de um Brás Cubas na música. O autor defunto produzirá muito nos 50 anos que se encontrará morto? Então qual a lógica dessa proteção? Não seria a imposição da indústria cultural? Que tipo de incentivo à criação que tal aberração visa manter? A quem interessa tamanho enrijecimento das leis de copyright? Não seria um incentivo maior à indústria fonográfica e editorial?

Tuesday, September 04, 2007

MONOPÓLIO PERDE PRIMEIRA BATALHA. AGORA, PRECISAMOS ORGANIZAR A DEFESA DA CONCORRÊNCIA DIANTE DO NOVO ATAQUE EM 2008

A M$ perdeu a votação na ISO. A tentativa de transformar o Office em um padrão internacional fracassou. A comunidade de software livre e as instituições que defendem a liberdade do conhecimento e a concorrência, venceram. Entretanto, a guerra de padrões não acabou.

O Monopólio sabe que precisa impedir que exista concorrência sob um mesmo padrão. Por isso, não irá aderir ao padrão ODF. Irá insistir na aprovação de outro padrão. Se conseguir aprovar na ISO um novo padrão poderá neutralizar a necessidade de interoperabilidade e comunicabilidade plena entre documentos.

Tecnicamente, o padrão OoXML é extremamente frágil. Dificilmente o monopólio irá conseguir melhorá-lo. Contudo, a ação do monopólio não é técnica. Ela utilizará seus lobistas e toda força do seu poder econômico para tentar a aprovação.

Precisamos, agora, discutir com a sociedade dois temas: 1) um padrão não pode ter componentes patenteados e protegidos pelo copyright; 2) a concorrência exige um único padrão aberto. Instituições como o IDEC e movimentos como o INTERVOZES foram importantes na vitória que ocorreu no Brasil, mas serão mais decisivos agora. Eles precisam começar já a sensibilizar suas audiências sobre a importância dessa luta.

Precisamos preparar o movimento de defesa da concorrência e dos padrões abertos.

BRASIL, ÍNDIA, CHINA, ESPANHA, ÁFRICA DO SUL, NOVA ZELÂNDIA, FRANÇA, DINAMARCA E NORUEGA VOTARAM NÃO AO PADRÃO DO MONOPÓLIO.

Ainda não temos o resultado final da votação na ISO, mas fica claro que o único país que tinha interesse real no padrão do monopólio acabou refazendo seu voto de NÃO para SIM. Que país? Os Estados Unidos. O único que lucra efetivamente com o aprisionamento de formatos que a m$ pratica contra a interoperabilidade no mundo.

Veja a notícia abaixo sobre o posicionamento dos países:


Até o fim do domingo haviam votado contra o padrão da Microsoft o Brasil, Índia, China, Espanha, África do Sul, Nova Zelândia, França, Dinamarca e Noruega, e a favor Portugal, Alemanha, Romênia, Hungria e EUA. Itália e Austrália se abstiveram e a Suécia teve seu voto invalidado depois que veio a público a notícia de que um funcionário da Microsoft ofereceu vantagens em troca de votos favoráveis ao formato. Ao todo, 39 países estão entre os membros do JTC1 e 36 entre os membros da subcomissão SC 34 com direito a voto. Portanto, muita água ainda vai rolar por baixo da ponte. Da Redação

http://www.tiinside.com.br/Filtro.asp?C=265&ID=77758

Monday, September 03, 2007

MONOPÓLIO É DERROTADO NA FRANÇA MAS REVERTE VOTAÇÃO NOS EUA...

... IMAGINE como!!! A m$ está jogando tudo. Entretanto, seus recursos não são eficientes diante de uma análise técnica, nem econômica. A defesa da concorrência requer a competição de produtos sob um mesmo padrão. Leia a matéria abaixo que saiu na Computerworld:


França diz 'não' e Austrália se abstém na votação do OpenXML
(http://computerworld.uol.com.br/mercado/2007/09/03/idgnoticia.2007-09-03.0228369377)
Por COMPUTERWORLD
Publicada em 03 de setembro de 2007 - 12h44
Atualizada em 03 de setembro de 2007 - 14h47

País europeu se une ao Brasil e à China na rejeição do formato proposto pela Microsoft. Resultado da votação deve ser divulgado nesta quarta-feira (04/09).

A França decidiu votar contra a adoção do formato de documentos OpenXML como padrão internacional, enquanto a Austrália decidiu se abster do processo de votação.

Leia também:
Microsoft admite que empregado ofereceu 'estímulos' em troca de votos para o OpenXML
Voto da Suécia para o OpenXML é declarado inválido

A Microsoft propõs que o OpenXML seja o padrão internacional no ano passado para a organização Ecma, estabelecendo o caminho para que o formato de arquivos passe também na International Organization for Standardization (ISO).

Caso algum outro país além da França, Brasil e China decida votar contra o formato e ele não consiga a aprovação necessária, a Microsoft poderá perder parte da receita do lucrativo mercado governamental.

Um grande número de governantes, preocupados com a necessidadade de acessar arquivos eletrônicos em formatos proprietários, tem determinado a preferência por padrões abertos.

A French Association for Standardization (Afnor) anunciou hoje (03/09) que encaminhou seu voto contrário ao OpenXML à ISO, que recolheu as decisões dos países membros ontem.

O órgão internacional ainda está no processo de contagem dos votos encaminhados e deverá anunciar o resultado amanhã.

Sunday, September 02, 2007

Faculdade reúne jornalistas e alunos para discutir mídia

Texto retirado do site http://www.facasper.com.br/jo/notas.php?id_nota=457

Nos dias 4 e 5 de setembro, a Coordenadoria de Jornalismo, em parceria com o Centro Acadêmico Vladimir Herzog, realizará a Semana de Jornalismo 2007 da Faculdade Cásper Líbero.

Durante os dois dias serão discutidos assuntos sobre os temas do jornalismo atual, como TV pública, TV digital e webjornalismo.

Entre os convidados já confirmados estão Bernardo Kucinski (jornalista e professor da USP), José Arbex (jornalista e professor da PUC-SP), Raimundo Pereira (da revista Retratos do Brasil), Hamilton Octávio de Souza (jornalista e professor da PUC-SP) e Thomas Souto Corrêa (vice-presidente do grupo Abril).

Os debates e palestras ocorrerão nos períodos matutino e noturno, no horário das aulas. O Site de Jornalismo convoca colaboradores para a cobertura do evento. Os interessados deverão enviar um e-mail para sitejo@facasper.com.br, com nome, turma, telefone e mesa que gostariam de cobrir.

Confira a programação completa da Semana de Jornalismo:

Terça feira – 04/09
8 às 9:15
Abertura: Luis Edgar de Andrade (ex-jornalista da Globo, participou da implantação do Jornal Nacional e foi correspondente de guerra)

9:30 às 11:30
Debate: TVs pública e digital
Debatedores: Paulo Roberto Leandro (diretor de Jornalismo da TV Cultura), Almir Almas (professor da ECA/USP), João Brant (membro do Intervozes)
Mediador: Pedro Ortiz

19:00 às 20:15
Abertura: Fábio Santos (diretor de redação do Destak)

20:30 às 22:30
Debate: Papel político e função social da mídia
Debatedores: Bernardo Kucinski (professor da ECA/USP), José Arbex (professor da PUC), Raimundo Pereira (editor da revista Retratos do Brasil)
Mediador: Gilberto Maringoni

Quarta feira – 05/09
8 às 9:15
Abertura: Agostinho Teixeira (repórter investigativo da rádio Bandeirantes)

9:30 às 11:30
Debate: Novas Mídias e tecnologias
Debatedores: Sérgio Amadeu (professor da Cásper Líbero), Caique Santana Severo (diretor editorial do iG), Henrique Parra (Unicamp e Centro de Mídia Independente), Tereza Rangel (ombudsman do UOL)
Mediador: Caio Túlio Costa

19:00 às 20:15
Abertura: Thomaz Souto Corrêa (vice-presidente editorial da Abril)

20:30 às 22:30
Debate: O papel do curso de jornalismo
Debatedores: Carlos Costa (professor da Cásper Líbero), Hamilton Octávio de Souza (professor da PUC), Coelho Sobrinho (professor da ECA)
Mediador: Igor Fuser

Friday, August 31, 2007

MONOPÓLIO PROMETEU COMPENSAÇÕES PARA PARCEIROS QUE VOTASSEM FAVORÁVEIS AO OPEN XML.

A matéria abaixo, publicada no Inside, serve como alerta para todos aqueles que ainda não perceberam que os padrões e protocolos carregam decisões econômicas e muitas vezes políticas. Se o lobby da micro$oft tivesse funcionado no Brasil, eles diriam que a decisão da ABNT teria sido "técnica" e que os críticos seriam "ideológicos".

Microsoft admite que funcionário fez oferta a parceiros em troca de votos para OpenXML
Quinta-feira, 30 de Agosto de 2007, 20h21

A Microsoft admitiu que um funcionário de sua subsidiária sueca ofereceu compensações financeiras por meio de “contribuições em marketing” a parceiros que votassem a favor do formato de documento OpenXML durante reunião da SIS, órgão de padronização daquele país, que votará no encontro da Industry Standard Organization (ISO), no dia 2 de setembro, para definir o padrão para esse tipo de sistema. O órgão, que representa a Suécia na ISO, decidiu que votará a favor do OpenXML.

A empresa afirmou, entretanto, que oferta foi rapidamente retirada e não teve impacto na votação realizada no domingo passado (26/8) pela SIS. Blogueiros, entretanto, que exigiram estar presentes no encontro, relataram que mais de 20 companhias apareceram na reunião nos minutos finais com a única intenção de votar a favor do OpenXML, de acordo com notícias publicadas pela revista sueca Computer Sweden e o jornal americano Washington Post.

Segundo um dos relatos, a única exigência da SIS para aceitar novos membros é o pagamento de uma taxa de US$ 2,5 mil. A grande maioria das empresas que se uniram a SIS no último momento para votar, segundo esses blogueiros, era de parceiros certificados Microsoft.

PUBLICADO NO SITE:
http://www.tiinside.com.br/Filtro.asp?C=265&ID=77670

Wednesday, August 29, 2007

SUSPENSO O PREGÃO DE LICENÇAS DO OFFICE

Boa notícia: Suspenso Pregão da Receita Federal
29/Aug - 10:50
Enviado por Redação PSL-Brasil

Encerrrou-se neste instante a reunião entre o Secretário-Executivo do Ministério da Fazenda, o Presidente do Serpro e o Secretario da REceita Federal responsável pela Tecnologia de Informação e Segurança. Segundo Marcos Mazoni, agora foi decidido a suspensão do pregão Pregão Presencial RFB/COPOL 19/2007. e abertura de um prazo de uma semana para que a Receita Federal e o Serpro apresentem uma proposta alternativa afim de atender a orientação estratégica de uso de software livre.

É PRECISO ACIONAR O TCU CONTRA O DESPERDÍCIO DE 40 MILHÕES EM LICENÇAS OFFICE

A Receita Federal quer adquirir 40 mil licenças do Office. Eu já havia previsto que a única forma do monopólio viabilizar seus produtos é através do aprisionamento do Estado, seu maior comprador individual. O próximo passo será vender o VISTA, que precisa de grandes compras para viabilizar-se. O grande comprador é o Estado. Não é por menos que a M$ tem um escritório de lobby em Brasília que conta com ex-funcionários públicos.

A compra de licenças da suite de escritório Office é desnecessária diante da existência do Office Br, ou seja, do Open Office. Mesmo que fosse necessário desenvolver algumas novas funcionalidades e aplicações para superar aprisionamentos existentes nos sistemas desenvolvidos no interior da Receita Federal (vinculados ao Office), seria mais econômico licitar o desenvolvimento da customização do Office Br. Assim, a Receita gastaria R$ 2 milhões (no máximo) ao invés de 40 milhões. Certamente alguém vai dizer que a compra do Office é urgente (será que as versões anteriores estão prestes a explodir ???) e que não será possível desenvolver nada em tempo hábil. Este é o velho argumento.

A única saída é a comunidade acionar o Tribunal de Contas da União (TCU).

Uma representação ao Tribunal de Contas que mostre a violação do princípio de economicidade pode ser encaminhada por qualquer cidadão. O TCU possui mecanismos que permitem supender a licitação mesmo depois de lançada.

As associações da sociedade civil podem assinar individual ou conjuntamente esta representação ao TCU. O Mário Teza, da ASL Brasil, fez uma conta simples: o gasto com as licenças para a m$ equivale a 4 vezes o que se paga no auxílio-gás para a população carente no país. Com esta quantia, o governo também poderia pagar aproximadamente 66 mil bolsas-família.

É preciso conter o desperdício do dinheiro público e o envio de royalties ao exterior.

Friday, August 24, 2007

PEDRO REZENDE EXPLICA A IMPORTÂNCIA DOS PADRÕES ABERTOS...

Entrevistei o Prof. Pedro Rezende, da UNB, sobre a guerra de padrões. Pedro Rezende dá uma verdadeira aula.

1) Prof. Pedro Rezende, as pessoas que não acompanham a área de tecnologia nos perguntam frequentemente quais seriam os maiores problemas de um padrão internacional proprietário ou que contenha elementos protegidos pelo copyright ou patentes?.

Existem padrões e padrões. Para entender o que isso significa, é preciso conhecer um pouco da dinâmica da padronização. O OOXML é um conjunto de formatos para documentos eletrônicos, que sua proponente pretende tornar um padrão internacional de jure, sancionado pela ISO como se fora um
padrão aberto. Quando já existe um padrão para isso, aberto de fato e livre de restrições proprietárias, que pode ser implementado por qualquer fornecedor de software de escritório, o ODF (ISO/IED 26300).

A proponente do OOXML já controla o setor de softwares de escritório, com padrões de mercado que são proprietários: o .doc, o .ppt, o .xls, dentre os mais conhecidos. Portanto, ela não precisa de selo ISO para seguir usando ou modificando esses padrões em seus softwares, ou criando novos padrões. Para sancionar um padrão sobreposto, ou seja, com a mesma finalidade de outro já sancionado, a ISO requer justificativa fundamentada. No caso do OOXML, a justifcativa apresentada pela proponente a mim mais confunde do que explica. Para começar, devido a inúmeras inconsistências e deficiências técnicas, amplamente documentadas pelo Grupo Técnico da Comissão de Estudos que a ABNT montou para analisar o protocolo, o OOXML sequer está maduro, a meu ver, para
ser considerado um padrão de jure. Se ele já foi aprovado por uma associação de fabricantes de computadores na Europa, resta saber em que condições, e quais interesses tiveram representação no processo.

A especificação proposta no OOXML é incompleta. Apesar do volume, a falta de detalhamento chega ao extremo em que partes do padrão fazem referência ao comportamento de softwares proprietários, da proponente, à guisa de especificação. Além disso, o padrão não é aberto: sua evolução é controlada por uma só empresa, a proponente, cujo licenciamento de patentes, à guisa de justificativa para o rótulo de aberto, exclui as partes não detalhadas. Partes essas que, apesar de não detalhadas e
fechadas, são havidas como justificativa para a sobreposição de padrões ISO, visto que não são cobertas pelo padrão ODF. Nem poderiam ser, porque um padrão de fato aberto, como o ODF, não pode conter partes fechadas ou apenas indexadas ao comportamento de softwares proprietários. Tem-se aqui, como justificativa, um argumento circular. E um argumento circular só faz sentido para quem já nele acredita.

A empresa proponente sempre implementou e modificou seus próprios padrões, ofuscando-os o suficiente para bloquear, na medida que lhe convém, interoperabilidade com versões anteriores de seus próprios softwares e/ou com os de outros fornecedores. Quando seus padrões se baseiam em padrão aberto ou padrão de jure, o que se faz necessário, por exemplo, quando ela não é pioneira no setor, a estratégia ganha o nome de EEE, Embrace, Extend, Extinguish (Abrace o padrão, Estenda-o, e Extingua a concorrência). Essa estratégia pode ser alavancada pela dominância no setor de sistemas operacionais para PCs, especialmente para quem pensa em PC como um eletrodoméstico. A partir dessa posição, os padrões da empresa acabam se tornando padrões de fato. E essa
estratégia, em garantia de um certo fluxo de caixa, conhecida por vendor lock-in (vide http://www.groklaw.net/article.php?story=2006050308590433)

A empresa vinha usando essa estratégia sem se importar com rótulos, se o padrão era considerado fechado ou aberto, se de jure ou de mercado. Mesmo quando acabava assim condenada por práticas abusivas, anti-concorrenciais ou monopolistas predatórias, o que tem ocorrido com frequência. As leis anti-concorrenciais tem sido esvaziadas pela influência hermenêutica da doutrina neoliberal, e as vantagens comerciais ao transgredi-las têm compensado, especialmente nas TIC (vide
http://reactor-core.org/in-microsoft-we-trust.html).

Portanto os maiores problemas, para a sociedade, com padrões proprietários que se tornam padrões de fato, independentemente de rótulo ou chancela de organismo internacional, vem do seguinte fato: é o controle sobre tais padrões, ou seja, o controle de sua evolução, que garante eficácia a práticas anti-concorrenciais ou monopolistas abusivas, num contexto jurisprudencial que estimula esses abusos. Se a proponente do OOXML adotasse o ODF, como padrão para seus novos softwares, ela não poderia seguir alavancando esses abusos, porque o ODF é um padrão verdadeiramente aberto e livre de restrições proprietáras.

A propaganda da empresa pode levar o incauto ou apressado leitor, já sufocado pela atmosfera ideológica neoliberal, a crer que o que é bom para ela é bom para o usuário. Entretanto, dado o empenho com que está buscando o aval da ISO para o OOXML sob esses rótulos, cabe buscar entender o que há de novo na dinâmica desses controles: do controle que ela exerce na evolução dos padrões implementados por seus softwares, e, através destes, sobre a dependência de seus clientes a seus softwares e modelos de negócio. O importante aqui é entender porque esses rótulos, de padrão internacional de jure e de padrão aberto para o OOXML, se tornaram para ela repentinamente importantes. Estou trabalhando nisso e devo publicar algo a respeito em breve.


2) O chamado padrão Open XML é um padrão fechado? Possui componentes patenteados? Você teria como exemplificar?


Para explicar porque o OOXML merece o rótulo de padrão fechado, e não o de aberto, e como ele se encaixa na estratégia de vendor lock-in, descrita na reposta anterior, remeto à reveladora análise de Rob Wheir, em http://www.robweir.com/blog/#489358299471594326. Para entendermos melhor as consequências dos exemplos citados por Rob Wheir, precisamos retomar o argumento circular dos que defendem a chancela do OOXML pela ISO como padrão aberto.

Quando um outro produtor de software de escritório busca alcançar interoperabilidade com o enorme acervo dos documentos eletrônicos já existentes, gravados por softwares da Microsoft, para ter alguma chance do seu produto ser considerado como alternativa viável no mercado, ele se vê diante de uma enorme tarefa. Esses arquivos estão gravados em formatos que seguem padrões não documentados, parcial ou erroneamente especificados, ou protegidos de outra forma por entraves legais. Ele está diante da tarefa de descobrir uma forma de simular, com seu software, o que os programas da Microsoft fariam ao mostrar na tela arquivos gravados nesses formatos, e como gravariam alterações feitas pelo usuário. Essa tarefa é chamada de engenharia reversa.

A engenharia reversa é uma tarefa muito mais morosa, difícil e arriscada do que implementar esses padrões a partir de uma especificação detalhada, completa e legalmente desimpedida. Quando esse outro produtor conseque atingir esse objetivo em grau satisfatório, o proprietário que controla o padrão lança novas versões de seus softwares que convertem esses arquivos, ao manipulá-los, para novos formatos digitais, em versão modificada do padrã o anterior (para .docx, no Office 2007 por exemplo). Com nenhum motivo ou consequencia aparente além do de quebrar a interoperabilidade com versões anteriores e/ou concorrentes.

Começa então uma nova volta dessa corrida, pela pista da interoperabilidade. Com os clientes acumulando mais despesas, e os concorrentes mais desvantagem, tendo que buscar, novamente pela custosa engenharia reversa, recuperar a nova diferença. Enquanto o proprietário do padrão usa o tempo ganho para incluir novos recursos nos seus softwares, e para faturar. Com sua propaganda insuflando uma suposta importância dessas "inovações", corroborada pelo fetiche do consumo dos
que já se renderam à marca. Como se os entraves e dificuldades de inteorperabilidade fossem por culpa da sua ignorância ou fato da vida.

Para uma comparação, cabe perguntar quem, no Brasil, nunca se aborreceu com combustível adulterado, ou quem nunca queimou um aparelho, ou deixou de usá-lo, por diferença de voltagem. Na informática, muitos padrões proprietários têm como único efeito prático o aprisionamento do
consumidor a um único fornecedor. O que equivale, grosso modo, à composição do combustível só ser conhecida por quem fabrica o automóvel, Ou à voltagem da rede elétrica só poder ser conhecida, e utilizada, por um fornecedor de aparelhos: o mesmo que distribui energia.

Quando esse efeito atinge usuários de software, seu aprisionamento à marca ocorre através do controle que o fornecedor exerce sobre certos padrões, técnica ofuscados ou legalmente restritos, pelos quais o software se comunica com outros, lê e grava dados para usuários. Tomando
a analogia entre dados e energia, é como se o aparelho operasse produzindo resultados na própria rede elétrica, e a voltagem na rede variasse conforme certos segredos do fornecedor, manipulados pelo aparelho, inviabilizando o uso compartilhado dessa rede com aparelhos de outros fornecedores. É como se um tal fornecedor pudesse dizer: "eletrodomésticos Furnas proporcionam uma Experiência Aumentada".

Trata-se do "efeito rede", sobre a padronização digital. Padrões dominantes se tornam padrões de fato, confundidos com a marca. Quando um tal padrão é fechado, fornecedores que praticam o vendor lock-in (p.ex.: Windows, música ou vídeo com DRM) douram a pílula chamando-o de descomoditização". Economês que parece inofensivo, mas resulta lesivo a interesses maiores do consumidor e da sociedade. Quem hoje não precisa de preservar documentos eletrônicos?


3) Você não acha estranho o consórcio que mantém o padrão XML não ter nada a ver com o padrão Open XML? Qual a relação entre um e outro padrão?


A relação entre esses padrões é que o segundo serve de suporte ao primeiro, para guiar sua interpretação. A relação entre o padrão Microsoft Office XML, que a empresa prefere chamar de Office Open XML e voce chama de Open XML, e a linguagem XML, é, portanto, semelhante à relação entre um contrato formal impresso em padrão ABNT e o padrão ABNT, ou entre esse contrato e o Código Civil.

O padrão ABNT é um padrão aberto, pois está livremente disponível e não inclui elementos proprietários. Da mesma forma, o Código Civil é uma norma aberta, no sentido de que seus dispositivos estão abertos à leitura e interpretação de todos, incluindo as que dispõe sobre
contratos formais e seus efeitos (interpretação do contrato).

O padrão ABNT diz que o papel deve ter tamanho A4, que as margens devem ter tais tamanhos, que a organização do documento deve seguir tal estrutura, etc. O Código Civil pode dispor que, se o objetivo do contrato incluir a validade jurídica no Brasil, ele deve estar escrito em Português, ter essa ou aquela estrutura, etc. Doutro lado, o contrato pode ser sigiloso, ou de gaveta.

Dizer que o padrão MS Office XML é aberto porque o XML é aberto, equivale a dizer que um contrato de gaveta é público porque foi escrito em portugues, ou porque foi impresso segundo o padrão ABNT. Trata-se de um truque para justificar o rótulo, que pode enganar incautos e cobrir os verdadeiros motivos para se buscar tal rotulação.

ACONTECEU NA REUNIÃO DA ABNT NO DIA 21 DE AGOSTO...

João Cassino e a maioria das pessoas que estavam na reunião da ABNT estranharam muito uma declaração do representante da micro$oft. Segundo Cassino, ao perceber que a derrota estava próxima, o representante da Microsoft, Raimundo (ex-funcionário do Serpro) tentou uma última cartada, dizendo que não foi convidado para a reunião articulada pelo Deputado Paulo Teixeira e representantes do Governo Federal. Raimundo disse que só soube da reunião porque um representante do MDIC (Ministério do Desenvolvimento), o teria avisado. Está gravada a declaração.

Quem disse que a microsoft é órgão do governo?
Por que o MDIC avisou a microsoft?
Quem do MDIC informa a microsoft?

São perguntas interessantes...

OS 3 PONTOS TÉCNICOS FUNDAMENTAIS QUE LEVARAM A REJEIÇÃO DO OOXML. JOMAR SILVA EXPLICA...

Jomar Silva é o coordenador da ODF Alliance no Brasil. SEu trabalho técnico impecável permitiu que a ABNT tivesse condições de perceber o inúmeros erros e falhas do padrão OOXML, defendido pelo monopólio. Pedi que o Jomar explicasse quais os principais pontos, do ponto de vista técnico, que fundamentam a rejeição do OOXML como padrão. Veja a resposta:

"O que posso fazer, é lhe indicar três pontos que considero
fundamentais na discussão e que devem ser explorados por todos:

1 - Sem o mapeamento de formatos binários para o OpenXML, a justificativa de overlap do OpenXML com o ODF não pode ser tecnicamente comprovada (a justificativa é o suporte ao legado).

2 - A definição de IPR (propriedade intelectual e patentes) apresentada pela Microsoft não é clara e não permite a utilização do padrão com absoluta segurança (eles deveriam fornecer uma lista de patentes cobertas, devidamente relacionada à lista de atributos da especificação que usam cada patente, para que o desenvolvedor saiba com exatidão o IPR do que ele está implementando). Além disso, a ISO (se não me engano na diretriz ISO Parte 1) pede para que as patentes, se existentes, sejam licenciadas através de um processo igualitário e não
discriminatório (como uma empresa Cubana pode licenciar uma patente da Microsoft ???).

3 - Existe um tipo de dado no OpenXML, o BSTR que é a porta de entrada para o armazenamento de dados binários no corpo dos arquivos, o que permite entre outras coisas a introdução em um arquivo OpenXML de dados binários e proprietários, quebrando assim a interoperabilidade do
padrão (é só procurar na parte 4 da especificação, que vai se encontrar este campo definido lá)."

Thursday, August 23, 2007

ABNT REJEITA PADRÃO OPEN XML. BRASIL VOTARÁ NÃO AO PADRÃO DO MONOPÓLIO!

Agora é oficial. O voto do Brasil na ISO será NÃO COM COMENTÁROS TÉCNICOS. Acabo de receber a seguinte nota da ABNT:


Prezados Membros da CE 21:034.00

Comunico que, como resultado das discussões ocorridas no âmbito da CE, o voto do Brasil que está sendo enviado pela ABNT à ISO é de desaprovação pelas razões
técnicas apontadas pelo GT2 da CE.


Este voto seguiu o preconizado na Diretiva do ISO/IEC JTC1.

Agradeço a colaboração e o esforço de todos que possibilitaram o resultado alcançado.

Atenciosamente,

Eugenio Guilherme Tolstoy De Simone
ABNT - Diretor de Normalização

Wednesday, August 22, 2007

OOXML NA ABNT: 27 VOTOS NÃO. 24 VOTOS SIM.

Mesmo mobilizando suas revendas, mesmo tendo a relatoria do grupo, mesmo utilizando de um poderoso lobby, a votação ocorrida na reunião da ABNT, no Rio de Janeiro, no dia 21 de agosto, o monopólio mundial de software para desktop perdeu. O NÃO ao padrão OOXML teve 27 VOTOS. O SIM teve 24 votos.

Segundo Pedro Rezende, representante da Rede Livre na reunião, a ABNT disse que irá decidir o voto hoje, pois a direção da entidade avocou para si a decisão.

IMPERDÍVEL: RELATO SOBRE A REUNIÃO DA ABNT DE ONTEM EXPLICA PORQUE O MONOPÓLIO QUER ABSTENÇÃO.

Começarei a postar aqui no blog o relato as pessoas que participaram do debate sobre o padrão OOXML. Em breve trarei entrevistas com o Jomar, Prof. Pedro Resende, Deivi Lopes Kuhn, Ricardo Bimbo, Paulo Teixeira, Cassino, Taurion e Luiz Maluf, entre outros.
A batalha pela interoperabilidade, pela defesa da concorrência dentro de um padrão aberto e que assegure a comunicabilidade plena, mal começou.
Leiam a entrevista com o Marcelo Marques da 4Linux. É bastante esclarecedora:


1) Marcelo, pq a micro$oft entrou na reunião da ABNT defendendo que o Brasil se abstenha na votação da ISO sobre o padrão OOXML?

Sergio, a Microsoft já tinha um sentimento que não teria aprovação do OOXML, pois houve consenso de todos de que o OOXML tinha problemas técnicos e a documentação apesar de 6000 páginas estava e está incompleta. Por exemplo, em nenhum local da enorme documentação mostra exatamente o mapeamento entre o binário e o padrão que ela está propondo. Logo, não tem como ser padrão.
Outro ponto gravíssimo é que o OOXML tem conteúdo binário, o que aparentemente aprová-lo seria impróprio. Logo, a Microsoft, acredito, entrou pedindo que a ABNT se abstivesse. Isso seria um ganho para a Microsoft, pois, quanto mais "NÃO COM CONDICIONANTES", pior para ela na votação final. Ela vai precisar de mais "SIM". Abstenção não precisaria de novos "SIM".

Outro ponto que ficou bastante claro na reunião, que reforçou que a Microsoft já tinha um sentimento de que não teria um "SIM" é que ela e seus defensores do OOXML não conseguiram em nenhum momento fazer defesa técnica com embasamento. Nem todos os problemas encontrados foram técnicos. Alguns eram editorias ou gerais, mas a esmagadora maioria foram técnicos.


2) Como os defensores do OOXML responderam as objeções sobre o padrão? O que disseram sobre as centenas de erros e absurdos encontrados?

Bem, eles não responderam. Não tinham embasamento técnico para contra-argumentar e foi ficando cada vez mais claro. As argumentações eram muito mais comerciais e as vezes até políticas, do que técnicas. Tiveram tentativas, mas nenhuma que realmente convencesse. Chegou a um ponto de solicitarem (isto está gravado) e convencerem a ABNT de retirar os técnicos que participaram da pesquisa do OOXML que já tinham um representante na sua empresa. O AVI por exemplo da IBM foi expulso da sala sendo acusado de que estava passando informações ao representante da IBM. Um absurdo realmente. Sinto que fugiam a todo momento do debate técnico. Esse é um sentimento meu, particular.


3) O que mais chamou sua atenção na reunião da ABNT?

Três pontos.

O primeiro:

A situação realmente difícil da própria ABNT. Não é fácil fazer esse papel. Somente quando entrou o diretor geral, Sr. Eugenio é que a coisa andou de forma melhor. Ele foi mostrando aos poucos, e acalmando o outro lado que pedia ou SIM ou ABSTENÇÃO de que a coisa não era exatamente assim, pois havia um consenso geral de que o OOXML tem problemas técnicos a serem retrabalhados para serem apresentados novamente em um futuro qualquer.

O segundo:

O peso das empresas que votaram com a Microsoft. Do lado da defesa da interoperabilidade e da análise técnica estavam: Google, IBM, RedHat, Ministério de Planejamento, ITI, Metrô de São Paulo, Caixa Econômica, Banco do Brasil, Serpro, Sun, Celepar, RedeLivre, Exército, 4Linux, etc... Do outro lado, ví poucas empresas de peso e muito mais empresas que dependem da Microsoft de alguma forma.

O terceiro:

Cesar Brod votar à favor do OOXML, pois ele tem conhecimento técnico suficiente para saber que o OOXML tem problemas que pode aprisionar o cliente.

4) Na sua opinião, quais as próximas batalhas dessa guerra de padrões?

Bem, acho que a Microsoft deve vir num futuro próximo melhor preparada. Sinto que ela precisa trabalhar o OOXML para ser aprovado de qualquer forma, pois o ODF vai arrasar seu mercado mais lucrativo.
Do lado, de quem vive de padrões e interoperabilidade, temos que continuar a análise técnica e saber se realmente o que ela dirá ser o OOXML, realmente acontece na prática quando testado tecnicamente. É fácil ela falar que "é uma forma do cliente ter opção" quando na verdade testado na prática mostra dispositivos para aprisioná-lo.

Bem o voto da ABNT ainda não saiu. Vamos aguardar.

Tuesday, August 21, 2007

ACABOU A REUNIÃO DA ABNT NO RIO: MONOPÓLIO DEFENDEU QUE O BRASIL VOTE ABSTENÇÃO...

Acabou a reunião da ABNT no Rio de Janeiro. Depois de horas de discussão e tensão. A micro$oft não teve condições de defender o seu padrão OOXML e entrou defendendo que o Brasil se abstenha na ISO. O diretor da ABNT não deixou claro qual será a posição da entidade, mas as discussões deixaram claro que o padrão é tecnicamente insustentável. Cabe ao Brasil levar a ISO o voto Não COM COMENTÁRIOS.
Só saberemos o resultado amanhã.

Saturday, August 18, 2007

URGENTE: IDEC PEDE REJEIÇÃO DO PADRÃO DO MONOPÖLIO (OOXML).

O IDEC, Instituto de Defesa do Consumidor, com sede em São Paulo, aprovou pedido oficial para que a ABNT rejeite o padrão Open XML. Segundo o IDEC, a defesa do consumidor passa pela defesa de padrões abertos que permitam a concorrência e que evitem o aprisionamento de usuários de tecnologia. O IDEC é uma das entidades mais respeitadas no Brasil. Leia a matéria copiada do site do IDEC:


Instituto de Defesa do Consumidor pede que ABNT rejeite a aprovação de padrão defendido pela Microsoft que mantém componentes patenteados

A discussão é técnica e difícil de compreender para quem não é especialista em tecnologia e softwares. Entretanto promete ter grande impacto sobre o consumidor.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), órgão responsável pela normalização técnica no Brasil, decidirá na próxima terça-feira, 21/08, se o padrão de software (nomeado OOXML) para suítes de escritório (editores de texto, planilhas de cálculo, etc.) criado pelo Consórcio Europeu Ecma e defendido pela Microsoft, pode ser reconhecido como um padrão aberto, definindo o voto do Brasil com relação à questão na ISO (órgão internacional de normalização). A apreciação desse voto em conjunto com os de vários países que também integram a ISO definirá se aquela organização deve ou não reconhecer e certificar o OOXML como padrão válido.

Como isso afeta o consumidor?
A questão é de extrema importância para o consumidor porque a partir da definição de um padrão pode-se garantir que os programas sejam oferecidos por mais de um fornecedor. Somente com a padronização haverá a certeza de que os arquivos criados por programas similares podem ser lidos, modificados e gravados entre si. Mais que isso: caso o padrão seja aberto, qualquer fornecedor poderá inovar a partir dele, criando novas utilidades em benefício do consumidor final.

Hoje, já existe um padrão aprovado pela ISO e que é utilizado no Brasil, inclusive pelo Governo Federal, chamado ODF, que é aberto, ou seja, pode ser modificado por qualquer desenvolvedor; e livre, sem a necessidade de pagamento de direitos autorais por sua utilização.

A aprovação do OOXML pode ser ruim para a inovação por conter componentes patenteados, o que sujeitaria os inovadores a um eventual pagamento pelo uso de direitos de propriedade, apesar da garantia oferecida pela Microsoft de que tal situação não irá ocorrer.

Outros pontos também colocam em xeque a aprovação do padrão proposto. Além de ter sido avaliado em um prazo considerado muito curto (somente 11 meses), especialistas têm apontado diversas falhas técnicas que inviabilizariam sua plena implementação. As falhas já foram reconhecidas pelo Comitê Técnico da ABNT, mas correm o risco de ser desprezadas pela Comissão de Estudo que irá definir se o padrão será aprovado, rejeitado com justificativa técnica, ou se a ABNT deve se abster.

Parceiros do Idec informam que o voto da comissão encontra-se dividido: de um lado, Microsoft e vários de seus revendedores pedem pela aprovação do padrão; de outro, diversas empresas, entidades governamentais e da sociedade civil requerem sua rejeição, com menção expressa aos problemas técnicos encontrados.

Para o Idec, a representatividade nas reuniões deve ser avaliada com cautela para que não exista um desequilíbrio que desconsidere o interesse de vários setores da sociedade em favor de entidades que representam apenas um interesse.

Além disso, o Instituto entende que se existem falhas técnicas que inviabilizam ou prejudicam a plena implementação desse padrão e que se sua aprovação pode limitar ou desestimular a competição, ele deve ser reprovado. Diante disso, a ABNT não deve se abster na discussão e deve votar "não" na reunião da ISO que decidirá sobre a certificação do OOXML.

Saiba mais:
Restrições tecnológicas: você paga e leva menos
http://www.idec.org.br/emacao.asp?id=1350

Friday, August 17, 2007

Microsoft loses key vote for Open XML

Recebi esta matéria da Oona. Interessante:


http://uk.news.yahoo.com/zdnet/20070813/ttc-microsoft-loses-key-vote-for-open-xm-20a87fa_1.html?printer=1

By ZDnet
ZDnet - Monday, August 13 03:46 pm

Microsoft has failed by one vote to get the backing necessary for
Office Open XML to become an alternative to OpenDocument Format as a
standard of the International Committee for Information Technology
Standards.

Acceptance by the International Committee for Information Technology
Standards (INCITS) is critical for Microsoft in the US. The software
company has already gained approval in principle from the International
Organization for Standardization (ISO), but it needs INCITS approval to
keep up the momentum.

It failed to gain acceptance for Office Open XML (OOXML) on Thursday by
the slimmest of margins. Eight votes were cast in favour, with seven
against and one abstention, one vote short of the nine votes needed.

The result is the latest setback for Microsoft in its long-running
battle to see its Open XML approved as an open standard for office
documents on equal terms with OpenDocument Format (ODF).

The discussions within INCITS have been controversial. Last month,
questions were raised over the membership of the crucial V1 technical
sub-group of INCITS when it emerged that the group had ballooned from
seven voting members at the start of the year to 26.

The vote was split along familiar lines; Intel, HP, EMC and Apple voted
in favour of OOXML, while Sun's allies, such as Oracle and IBM, lined
up against it. Sun had no vote.

US government bodies were split, with the US Department for Homeland
Security backing Microsoft and the US Department of Defense voting
against. IEEE, a large international standards body, abstained.

INCITS now has until 2 September to make its final decision as to
whether it will support Office Open XML.

Tuesday, August 14, 2007

MONOPÓLIO QUER APROVAR OOXML SEM PROVAR QUE FUNCIONA...

No dia 21 de agosto, a ABNT se reunirá para decidir qual será o voto do Brasil sobre o OOXML na ISO. Fiz esta entrevista com o Marcelo Marques, diretor da 4Linux. Ele está acompanhando as reuniões da ABNT sobre o padrão OOXML. Ela esclarece a tática do monopólio que tenta usar seu poder econômico para capturar o voto do Brasil. Sem responder nenhuma objeção técnica, sem ter implementado o padrão OOXML em nenhum aplicativo, ou seja, sem provar que ele funciona, o monopólio corre o risco de desmoralizar os processos de decisão técncia da ABNT.
Segue a entrevista:


1) Marcelo, o grupo técnico da ABNT tem conseguido provar que as falhas e erros encontrados no proposta de padrão OOXML não são reais?

MARCELO MARQUES: Oi Sergio, na verdade eu não sei com absoluta certeza. Não faço parte do grupo técnico. O que eu sei é que a ABNT não quer discutir questões técnicas que ela julga "não técnicas", como por exemplo sabermos ou não se o OOXML obriga o cliente a depender de aplicações proprietárias da
Microsoft. Questões simples como essa, a ABNT não quer discutir, ela considera como "questão não técnica". No entanto, até onde eu sei, isso é crucial para adoção de um padrão e um voto do País como o Brasil. Imagine que fossemos aprovar o uso de polegadas, e somente uma empresa no mundo é capaz de calcular corretamente essa polegada. Ficaríamos reféns desta empresa. Existem outras dúvidas que não estão sendo respondidas e a ABNT não deixa entrar em pauta.


2) Como será a decisão da ABNT? Onde estão escritas as regras do jogo?

MARCELO MARQUES: Não sei ao certo, mas me parece que o grupo não terá total poder de voto. Posso estar enganado, mas mesmo que expressemos nossa opinião baseada em conteúdo e fatos técnicos , a ABNT pode dar o voto dela como bem preferir sem levar em conta o que estamos expondo. Ela pode nos ouvir, mas votar do jeito que bem entender. Pelo menos é assim que a ABNT está me ensinando, quando ma rca com nossa opção uma reunião em Brasília e depois desmarca, nos dando opção apenas São Paulo ou Rio de Janeiro. Por incrível que pareça, depois de nos negar Brasília já escolhida anteriormente, votamos São Paulo e saímos com o voto para São Paulo. Quando abro meu email, descubro que a ABNT mudou de São Paulo para o Rio de Janeiro. A ABNT está me ensinando que é assim que ela trabalha, então acredito que a ABNT é quem decidirá o voto do Brasil e ponto final.


3) É verdade que empresas que dependem da microsoft estão indo votar como se fossem independentes?

MARCELO MARQUES: Isso eu não sei. O que eu sei, é que tem muita empresa lá dentro que vive da Microsoft. Revenda ou não. Estranho a ABNT não fazer um esforço bem maior para colocar outras entidades mais isentas. O que sei também é que pessoas representando empresas compradoras do OOXML como o governo, tinham já se programado para a reunião de Brasília, mas com força da ABNT (ou talvez mais entidades), esta reunião foi (re)votada para São Paulo e depois para o Rio de Janeiro. A maioria (produtor de tecnologia, não consumidor) não quis nem saber do Governo e das entidades que estavam lá, que são compradoras. Exceto ODFAlliance, IBM, RedHat, Google, 4Linux e poucas outras que lembraram bem que eles eram os maiores clientes, viraram as costas para estas entidades que serão as futuras usuárias de padrões, inclusive a própria ABNT. Essas mesmas revendas que viraram as costas para o Governo, são as mesmas que o procuram para comprar seus produtos e serviços. No meu voto, pedi desculpas ao governo e votei São Paulo, pois só me deram a opção São Paulo ou Rio de Janeiro. A ABNT falhou mais uma vez em não avisar antecipadamente que não poderia fazer em Brasília a reunião. Faltou gerência ou então foi intencional.


4) Foi apresentado algum teste concreto de aplicação das 6 mil páginas do padrão OOXML em algum software que não seja da micro$oft?

MARCELO MARQUES: Bem, se fosse colocado um teste concreto, forte, com tempo, planejamento, sem pressão, com responsabilidade de visão do todo e que abordasse várias questões técnicas com total abertura por parte da ABNT, dificilmente o OOXML não seria melhorado. Eu votaria sim, hoje meu voto é não pois tem muitos problemas e perguntas técnicas não respondidas e que a ABNT procura fugir.
A 4Linux votaria sim para um padrão que realmente fosse aberto e independente de aplicação, pois teríamos mais clientes e mais negócios.


5) Você coordenou um debate com a micro$oft sobre o OOXML na 4Linux. Eles conseguiram provar que não existem componentes patenteados ou de propriedade exclusiva da micro$oft no padrão que estão propondo?

MARCELO MARQUES: Bem, primeiro eles foram bastante educados em comparecer. Isso eu gostaria de agradecê-los. Gostaria que eles dessem à empresas de Linux o mesmo espaço em um evento deles, sem que essas empresas tivessem que assinar pesados contratos de parceria.
Sobre sua pergunta, eu senti que eles fugiam de algumas respostas que poderiam colocá-los em xeque. Basta ouvir em Inglês a pergunta que fiz para a Microsoft no BotecoNet. Fiz mais de 04 vezes a mesma pergunta "Is OOXML Application independence?". A Microsoft não é clara na resposta
http://www.4linux.com.br/boteconet - Quando questionada se Jesus Cristo não nasceu no ano zero, ela culpa a planilha Lotus. É uma entrevista no mínimo curiosa. Tem as perguntas em português que também são muito boas. As respostas eu deixo para os internautas avaliarem e tirarem suas
conclusões.


6) O que as pessoas devem fazer em defesa de um padrão aberto que incentive a concorrência e a qualidade de aplicativos de documentos? O que fazer para evitar que o poder monopolista deslegitime um órgão técnico como a ABNT?

MARCELO MARQUES: Sergio, sobre a primeira pergunta, eu acredito que é participar mais de decisões da sociedade, ou manifestando sua visão em Blogs como este ou criando o seu. Sobre a segunda pergunta, eu acho que em uma próxima oportunidade, a ABNT deveria exigir representantes do código de defesa do consumidor, mais universidades, e procurar brecar uma quantidade exagerada de revendas ou dependentes de um único fabricante. Isso já ajudaria bastante, mas o mais importante, seria a ABNT não querer colocar em questão perguntas que ela classifica como "não técnicas". Até concordo que algumas perguntas possam ser difíceis de serem avaliadas num primeiro momento como técnicas hoje. Ha 100 anos atrás ela realmente não seria técnica, mas hoje nunca. Sabendo o poder que o código tem e que ele é "bastante invisível", as perguntas devem ser feitas à exaustão para evitar um erro do nosso País no momento do voto.

Sunday, August 05, 2007

URGENTE: O BRASIL PRECISA VOTAR NÃO!

Devido o pedido de Fast-track para o OOXML, a ABNT precisa levar para a ISO o voto NÃO, com justificativa técnica. Isto porque o OpenXML é hoje um DIS (draft International Standard) na ISO.
Está na fase "enquiry stage". Para que o OXML não se torne um FDIS (Final Draft International Standard),o voto deve ser NÃO, com justificativa técnica. Um voto SIM, mesmo com comentário técnico, pode levar um DIS para FDIS.

É preciso fazer o mesmo que o Consórcio W3C fez quando o monopólio mundial de software para desktop apresentou a proposta de um padrão proprietário e de péssima qualidade, ou seja, a proposição foi tecnicamente reprovada e descartada.


Segue abaixo, a parte de documento ISO que esclarece isto.

ISO/IEC Directives - Part 1: Procedures, 2004

No anexo F do documento explica Fast-track, e cita que condições de aprovação (item 2.6) permanecem as mesmas. Veja:


2.6 Enquiry stage
2.6.1 At the enquiry stage, the enquiry draft (DIS in ISO, CDV in IEC) shall be circulated by the office of the CEO within 4 weeks to all national bodies for a 5 months vote. For policy on the use of languages, see Annex E.

National bodies shall be advised of the date by which completed ballots are to be received by the office of the CEO.

At the end of the voting period, the Chief Executive Officer shall send within 4 weeks to the chairman and secretariat of the technical committee or subcommittee the results of the voting together with any comments received, for further speedy action.

2.6.2 Votes submitted by national bodies shall be explicit: positive, negative, or abstention.
A positive vote may be accompanied by editorial or technical comments, on the understanding that the secretary, in consultation with the chairman of the technical committee or subcommittee and project leader, will decide how to deal with them.

If a national body finds an enquiry draft unacceptable, it shall vote negatively and state the technical reasons. It may indicate that the acceptance of specified technical modifications will change its negative vote to one of approval, but it shall not cast an affirmative vote which is conditional on the acceptance of modifications.

2.6.3 An enquiry draft is approved if
a) a two-thirds majority of the votes cast by the P-members of the technical committee or subcommittee are in favour, and

b) not more than one-quarter of the total number of votes cast are negative.

Abstentions are excluded when the votes are counted, as well as negative votes not accompanied by technical reasons.

Comments received after the normal voting period are submitted to the technical committee or subcommittee secretariat for consideration at the time of the next review of the International
Standard.

2.6.4 On receipt of the results of the voting and any comments, the chairman of the technical committee or subcommittee, in cooperation with its secretariat and the project leader, and in consultation with the office of the CEO, shall take one of the following courses of action:
a) when the approval criteria of 2.6.3 are met, to register the enquiry draft, as modified, as a
final draft International Standard, or

b) in the case of an enquiry draft where no negative votes have been received, to proceed directly to publication, or

c) when the approval criteria of 2.6.3 are not met;

1) to circulate a revised enquiry draft for voting (see 2.6.1), or

NOTE Within ISO, a revised enquiry draft will be circulated for a voting period of 2 months, which may be extended up to 5 months at the request of one or more P-members of the committee concerned.

2) to circulate a revised committee draft for comments, or

3) to discuss the enquiry draft and comments at the next meeting.

Friday, August 03, 2007

ELTON JOHN, VERSÃO OBSCURA, CLAMOU PELO FECHAMENTO DA INTERNET...


O querido cantor da realeza inglesa pisou no tomate. Mas no fundo ele falou o que na verdade é o sonho de todas as viúvas da era industrial. Com a expansão da comunicação em rede e com as possibilidades de compartilhamento, os obscuros querem a volta ao passado. Elton John se soma aos clamores das gravadoras e dos estúdios de Hollywood e clama: "fechem a Internet!" É a nova versão da Rainha de Alice no país das maravilhas: "Cortem a cabeça deles!"
Estes são os mesmos que querem ensinar para as nossas crianças nas escolas paulistas o que é a propriedade intelectual na era da informação.(se der, leia a postagem imediatamente anterior)

Veja o que saiu na Folha On-Line:

"O músico defendeu o fechamento por cinco anos da internet "para ver que tipo de arte se produz neste período".

"Há muita tecnologia disponível. Estou certo de que, em termos de música, (sem a internet) seria muito mais interessante do que agora", disse.
O cantor de 60 anos admitiu que é um tecnófobo e que muitas vezes se sente "atrás dos tempos modernos".
"Não tenho telefone celular, nem iPod ou nada parecido. Quando tenho que compor música, simplesmente me sento em frente ao piano", afirmou.
O último disco de Elton John, "The Captain & The Kid", vendeu apenas 100 mil cópias e o músico culpou os downloads pela forte queda de vendas."
(http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u316830.shtml)

A ÚLTIMA: por que Elton John tem tanta certeza que está faturando menos com suas músicas por causa dos "piratas". E a qualidade? Continua o fino do brega? Será que as pessoas estão baixando tantas músicas do Elton John? Certamente, não no Brasil... Infelizmente Elton, vc não é um clássico!

Thursday, August 02, 2007

URGÊNCIA URGENTÍSSIMA: PRECISAMOS MONTAR O COMITÊ DE DEFESA DA LIBERDADE PARA A CULTURA E PARA O CONHECIMENTO.

Recebi vários e-mails indignados que relatavam a existência de um comitê estadual para doutrinar as crianças nas escolas estaduais paulistas a favor da visão hollywodiana de propriedade intelectual. A Câmara Americana de Comércio montou um projeto para doutrinação que é apresentado como combate à pirataria. A Secretaria Estadual de Educação acabou aceitando talvez por desconhecimento. Primeiro, observem o trecho de um relato publicado no jornal de debates sobre o projeto:


"...a AMCHAM – Câmera Americana de Comércio lançou no último dia 30 de janeiro o Projeto-Escola para combater a pirataria.

Basicamente, dito projeto tem a missão de transmitir conceitos básicos de Propriedade Intelectual às crianças entre 7 e 11 anos, valendo-se dos professores como mensageiros. Os conhecimentos obtidos pelas crianças deverão ser “devolvidos” por meio de redações, peças de teatro, histórias em quadrinho e etc.
Acreditamos que contaremos com o apoio dos professores, até porque estes profissionais sempre combateram a “cola”, e, certamente, não ficarão inertes a outros tipos de cópias.
O notável objetivo deste projeto é construir, desde já, o conceito de propriedade intelectual na consciência das crianças, e que, sobretudo, trata-se de uma propriedade, e como qualquer outra tal como uma bicicleta, uma boneca ou uma bola, prescinde de autorização do seu dono antes de ser utilizada.
Finalmente, este projeto obterá sucesso, se conseguir demonstrar às crianças que o peso de ouro da Propriedade Intelectual pode fazer o Brasil reluzir para o desenvolvimento."
(FONTE: www.jornaldedebates.ig.com.br/index.aspx?cnt_id=15&art_id=5935)


A Secretaria Estadual abrirá as escolas paulistas para que seja passado uma visão extremista sobre a propriedade intelectual. Tal como nas propagandas da MPAA e da RIAA, a cópia de arquivos serão intencionalmente confundidas com roubo de bens materiais. Além de deseducar, os doutrinadores de Hollywood omitirão das crianças a existência de uma gigantesca mobilização pela flexibilização da propriedade intelectual, contra os absurdos da proteção de uma obra por 95 anos após a morte do autor e, certamente, não tocarão na existência de movimentos como o creative commons.

Enquanto o Brasil luta nos fóruns internacionais para submeter a propriedade intelectual às necessidades do desenvolvimento, a Secretaria de Educação dá esta bola fora. Faz uma aliança com o lado obscuro da criação. O mais estranho é que isto acontece na gestão Serra. José Serra, quando Ministro da Saúde, foi um grande batalhador contra a visão extrema da propriedade sobre conhecimentos e idéias. Serra batalhou pela quebra de patentes para o combate da AIDS e enfrentou o poderoso lobby das indústrias farmacêuticas. Será que ele sabe desta doutrinação obscura nas escolas estaduais?

De qualquer forma, quero lembrar aqui o alerta dado pelo jurista Lawrence Lessig. Ele lembrou-nos que se a visão da indústria farmacêutica, da MPAA, das gravadoras prevalecer estaremos substituindo a cultura da liberdade pela cultura da permissão. É um novo totalitarismo qu querem impor para manter os fluxos de riqueza que estas indústrias construiram na época industrial. Grave. Criação exige liberdade. A inventividade depende de uma ampla base de cultura comum. O que os paladinos do exagero querem é destruir a idéia de domínio público e compartilhamento.

Bom, precisamos agir. Proponho montarmos um comitê em defesa da liberdade do conhecimento. Proponho pedirmos uma audiência ao governador José Serra e levarmos a reivindicação de termos acesso as escolas estaduais. Poderemos assim explicar a idéia de cultura livre, colaboração práticas P2P, creative commons e software livre.

O Pablo Ortellado, Jorge Machado, Guilherme Carboni, Alexandre Oliva e eu fizemos algumas reuniões para discutir a questão da liberdade cultural diante do enrijecimento da propriedade sobre idéias. Mas agora é hora de agir. Acho que podíamos nos articular contra este absurdo anti-educativo e desinformativo que estão promovendo para nossos professores e estudantes.

O que acham? Vamos criar o comitê? Quando e onde será a primeira reunião?

Saturday, July 28, 2007

50 MILHÕES EM AÇÃO... PRÁ FRENTE BRASIL!

O Roberto Andrade me enviou um e-mail que diz que o Brasil já atingiu a marca dos 50 milhões de Internautas. Veja:

Pesquisa feita pelo Instituto Datafolha que vai ser publicada a partir de segunda-feira REVELADA HOJE COM EXCLUSIVIDADE pela revista Meio e Mensagem.
É um número surpreendente!

http://www.meioemensagem.com.br/novomm/br/Conteudo.jsp?origem=mmbymail&IDconteudo=95239

Abs,

Cora Ronai e Claudio Prado foram no show do Gil...


Sensacional. Claudio Prado e a Cora Ronai deram uma esticadinha ontem para ver o show do Gilberto Gil numa cidade aqui perto. Eles estavam no cafézinho do Campus Party contando as proezas do Ministro Hacker.

Nós no Campus...


Conheci Mariana Tamari na Cásper Líbero. Fui o orientador do seu trabalho de conclusão de curso, um wiki sobre o software livre. Ela foi uma das assessoras de imprensa do Campus Party, aqui em Valencia. Como dizem no Brasil: mandou bem!

Gamers do WARCRAFT no Campus Party



O pessoal fica completamente concentrado no momento do combate, principalmente quando são atacados. Muitas pessoas participam do desafio promovido pela comunidade do World of Warcraft.

JOGOS EM REDE: Game conta com mais de 8 milhões de assinantes



Marcelo Salgado é aluno da pós-graduação Lato Sensu da Cásper Líbero. Além de ser um apaixonado por games resolveu estudá-los. Recentemente, pedi que ele me desse algumas informações sobre o Game com o maior número de praticantes. Descobri que o maior MMORPG (Massive Multiplayer Online Role-Playing Game) do mundo é o WoW (World of Warcraft), lançado em novembro de 2004, mantido pela empresa Blizzard. O Site oficial do WoW é http://www.worldofwarcraft.com/index.xml .

Segundo levantamento realizado por Marcelo, o World of Warcraft alcançou o incrível número de mais 8 milhões de assinantes em 2007. Segundo a empresa são 2 milhões na América do Norte, 1.5 milhões na Europa e 3.5 milhões na China.

Mad Dog, Mark Shuttleworth, Tosatti, Marcelo Branco no Campus Party 2007


Marcelo Branco, Marcelo Tosatti e John Mad Dog já falaram no Campus Party. Hoje à noite, Mark Shuttleworth, criador da distribuição Ubuntu, falará sobre sua experiência no espaço. Para quem não sabe, Mark é astronauta. Já esteve uma vez na Estação Espacial Russa e tem dito que pretende voltar.

Friday, July 27, 2007

SIMULADORES NO CAMPUS PARTY 2007



Os simuladores são impressionantes. O pessoal do Campus Party da Espanha construiu vários simuladores. Existem simuladores para aviões, submarinos e embarcações de vários tamanhos.

CLÃ COMEMORA VITÓRIA ... MOMENTANEA...


Gamers que jogam MMORPG organizam-se em clãs. Estes aí promoveram ataques bem sucedidos e conquistaram seus objetivos. Estão comemorando sua vitória que pode ser bem passageira...

Aqui no Campus Party, a maioria das pessoas pertecem a uma das várias comunidades de aficcionados por games.

Wednesday, July 25, 2007

OOXML NÃO PASSA POR ANÁLISE DE ACESSIBILIDADE.

A Universidade de Toronto, Canadá, acaba de divulgar um estudo em que deixa claro os graves problemas de acessibilidade que a proposta do formato OpenXML contém. O estudo desaconselha a adoção do formato defendido pela micro$oft.

http://www.noooxml.org/barriers
http://blogs.sun.com/korn/entry/university_of_toronto_white_paper